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Sexta-Feira 21.fev.2020

Ano VIII - Nº 380

Mato Grosso do Sul

Empreendedorismo em MS criou 6 mil empresas e movimentou R$ 2,7 mi em 2019

Ação do Governo dá impulso ao setor industrial de MS e deve gerar 12 mil novos empregos

Postado em 23 de Dezembro de 2019 - Redação Semana On

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck

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O incentivo do Governo do Estado ao empreendedorismo movimentou R$ 2.798.668,00 milhões no primeiro ano de funcionamento da Jucems Digital em Mato Grosso do Sul. Em vigor desde novembro de 2018, a ferramenta de atendimento digital, trouxe mais agilidade aos serviços oferecidos aos empresários do Estado pois modernizou e ampliou a segurança nos processos de abertura, fechamento e alterações de empresas, além de facilitar o acesso para contadores e empresários do Estado, do Brasil e estrangeiros.

A iniciativa fomentou o empreendedorismo e impulsionou a economia. Dados da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems) apontam que no período de janeiro a novembro de 2019, foram constituídas 6.640 empresas no Estado, sendo 62% do segmento de serviços, 34% no comércio, e 4% de indústria.

Com a simplificação, desburocratização, e modernização dos serviços prestados aos micros, pequenos e médios empresários, Mato Grosso do Sul saiu na frente, e antecipou medidas previstas na Lei de Liberdade Econômica, em vigor desde setembro no País.

Na visão do Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, o Estado encerra o ano de 2019 totalmente inseridos no conceito de Liberdade Econômica que a nova Lei exige. “Por dialogar diretamente com as representações do setor produtivo, a Semagro, constituiu-se na liderança desse processo de modernização, agindo como facilitadora e interlocutora para a implantação das mudanças necessárias junto aos órgãos de controle e fiscalização estaduais” pontua.

Conforme o titular da Semagro, Mato Grosso do Sul tem mais de 240 mil empresas, entre MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte. “Temos outras 174 mil optantes pelo Simples Nacional, com receita bruta anual de até R$ 3,6 milhões, segundo a Receia Federal e o Sebrae. Entre os mais de 130 mil MEIs, há quase 14 mil que trabalham com comércio varejista, 10 mil cabelereiros e manicures e mais de 7 mil aptos a atuar formalmente em obras de alvenaria”.

A simplificação dos processos através da Jucems Digital permitiu a redução do tempo médio para abertura de empresas de 36, para 17 dias. Os serviços ficam disponíveis 24 horas por dia durante os 7 dias da semana. Os serviços automatizam a abertura de novos empreendimentos, reduzem os custos para os empresários, pois evitam deslocamentos para atendimento físico, possui certificação digital, e possibilita o acompanhamento do fluxo de processos.

Mais empregos

A ação do Governo do Estado com a implantação do Fadefe (Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e Equilíbrio Fiscal) contribuiu para impulsionar os resultados do setor industrial de Mato Grosso do Sul ao longo do ano de 2019 e estabeleceu compromissos de investimentos da iniciativa privada no valor total de R$ 16 bilhões e uma perspectiva de geração de 12 mil empregos até o ano de 2032.

Após crescer 249,44% no período de 2009 a 2019, o setor industrial encerra o ano com alta de 6,37% e projeta expansão de 6,45% em 2020 e de 28,10% até 2023.

O titular da Semagro destacou a importância do Fadefe, programa elaborado pelo Governo do Estado, em conjunto com o setor industrial no ano de 2018. “O que temos consolidado hoje, é que 497 empresas aderiram ao Fadefe, assinaram seus termos de acordo com o Estado e assumiram a partir daí uma série de compromissos. Esses compromissos, hoje, sinalizam R$ 16 bilhões de investimentos até 2032 e, adicionalmente em relação à situação apresentada em 2018, mais 12 mil empregos na economia sul-mato-grossense”, ressaltou.

O Fadefe teve como objetivo a regularização das cláusulas socioeconômicas de empresas que não teriam cumprido com os compromissos de geração de empregos ou de valores de investimento. Essas empresas renovaram seus incentivos, já convalidados pelo Confaz, e terão de pagar, por 36 meses, valores compensatórios pelo não cumprimento de seus termos de acordo. Esse ajuste deve gerar uma receita adicional ao Estado no valor total de R$ 600 milhões.

Para Jaime Verruck, o Fadefe foi um projeto extremamente positivo tanto para o Estado como para o empresário. “O Fadefe representa a sinalização de novos investimentos, novos empregos e nova arrecadação. E acho que esse tipo de projeto permite criar uma pauta econômica e reforçar o desenvolvimento industrial do Estado. E aí temos as perspectivas de novos empreendimentos no Estado”, finalizou.

Desempenho do setor industrial

No comparativo de 2009 a 2019, o PIB Industrial saltou de R$ 6,21 bilhões para R$ 21,7 bilhões (249,44%), enquanto de 2018 a 2019 a elevação foi de R$ 20,4 bilhões para R$ 21,7 bilhões (6,37%), de 2019 para 2020 vai sair de R$ 21,7 bilhões para R$ 23,1 bilhões (6,45%) e de 2019 a 2023 sairá de R$ 21,7 bilhões para R$ 27,8 bilhões (28,10%). “A atividade industrial vem mostrando números satisfatórios que merecem não só serem visualizados, mas também comemorados”, disse o presidente da Fiems.

Para Sérgio Longen, os dados só demonstram que Mato Grosso do Sul vem se destacando na consolidação da indústria. “A industrialização do Estado está sendo muito bem construída, a diversidade da matriz industrial está muito bem distribuída nos municípios. Nosso principal segmento hoje é dos frigoríficos e carnes, com 27.213 trabalhadores, e aí não entram só bovinos, mas uma grande diversificação, como aves, suínos, peixes e jacaré. Em seguida temos a indústria sucroenergética, com 20.500 trabalhadores, e indústria do papel e celulose, com 6.374 trabalhadores”, detalhou.

Ele reforça que os últimos 10 anos foram muito importantes para a consolidação da atividade industrial. “Quando se fala em mudança na geração de empregos e mudança na geração da base da economia, a indústria veio para ficar e ela está se consolidando ano a ano, quer na geração de empregos, quer no aumento de empresas, quer no PIB, porque 249,44% em 10 anos é um número muito significativo, praticamente um índice de crescimento de países asiáticos”, finalizou.


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