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Quinta-Feira 21.nov.2019

Ano VIII - Nº 372

Poder

Moro: “Jamais concorreria contra o presidente Jair Bolsonaro”

Ministro é a pedra no caminho do capitão

Postado em 25 de Outubro de 2019 - Congresso em Foco e Ricardo Noblat (Veja)

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O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou que apoia a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em 2022 e que "jamais concorreria" contra o militar. "O presidente manifestou o desejo de buscar a reeleição e, se isso acontecer mesmo, evidentemente, como parte do governo, eu tenho o dever até de lealdade".

Moro disse também ser "pouco provável" que ele venha a concorrer em alguma eleição nos próximos anos, mas deixou a possibilidade em aberto. "Acho pouco provável. Agora o futuro, né? O futuro é distante", comentou.

Segundo o ex-juiz, não há "nenhum demérito" na política, mas ele tem um perfil mais técnico do que político-partidário. "As pessoas fazem uma série de especulações, mas, da minha avaliação, eu tenho um perfil mais técnico. Não de juiz, né? Vamos admitir, eu tô fora da carreira, mas eu tô tentando realizar um trabalho aqui relevante em uma área que, modestamente, humildemente, eu tenho algum conhecimento", disse.

O ministro da Justiça classificou como "muito boa, ótima" a sua relação com o presidente e disse que conversava frequentemente com ele. "Falo com ele com frequência, por mensagem, telefone ou pessoalmente. Então é uma relação muito boa. Tem uma convergência muito grande em relação a essa necessidade de termos 1 sistema judicial mais efetivo, melhorar a segurança pública”, disse.

Pedra

A função das pesquisas de intenção de voto, ainda mais a três anos da próxima eleição presidencial, é causar impressões e provocar ensaios de movimentos políticos.

A pesquisa VEJA-FSB foi lida assim por gente experiente no Congresso, no Palácio do Planalto e na Esplanada dos Ministérios:

+ Apesar da perda de popularidade registrada em outras pesquisas, e do desgaste de um começo de governo marcado por sucessivas crises, Bolsonaro aparece bem em simulações de cenários do primeiro e do segundo turno;

+ Mesmo preso, Lula revela-se um candidato competitivo a ponto de ter tido seu nome pesquisado e estampar a capa da revista;

+ Para quem se nega a admitir que possa vir a ser candidato, o apresentador Luciano Huck despontou como um nome capaz de atrair o apoio da centro direita ou de parte expressiva dela:

+ A pesquisa foi péssima para o governador João Doria (PSDB), de São Paulo, que não chegou a obter 5% das intenções de voto;

+ Sérgio Moro foi o que mais ganhou com a pesquisa. Venceria qualquer adversário se a eleição fosse hoje. Por isso mesmo, Bolsonaro deverá indicá-lo para ministro do Supremo.


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