Semana On

Terça-Feira 22.out.2019

Ano VIII - Nº 368

Campo Grande

Segunda edição de exposição da Reme valoriza brinquedos tradicionais

Mostra pode ser vista até dia 15, no shopping Bosque dos Ipês

Postado em 02 de Outubro de 2019 - Redação Semana On

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Sucesso de público em 2018, o projeto “Brinquedos e Brincadeiras Tradicionais”, organizado pela Secretaria Municipal de Ensino (Semed) por meio da Divisão de Educação e Diversidade, abriu no shopping Bosque dos Ipês a sua segunda edição, que tem como foco, reconhecer e valorizar a ancestralidade africana e indígena, que caracteriza o povo brasileiro, levando os alunos a perceberem a importância de perpetuar as tradições históricas.

Para a secretária municipal de Educação, Elza Fernandes, o resgate das brincadeiras entre as crianças da Educação Infantil é importante para preservar a história. “Parabenizo a equipe da DED, e principalmente os diretores, professores, apoios pedagógicos e assistentes pelo excelente trabalho que vêm desenvolvendo em nossas unidades. Valorizar os brinquedos antigos é preservar nossa memória. É muito gratificante quando visitamos as escolas e ouvimos elogios dos pais, reconhecendo nosso empenho”, disse.

Curiosidade

Voltada a professores, supervisores, orientadores, coordenadores pedagógicos e alunos das escolas municipais de Educação Infantil (EMEIs), a exposição poderá ser conferida pelo público até dia 15 de outubro. No total, pelo menos 80 peças como bonecas, jogos, chocalhos e carrinhos foram produzidos por alunos de 40 EMEIs, a partir de materiais diversos, como tecidos, barbante, papel e lã, prometem despertar a curiosidade principalmente das crianças que passarem pelo local.

De acordo com a chefe da DED, Magali Luzio, o objetivo do projeto é incentivar o gosto pelas brincadeiras tradicionais, propiciar aos professores e estudantes, temáticas e abordagens de brincadeiras tradicionais que ajudam no desenvolvimento infantil, na afirmação da identidade e autoestima, além de abordar questões que reforçam o quanto o multiculturalismo tem ganhado destaque nos âmbitos educacionais e sociais.

“Podemos observar que brincar não significa apenas recrear, é muito mais, pois é uma das formas mais complexas que a criança tem de comunicar consigo mesma e com o mundo. Os jogos de videogame e de computadores, diariamente vêm mantendo a criança muito presa pelas imagens frente à televisão ou ainda a máquinas de jogos disponíveis no mercado”, afirmou Magali.

A proposta do projeto “Brinquedos e Brincadeiras Tradicionais”, além de colocar em prática o que rege as leis federais 10.639/2003 e 11.649/2008, que orientam sobre a necessidade de resgatar a cultura de nossos ancestrais por meio de atividades lúdicas é a utilização adequada de brincadeiras tradicionais de origem indígena e africana como recurso pedagógico, que poderão contribuir para o processo de aprendizagem das crianças na escola, especialmente na educação infantil, pois estes recursos neste contexto retêm o interesse da criança possibilitando assim, o seu desenvolvimento global de habilidades necessárias para o processo educativo.

Segundo Magali Luzio, em um mundo cada vez mais urbanizado, industrializado e informatizado, a tendência é que muitas das brincadeiras tradicionais percam espaço nas preferências infantis. Mesmo assim, jogos e brinquedos como a peteca, a amarelinha, a ciranda, a pipa e a cama de gato têm um valor cultural inestimável, e o lugar dessas brincadeiras deve ser garantido em nossa sociedade.

Professora na MEI Pedacinho do Céu, Marina dos Santos Barros, ressaltou que o resgate da cultura brasileira foi o principal ganho no processo de ensino e aprendizagem das crianças. “Nossas tradições estrão quase esquecidas devido às tecnologias. Foi muito gostoso oferecer para eles outras possibilidades de brinquedos e ampliar o olhar para a cultura de outras comunidades. Na EMEI trabalhamos uma boneca da cultura afro e produzimos uma galinha d’angola de argila”, explicou.


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