Semana On

Sábado 14.dez.2019

Ano VIII - Nº 375

Coluna

Novo partido de Bolsonaro deve separar lideranças do PSL em MS

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 13 de Novembro de 2019 - Marco Eusébio

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A decisão do presidente Jair Bolsonaro de sair do PSL e criar um novo partido chamado Aliança pelo Brasil deve oficializar o racha no PSL de Mato Grosso do Sul. O deputado estadual Coronel David e o deputado federal Luiz Ovando repetem que vão seguir Bolsonaro. Da mesma forma, o deputado estadual Capitão Contar disse hoje aqui ao Blog que pretende seguir o presidente. Do outro lado, a presidente do PSL em MS, senadora Soraya Thronicke, afirmou em nota no Twitter que pretende continuar no partido justificando que "senador sem partido não ajuda, porque perde todas as posições em comissões". Na mesma linha, o deputado federal Loester "Tio Trutis" escreveu no Facebook: "Podem me chamar do que quiser, louco, traidor, burro... Todavia pra mim esse não era o momento de criar um novo partido."

'Sou Bolsonaro muito antes de ser PSL', diz Capitão Contar sobre novo partido

Indagado sobre que rumo pretende tomar com a decisão de Jair Bolsonaro de deixar o PSL e criar o partido Aliança pelo Brasil, o deputado estadual Capitão Contar disse que vai seguir o presidente, mas observou que deve aguardar o trâmite da legislação – pois deputado, eleito pelo sistema de legenda, só pode deixar a sigla quando for criado novo partido ou esperar abertura de uma "janela" partidária. "Eu sou capitão do Exército, assim como Bolsonaro, as minhas bandeiras são as mesmas do Bolsonaro, eu sou Bolsonaro muito antes de ser PSL", disse Contar. "Eu sou Bolsonaro até debaixo d'água. Então, na medida do possível – tem as questões de regimento, tem a legislação – quando for possível eu quero estar junto com o nosso presidente".

Bumlai tira tornozeleira eletrônica

O pecuarista José Carlos Bumlai, de Mato Grosso do Sul, está sem tornozeleira eletrônica. O aparelho, conforme a defesa, foi retirado por ele próprio, com autorização do juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, com base na decisão do Supremo que derrubou as prisões após condenação em segunda instância no Brasil. Por problemas de saúde, Bumlai cumpria pena em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. "Muito embora tardiamente – já que o pedido de Bumlai aguardava pronunciamento desde 2ª feira – a Justiça Federal de Curitiba nada mais fez do que cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal quanto à impossibilidade de execução antecipada da pena", disse em nota ao site G1 do Paraná a advogada de Bumlai, Daniella Meggiolaro.

Projeto autoriza venda de arma para policial que se aposentar em MS

Projeto apresentado na Assembleia prevê que policiais e demais servidores com pelo menos 10 anos de atuação na segurança pública de Mato Grosso do Sul possam comprar as armas de fogo que usaram em serviço, ao se aposentar ou ficarem inativos. De autoria do deputado Barbosinha (DEM-MS), o texto diz que só serão beneficiados os que não respondem processo criminal ou tenham condenação até a data da aposentadoria, e exige atestado de avaliação psicológica e registro da arma. O deputado diz que esses profissionais, mesmo aposentados, não deixam de ser agentes da segurança pública em defesa da sociedade e por isso precisam garantir a sua integridade e a das pessoas.

Loester Trutis chama deputados estaduais de 'nádegas flácidas'

Alvo de representação da Assembleia Legislativa na Câmara dos Deputados por ter chamado de "bundas moles" deputados estaduais de Mato Grosso do Sul que não haviam apoiado o primeiro pedido de CPI da Energisa, o deputado federal Loester "Tio" Trutis (PSL-MS), postou vídeo no Facebook em que promete acionar a Justiça contra o pacote fiscal do Governo do Estado aprovado na Casa ontem e voltou a dispar contra os integrantes do integrantes do Legislativo estadual chamando-os de "nádegas flácidas" na postagem.

