Semana On

Quinta-Feira 14.nov.2019

Ano VIII - Nº 371

Coluna

Boi orgânico e pantaneiro são produtos exclusivos da pecuária sul-mato-grossense

Atentos ao mercado interno e externo, há alguns anos pecuaristas do Estado estão trabalhando as mudanças que o mercado exige

Postado em 23 de Outubro de 2019 - Redação Semana On

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O agronegócio em Mato Grosso do Sul é pujante e está cada vez mais se adaptando aos novos tempos. E carne é considerada muito saudável, principalmente porque o boi é criado com capim. Em São Gabriel do Oeste existe um polo de produção de porco que é exemplo para o mundo, e em Terenos a produção de frango e ovos é referência.

Atentos ao mercado interno e externo, há alguns anos pecuaristas do Estado estão trabalhando as mudanças que o mercado exige. O consumidor, de acordo com o pecuarista e empresário Leonardo de Barros, que produz carne orgânica desde 2000, está diferente e quer informação. Em sua análise, as pessoas querem saber como o alimento que consomem foi produzido, se existe justiça social, ambiental, salubridade. E é por isto que a carne do Estado é tão valorizada.

Além do boi orgânico outro produto que pode alavancar ainda mais a pecuária do Mato Grosso do Sul é o “boi pantaneiro”. O selo “Sustentável do Pantanal”, garante que o animal nasceu na região pantaneira e foi criado com alimentação adequada, métodos tradicionais e modernos da Embrapa nacional. Por enquanto este produto está apenas no mercado interno. Atualmente são abatidos 500 animais por semana, por este grupo de 18 produtores filiados a ABPO – Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO) criada em 2001. O Pantanal, pelo seu isolamento, possui característica pastoril que só existe lá. Além disto tem 86 por cento da vegetação preservada, fato que conta bastante principalmente na exportação.

A relação Estado e agronegócio também está mais amigável, em sua opinião. “A população urbana sempre viu o homem do campo com certa restrição. O fazendeiro que vem à cidade, a passeio ou a negócios chega aqui numa caminhonete importante, gastando dinheiro, é outro. Na fazenda ele acorda às três da manhã, junto com os colaboradores, e vai para a lida. Este distanciamento entre mundo urbano e o agronegócio começou a estreitar há pouco tempo. A própria tecnologia possibilitou que ele more na cidade”, finaliza.


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