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Quarta-Feira 01.abr.2020

Ano VIII - Nº 386

Coluna

Sérgio de Paula diz que Rose fica no PSDB e anuncia para março decisão sobre eleição

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 16 de Janeiro de 2020 - Marco Eusébio

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O presidente do PSDB de Mato Grosso do Sul, Sérgio de Paula, anunciou à imprensa em Campo Grande que a deputada federal Rose Modesto continua na sigla e classificou como "boatos" rumores sobre expulsão ou saída dela do partido.

"Eu estou aqui para reafirmar a vocês que nunca houve a possibilidade de expulsão da nossa deputada federal Rose Modesto do PSDB. Este assunto nunca foi sequer cogitado dentro da nossa executiva, na qual a Rose também faz parte. Nossa deputada tem um respeito muito grande pelo nosso partido e nosso governador e o PSDB e o Reinaldo também a respeitam muito. Ela foi vereadora, vice-governadora do Estado, foi a deputada federal mais votada e é uma das grandes lideranças do nosso partido em Brasília", declarou.

Sobre a intenção de Rose de voltar a disputar a prefeitura da Capital neste ano, o dirigente tucano disse que ela e outras lideranças da sigla tem interesse em se candidatar, citado o deputado federal Beto Pereira e o secretário Eduardo Riedel (Governo). "Isso só mostra que o PSDB está fortalecido e é assim que queremos continuar. A Rose já disputou a prefeitura da Capital e é normal esse desejo, mas tenho certeza absoluta que ela vai respeitar a decisão tomada pelo nosso partido", afirmou.

Indagado sobre o PSDB apoiar ou não à reeleição do prefeito Marquinhos Trad (PSD), do qual o governo de Azambuja tem sido parceiro em obras na Capital, de Paula respondeu que a decisão só será oficializada em março.

"A disputa é na Capital, por isso o PSDB de Campo Grande irá realizar as tratativas e passará a decisão para o PSDB estadual. O assunto será tratado com a executiva do nosso partido, que realizará a votação. Esse procedimento acontece nos 79 municípios do estado. Claro que nosso objetivo é continuar sendo o maior partido com representantes em Mato Grosso do Sul porém é preciso lembrar que temos aliados e por isso, esta decisão será conversada e definida no fim de março", reforçou.

Motoristas de aplicativos protestam e lei que 'sufoca' o setor é adiada na Capital

Cerca de 200 motoristas de transporte por aplicativo fizeram carreata pela Avenida Afonso Pena passando em frente à Prefeitura de Campo Grande contra a lei municipal que entrará em vigor em fevereiro regulamentando o serviço na cidade. Representantes do grupo se reuniram com o prefeito Marquinhos Trad (PSD) que, a pedido da categoria, adiou por 90 dias o início das exigências.

Alguns motoristas alegam que as normas aprovadas pelos vereadores e sancionada pelo prefeito visam "sufocar" o setor, pois vão encarecer as tarifas e afastar clientes, tirando as empresas como a Uber da cidade e assim favorecer taxistas. Conforme aqui divulgado na semana passada, os motoristas pediram ao Ministério Público Estadual que investigue supostas irregularidades na lei.

O advogado que representa os motoristas, Yves Drosghic, citou, por exemplo, a proibição de carro com oito anos acima de fabricação, a exigência de exame toxicológico que, em seu entendimento, "não pode ser aplicada por legislação municipal". Disse ainda que a lei prevê "multas elevadissimas" para quem não cumprir as regras, exige contratação de mais um seguro e proíbe os motoristas de atender determinadas áreas estabelecidas pela prefeitura.

Aliança supera meta de assinaturas em MS e quer lançar Coronel David para prefeito

Apoiadores de Jair Bolsonaro em Mato Grosso do Sul contabilizaram na última quarta-feira (15) cerca de 3.200 assinaturas de apoio ao Aliança pelo Brasil, partido lançado pelo presidente, superando em 150% a meta de 1.240 (0,1%) dos votos válidos no estado. "Com a série de eventos no início de fevereiro, vamos chegar aos 50 mil" disse integrante do grupo, ao adiantar para o Blog os dados ainda não divulgados.

A meta nacional é atingir 492 mil assinaturas até março para pedir registro no TSE para que o partido possa participar das eleições deste ano. Caso isso aconteça, o principal cotado para disputar a Prefeitura de Campo Grande é o Coronel David que, embora focado no mandato de deputado estadual, não vai conseguir frear a pressão de Brasília para ser candidato. David, inclusive, já ingressou na Justiça Eleitoral com ação de desfiliação do PSL alegando "perseguição pessoal". A agenda de eventos pela criação do Aliança começa no próximo fim de semana em Brasília e João Pessoa e vai atingir 21 capitais. Em Campo Grande, Curitiba e Recife eventos são previstos para 1º de fevereiro conforme O Globo.

Em dezembro, quando David esteve em Brasília e entregou a Bolsonaro o título de Cidadão de MS concedido pela Assembleia, acompanhado do deputado federal Luiz Ovando e do ex-presidente do PSL em MS Rodolfo Nogueira, o presidente pediu apoio a eles para criação da sigla no estado.

'Janela' para vereador trocar de partido vai reforçar base do prefeito na Capital

Pelo menos sete vereadores de Campo Grande que vão tentar conquistar mais um mandato nas eleições deste ano devem trocar de partido sem risco de perda de mandato com a "janela" que será aberta pela Justiça Eleitoral de 5 de abril a 3 de março. A maioria deve migrar para o PSD de Marquinhos Trad ou para siglas alidas do prefeito, que também disputará a reeleição. Entre os que devem trocar de sigla, o site Midiamax citou os vereadores Ademir Santana e Odilon de Oliveira Junior (do PDT), Valdir Gomes e Dharleng Campos (do Progressistas), e Otávio Trad (PTB), sobrinho do prefeito. Vinícius Siqueira (DEM) e André Saleiro (PSDB) esperam a criação do Aliança pelo Brasil de Bolsonaro; e o Dr. Cury, sem partido desde que foi autorizado a sair do SD, também deve definir sua nova legenda. De olho no reforços, o senador Nelsinho Trad, presidente estadual do PSD, publicou nas redes sociais a agenda eleitoral do ano destacando a "janela" para os vereadores.

Governo busca novo líder na Assembleia

Com o objetivo de disputar a Prefeitura de Dourados neste ano, o deputado Barbosinha (DEM) está deixando a função de líder do Governo Azambuja. Desde já, a Casa Civil, em articulação com deputados da base aliada, busca definir a nova liderança até 15 de fevereiro, quando termina o recesso parlamentar. "Também haverá alterações na lideranças dos blocos e estamos conversando. A palavra final será do governador", disse o secretário de Articulação Política, Sérgio de Paula.


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