Sob protestos, deputados estaduais aprovam pacote fiscal em MS

Apesar de protestos contra aumento de impostos feitos por empresários da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) e por produtores rurais na Assembleia, deputados estaduais aprovaram em duas votações o pacote fiscal do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que agora vai sancionar as novas regras. Entre as medidas, o pacote aumenta de 25% para 30% a alíquota de ICMS sobre a gasolina e abaixa de 25% para 20% a do álcool, sob justificativa de aumentar o consumo de etanol. Também aumenta alíquotas do Fundersul, pago por produtores rurais. Catorze deputados votaram a favor: Antonio Vaz (PRB), Barbosinha (DEM), Eduardo Rocha e Márcio Fernandes (do MDB), Evander Vendramini (PP), Jamilson Name (PDT), Lídio Lopes (Patriotas), Londres Machado (PSD), Lucas de Lima (Solidariedade), Marçal Filho, Onevan de Matos e Rinaldo Modesto (os quatro do PSDB), Neno Razuk (PTB) e Zé Teixeira (DEM). O deputado Felipe Orro (PSDB) votou na primeira votação, pela constitucionalidade da proposta, e se absteve na segunda, quando se vota o mérito do projeto. Só cinco deputados votaram contra: Coronel David e Renan Contar (ambos do PSL), Cabo Almi e Pedro Kemp (ambos do PT) e João Henrique Catan (PL).

PSL e PT unidos... mas só contra o pacote

A votação do pacote fiscal do governo Azambuja aprovado em dupla votação pela Assembleia causou uma atípica união de extremos opostos. Os deputados Pedro Kemp e Cabo Almi, do PT, e Coronel David e Capitão Contar, do PSL, ficaram do mesmo lado na sessão. Além do liberal Catan, foram os únicos a votar contra.

Assembleia instala CPI da Energisa

O presidente da Assembleia, deputado Paulo Corrêa (PSDB), anunciou a instalação da CPI da Energisa para apurar supostas irregularidades na medição de relógios para emissão de contas de energia elétrica, após acatar requerimento apresentado pelo deputado Felipe Orro (PSDB) com base em uma aferição feita por um produtor rural de Miranda que, conforme a assessoria do tucano, instalou relógio paralelo em sua propriedade e comprovou diferença de medição no consumo em comparação à do equipamento instalado pela concessionária.

A CPI tem 120 dias a partir de hoje para apresentar seu relatório final. Como autor do pedido, Orro é o indicado pelo PSDB para a comissão, que contará ainda com João Henrique Catan (PL) e Capitão Contar (PSL) indicados pelo G10 – grupo de partidos que inclui o PSD, SD, PTB, PP e o Republicanos. O G-9 formado pelo MDB, DEM, PT, PDT e Patriota vai indicar dois nomes até amanhã. Quando estiverem definidos os cinco titulares, o deputado mais velho convocará a primeira reunião para eleger presidente e relator da comissão. Corrêa disse à imprensa que a CPI não deve representar custos extras para a Alems que vai "tocar os trabalhos" com a estrutura da Casa.

Nenhuma CPI fará com que a conta de energia seja reduzida, explica OAB-MS

A CPI instalada na Assembleia para apurar supostas irregularidades na medição do consumo de energia elétrica em municípios atendidos pela Energisa em Mato Grosso do Sul deve gerar medidas e correções em casos específicos, caso as denúncias sejam confirmadas. Mas não deve, entretanto, fazer baixar o valor coletivo da tarifa, como acreditam algumas pessoas em publicações nas redes sociais. O alerta foi feito pelo presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Consumidores da OAB-MS e procurador adjunto do consumidor do Conselho Federal da Ordem, Nikollas Breno de Oliveira Pellat. Consultado pelo Blog, o advogado explicou que a tarifa nos estados é definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com base em uma série de custos do setor que inclui impostos como PIS/Cofins (União), ICMS "que é o maior" (do Estado) e a Cosip, a taxa de iluminação pública que vai para as prefeituras. Para que haja uma redução no preço da energia ao consumidor, explica Nikollas Breno, "só a Aneel reduzindo, ou então se os entes públicos federativos abaixarem um pouquinho os impostos deles".

Delcídio compara discurso de inocência de Lula à propaganda nazista de Goebbels

Em entrevista publicada pela Folha de S.Paulo, o ex-senador Delcídio do Amaral, atual presidente do PTB em Mato Grosso do Sul, comparou o discurso de inocência de Lula à tática atribuída a Joseph Goebbels, que foi ministro da propaganda de Adolf Hitler. "Ele montou esse discurso. É a história do Goebbels na Alemanha nazista, de contar uma mentira várias vezes e ela acabar virando verdade. Para uma parte das pessoas, né? Essa tese, de tanto eles baterem nisso e à luz das mensagens do Intercept, de certa maneira ganhou força". Na entrevista, de página inteira, Delcídio também defendeu a decisão do Supremo de derrubar a prisão após a condenação em segunda instância: "A corte resgatou o entendimento da Constituição", afirmou. Sobre o governo de Jair Bolsonaro, declarou: "É muita espuma para pouco chope, sabe? Nós estamos perdendo energia com coisas menores, quando o Brasil necessita urgentemente debater temas relevantes para a sua economia e o futuro das pessoas".


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