Semana On

Quinta-Feira 21.nov.2019

Ano VIII - Nº 372

Brasil

Ancine se curva a Bolsonaro e rescinde apoio a filmes com temáticas gay e negra

A escalada da censura sobre a arte no Brasil

Postado em 19 de Setembro de 2019 - Lauro Jardim (Radar), Carta Capital, Edson Sardinha (Congresso em Foco) e Ivan Longo (Fórum)

Greta, estrelado por um dos maiores atores do Brasil, Marco Nanini, foi selecionado para o Festival de Berlim deste ano. No filme, Nanini interpreta um enfermeiro homossexual que é fã ardoroso de Greta Garbo. Greta, estrelado por um dos maiores atores do Brasil, Marco Nanini, foi selecionado para o Festival de Berlim deste ano. No filme, Nanini interpreta um enfermeiro homossexual que é fã ardoroso de Greta Garbo.

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Apenas três semanas após a Ancine aprovar a “concessão de apoio financeiro” para que dois filmes nacionais participassem do Festival Internacional de Cinema Queer, a agência mudou de ideia — e rescindiu o termo de permissão, que dava aos produtores de "Greta" e “Negrum3”, uma ajuda de custo de R$ 4,6 mil para cada um participar do evento que se realiza a partir desta sexta-feira, em Lisboa.

A temática dos dois filmes tem tudo o que Jair Bolsonaro manifestamente não gosta de ver nas telas: negritude e homossexualidade.

“Negrum3” tem este resumo oficial: “Entre melanina e planetas longínquos, Negrum3 propõe um mergulho na caminhada de jovens negros da cidade de São Paulo. Um filme‐ensaio sobre negritude, viadagem e aspirações espaciais dos filhos da diáspora”.

“Greta”, estrelado por um dos maiores atores do Brasil, Marco Nanini, foi selecionado para o Festival de Berlim deste ano. No filme, Nanini interpreta um enfermeiro homossexual que é fã ardoroso de Greta Garbo.

A marcha a ré da Ancine no caso destes dois filmes revela que a recente troca de comando na agência — Christian de Castro foi afastado da presidência por força de decisão judicial e Alex Braga assumiu — parece não ter afetado a caminhada da agência para a rota conservadora.

Procurada, a produção do “Negrum3” afirmou que já está com as passagens compradas para o festival, mas esperava que o financiamento cobrisse parte dos custos da viagem. A saída agora é pedir colaborações de internautas em uma vaquinha.

“A justificativa oficial é a falta de disponibilidade orçamentária, mas, na mesma decisão, a Ancine diz que irá continuar apoiando a participação de filmes em outros festivais. Levando em conta que Negrum3 é um filme que fala da celebração de bichas pretas e a temática do festival do qual ele irá participar, fica claro o viés político de censura da decisão tomada pela Diretoria da Ancine”, disse Victor Casé, da Reptilla Produções.

Civilização e barbárie

Na semana passada, em meio à repercussão do ato ditatorial do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, ao determinar a censura de obras de cunho LGBT na Bienal do Livro, a população brasileira ficou sabendo que não poderá, pelo menos por enquanto, assistir ao filme “Marighella”. Dirigido por Wagner Moura, a obra conta a história do guerrilheiro brasileiro Carlos Marighella, que lutou contra a ditadura militar e morreu assassinado pelo aparelho repressor do Estado.

A equipe do filme anunciou que a estreia de Marighella foi adiada por não ter sido possível “cumprir a tempo todos os trâmites exigidos pela Ancine”. Não há uma nova data prevista para o lançamento no Brasil da obra que estreou em março no Festival de Berlim sob aclamação da crítica e do público.

Não demorou muito para ficar claro o que está acontecendo: o filme estrelado por Seu Jorge se somou ao caso do Rio de Janeiro e às outras dezenas de episódios de censura ou tentativas de censura nos últimos dias.

Pelas redes sociais, o jornalista e escritor Mário Magalhães, autor do livro “Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo”, que baseou o filme de Wagner Moura, comentou o cancelamento da estreia da obra audiovisual no Brasil. “É este o filme que não consegue estrear no Brasil. É esta a história que não querem que seja conhecida. É este o personagem que pretendem condenar ao esquecimento. O esquecimento é amigo da barbárie”, escreveu na legenda de uma postagem com o trailer do filme.

Antes, em maio, quando o filme já havia estreado em Berlim, Magalhães questionou se a produtora de “Marighella” se submeteria “ao obscurantismo dos novos censores”.

Não à toa. Por justamente contar a história de uma figura tão simbólica na luta contra a ditadura e o autoritarismo, aspectos vigentes neste governo, o filme “Marighella” é alvo de radicais da direita desde a fase de produção. O diretor Wagner Moura relatou que a equipe chegou a ser alvo de ameaças de direitistas nas redes sociais, que prometiam invadir o set de gravações – o que não ocorreu, de acordo com o ator, graças ao apoio de 15 jovens de uma frente antifascista, que garantiram a segurança da equipe.

