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Sexta-Feira 06.dez.2019

Ano VIII - Nº 374

Legislativo

Prof. João Rocha promove palestra para alertar os sinais do suicídio

De acordo com psicóloga, falar sobre o assunto é a melhor opção para a prevenção

Postado em 01 de Outubro de 2019 - Redação Semana On

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O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Prof. João Rocha, convidou a psicóloga clínica, professora da Residência Médica em Psiquiatria da Santa Casa e professora do curso de Psicologia da Uniderp/Anhanguera Educacional, Avany Cardoso Leal, para falar da importância em ouvir o próximo para detectar os sinais do suicídio.

De acordo com a psicóloga, falar sobre o assunto é a melhor opção para prevenir o suicídio. “Divulgar a informação ajuda a prevenir. Hoje, o índice de suicídio é muito grande, principalmente, entre os jovens. Saber das doenças mentais relacionadas ao suicídio, os comportamentos que podem dar o indício de que a pessoa está em uma situação de vulnerabilidade, disseminar essa informação ajuda muito a reconhecer e prevenir o suicídio”, explicou.

Para a psicóloga, o avanço da tecnologia favoreceu o aumento dos índices de suicídio. “O índice entre os jovens é maior porque hoje os jovens tem muita pouca tolerância a frustração, a tecnologia, essa coisa do imediatismo que o mundo moderno impõe para gente. Então, eu sinto uma dor, eu quero tirar essa dor, quero acabar com essa dor, o suicídio parece uma boa alternativa nesses momentos. Tem muito a ver com esse avanço da tecnologia, as relações mais superficiais que a gente vê hoje, os pais trabalhando muito, os filhos cada vez mais sozinhos em casa, são vários fatores”, frisou.

De acordo com Avany Cardoso, tem que prestar atenção na alteração de comportamento. Principalmente, entre os adolescentes e adultos jovens, de 15 a 29 anos, se continuam cuidando da aparência, se está muito isolado no quarto, se deixou de escutar música, se deixou de usar perfume, se está deixando de fazer atividades que gostava , que eram prazerosas, às vezes os pais acham que o filho sossegou, mas pode ser depressão, então prestar atenção, ter diálogo e se manter presente, e se perceber  alguma dessas condições, perguntar abertamente, se está triste, o que está pensando, se já pensou em morte, mostrar que está preocupada, abordar e falar sobre isso”, alertou.

Para o presidente da Casa de Leis, Prof. João Rocha é fundamental levar a informação e falar é a melhor opção. “É importante divulgar o assunto, tratar o tema de forma clara para acabar com o tabu do suicídio. Olharmos para o próximo de forma mais humana, às vezes, um amigo, um colega no serviço, um familiar está precisando de ajuda, por isso, trazer a psicóloga até a Câmara de Vereadores para falar sobre assunto é levantarmos a bandeira da prevenção”, avaliou.


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