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Quarta-Feira 11.dez.2019

Ano VIII - Nº 374

Brasil

Maioria no Brasil defende proteção de áreas onde vivem indígenas isolados, mostra Datafolha

Levantamento feito a pedido do Instituto Socioambiental aponta que 93% dos brasileiros são a favor de políticas que reforcem cuidado com as florestas

Postado em 27 de Setembro de 2019 - O Globo

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Pesquisa do Datafolha apontou que a maioria dos brasileiros é a favor da proteção de florestas onde vivem etnias isoladas.

Segundo a pesquisa, feita a pedido do Instituto Socioambiental (ISA), 93% dos brasileiros são a favor de políticas públicas que reforcem a proteação destas áreas para garantir a sobrevivência de indígenas isolados.

A pesquisa foi realizada em 168 municípios do país, entre 4 e 6 de junho deste ano. E a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Atualmente, no Brasil, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), há cerca de 107 registros da presença de indígenas isolados em toda a Amazônia Legal.

Ainda de acordo com a Funai, a denominação "povos indígenas isolados" refere-se a grupos com ausência de relações permanentes com as sociedades ou com pouca frequência de interação, seja com não-índios, seja com outros povos indígenas.

A decisão de se isolar pode ser, apontam registros históricos, resultado dos efeitos negativos dos encontros destas populações com as sociedades, como doenças, atos de violência, espoliação de seus recursos naturais ou eventos que tornam vulneráveis seus territórios, ameaçando suas vidas, seus direitos e sua continuidade histórica como grupos culturalmente diferenciados.

No início do mês, o indigenista Maxciel Pereira dos Santos foi assassinado em Tabatinga, próximo da fronteira da Amazônia brasileira com a Colômbia e o Peru.

O crime, ocorrido em base da Funai. teria sido uma represália ao papel de Santos no combate a invasões ilegais por caçadores, madeireiros e mineradores na reserva do Vale do Javari, local que abriga a maior concentração de tribos indígenas não contactadas do mundo.

'Homens das cavernas'

Na abertura da 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Jair Bolsonaro voltou a destacar que não irá aumentar as reservas indígenas e defendeu uma nova política indigentista para o país, criticando o "uso" de lideranças reconhecidas internacionalmente, como o cacique Raoni , para interesses alienígenas ao Brasil.

Em seu discurso, Bolsonaro também disse que "pessoas de dentro e de fora do Brasil, apoiadas por ONGs, teimam em tratar e manter nossos índios como verdadeiros homens das cavernas".


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