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Sexta-Feira 14.ago.2020

Ano IX - Nº 405

Coluna

Amazon deixa de vender livros sobre terapia de cura gay

A gigante do e-commerce afirma zelar pela variedade do cardápio literário, mas materiais que julgue inadequados podem ficar de fora

Postado em 25 de Setembro de 2019 - Carta Capital

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A Amazon, gigante do comércio online, retirou de sua plataforma livros sobre terapias de cura gay. Obras como Healing Homosexuality: Case Stories of Reparative Therapy (Curando a Homossexualidade: histórias de casos de terapia reparativa), e A Parent’s Guide to Preventing Homosexuality (Um guia parental para prevenir a homossexualidade), do psicólogo Joseph Nicolosi, não estão mais disponíveis no site.

Nicolosi, que morreu em 2017, era presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Terapia da Homossexualidade, nos EUA. Ele defendia que as pessoas nasciam naturalmente heterossexuais mas que poderiam se tornar homossexuais por traumas na infância. Citava como razões para isso mães dominadoras e pais ausentes.

A decisão da empresa em banir do catálogo livros sobre terapias de reversão da orientação sexual está expressa no próprio site da Amazon. Em nota, a gigante do e-commerce afirma “zelar pela variedade do cardápio literário, mas materiais que julgue inadequados podem ficar de fora”.

Nos Estados Unidos, a medida gerou insatisfação entre grupos conservadores. Um deles, o Voice of the Voiceless (voz dos sem voz) criou uma petição na página da plataforma Change.org que tinha, até quinta-feira 12, mais de 19 mil assinaturas. A meta é chegar a 25 mil.

STF proibiu ‘cura gay’ no Brasil

Em abril, a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia concedeu uma liminar proibindo a terapia de reversão sexual, popularmente conhecida como “cura gay”.

A decisão revalidou o entendimento do Conselho Federal de Psicologia que proíbe, desde 1999, psicólogos a oferecerem serviços que proponham o tratamento da homossexualidade.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) deixou de classificar a homossexualidade como doença e a retirou da Classificação Internacional de Doenças (CID) em 1990.


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