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Sábado 07.dez.2019

Ano VIII - Nº 374

Comportamento

Hipersexualidade pode ter origem genética, segundo pesquisa

Estudo mostra que o diagnóstico pode ter como causa alteração genética que aumenta a produção de ocitocina

Postado em 01 de Outubro de 2019 - Galileu

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A hipersexualidade é um problema sério. O descontrole da libido – e o apetite sexual exagerado – pode causar sofrimento ao atrapalhar a vida pessoal e profissional de quem sofre com ela. Mas, apesar de ser algo muito sério, a condição gera polêmica e diversas instituições internacionais, como a Associação Americana de Psiquiatria, ainda não consideram a hipersexualidade como um problema de saúde.

Um novo estudo, publicado no jornal científico Epigenetics, ajuda a desmistificar o distúrbio, que afeta 3% da população global. “Nós fomos investigar os mecanismos epigenéticos regulatórios por trás da desordem da hipersexualidade”, contou o estudante P.h.D Adrian Boström, da Universidade de Upsália, da Suécia, em comunicado

Os cientistas investigaram o DNA de 60 pessoas que têm a condição e outros 33 indivíduos que não sofrem com ela. Os resultados mostram que o quadro pode estar ligado à dificuldade de regular a ocitocina, conhecida como “hormônio do amor” por ser responsável, entre outras coisas, pelo desejo sexual.

De acordo com o novo estudo, em pessoas com hipersexualidade, os genes que regulam a ocitocina atuam de modo diferente, estimulando a produção excessiva do hormônio. 

A origem do problema também opde estar em mecanismos ligados a vícios. Os pesquisadores compararam os pacientes com hipersexualidade a pessoas alcoólatras e perceberam que os genes de quem sofre com alcoolismo têm mecanismos parecidos aos de quem tem o distúrbio sexual. 

“Mais pesquisa são necessários, mas nossos resultados sugerem que pode ser interessante examinar os benefícios de fármacos e da psicoterapia para reduzir a atividade da ocitocina”, propõe, em nota, o professor Jussi Jokinen, da Univerisade Umeå, também na Suécia.


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