Em entrevista exclusiva à Fórum, Mário Magalhães comentou a aparente tentativa de censura ao filme baseado em seu livro e ainda foi além ao fazer uma análise do momento que o país passa.  “A censura avança. Ela já reaparecera com vigor em 2018, como eu conto em um capítulo – ‘A censura de volta’ – do meu novo livro, ‘Sobre lutas e lágrimas’. Impedir a livre expressão, incluindo a artística, é atitude habitual de regimes antidemocráticos”, disse.

“Nos tempos da ditadura parida em 1964, da qual Jair Bolsonaro tem tanta saudade, as artes e a cultura também foram alvejadas. Para censurar, não é preciso declarar de modo escancarado, à maneira do prefeito Marcelo Crivella na Bienal do Livro do Rio. É possível asfixiar financeiramente o cinema e o audiovisual. Na forma, alegam-se pormenores burocráticos. O conteúdo, seletivo, é de censura da arte”, completou o jornalista.

Para Magalhães, o Brasil, neste momento, testemunha “o confronto entre civilização e barbárie”. “Não reconhecer a gravidade do que vivemos equivale a relativizar o compromisso de Jair Bolsonaro com causas obscuras”, analisou.

Confira, abaixo, a íntegra da entrevista.

Mário, tenho observado suas críticas com relação ao cancelamento da estreia de Marighella no Brasil. A justificativa da produtora é que a Ancine teria dificultado o processo com uma série de trâmites. Como autor da obra que baseou o filme, sabendo o que ele representa e, diante dos ataques que o governo vem promovendo à cultura e ao audiovisual, acredita que possa haver uma motivação política para tamanha demora da estreia de um filme que já rodou o mundo?

Mário Magalhães – Não tenho informações suficientes para opinar sobre as decisões recentes da Ancine sobre “Marighella”. Sei que o ano tem sido de provações para o filme. Em fevereiro, no Festival de Berlim, as produtoras da O2 Filmes e o diretor, co-produtor e co-roteirista Wagner Moura se pronunciaram contra a recusa da distribuidora Paris Filmes de lançar logo “Marighella”. Em junho, no Festival de Sydney, Wagner lamentou que “os distribuidores não tivessem coragem de lançar o filme”. Em seguida, marcou-se o 20 de novembro para a estreia nos cinemas brasileiros. Como se sabe, é o Dia Nacional da Consciência Negra.

Em maio, o insuspeito deputado federal Alexandre Frota, então na base do governo Bolsonaro, tornou público que o filme “Marighella” se transformara em questão de governo e de Estado. Frota falou em tom crítico, contra a perseguição, embora tenha aversão pelo personagem.

É fundamental identificar as circunstâncias em que se tentou lançar, sem sucesso, o filme em 2019. A família Bolsonaro torpedeia a obra do Wagner. A censura avança. Ela já reaparecera com vigor em 2018, como eu conto em um capítulo – “A censura de volta” – do meu novo livro, “Sobre lutas e lágrimas”. Impedir a livre expressão, incluindo a artística, é atitude habitual de regimes antidemocráticos.

Nos tempos da ditadura parida em 1964, da qual Jair Bolsonaro tem tanta saudade, as artes e a cultura também foram alvejadas. Para censurar, não é preciso declarar de modo escancarado, à maneira do prefeito Marcelo Crivella na Bienal do Livro do Rio. É possível asfixiar financeiramente o cinema e o audiovisual. Na forma, alegam-se pormenores burocráticos. O conteúdo, seletivo, é de censura da arte. Como eu também cito no meu novo livro, o brilhante crítico Mário Pedrosa ensinava que “a arte é um exercício experimental da liberdade”. A arte e os artistas incomodam os liberticidas.

Hoje soubemos que o Itamaraty censurou a exibição de um filme sobre Chico Buarque no Uruguai. Além disso, o governo Bolsonaro divulgou uma portaria que suspendeu verbas para produção de filmes de cunho LGBT. Na semana passada, no Rio, vimos uma tentativa de censura, por parte do prefeito Crivella, a livros da Bienal. Como jornalista e escritor, qual avaliação faz sobre este momento?

Mário Magalhães – Testemunhamos o confronto entre civilização e barbárie. Não reconhecer a gravidade do que vivemos equivale a relativizar o compromisso de Jair Bolsonaro com causas obscuras. O presidente diz que feminicídio é mimimi e que quer acabar com a Lei do Feminicídio. Defende a tortura. É nostálgico da ditadura. Pesa seres humanos em arrobas, medida empregada para determinar o peso de animais. Fala “que as minorias desapareçam” – discurso de extermínio. Cogita “ponto final” para os ativismos – por pouco não disse “solução final”. Está empenhado em destruir um século de conquistas dos trabalhadores. Empurra milhões de pessoas para a pobreza extrema. Declarou guerra à cultura e às artes. É um desastre para o meio ambiente. Quando vejo gente relativizando Bolsonaro, lembro da canção que Milton Nascimento e Ronaldo Bastos compuseram para o estudante Edson Luís, morto em 1968: “Quem cala sobre teu corpo/ Consente na tua morte”.  Quem cala hoje consente com a barbárie.

Quais avalia que sejam as consequências para um país quando ele é governado por um presidente que impõe e incentiva filtros de cunho ideológico à produção cultural?

Mário Magalhães –  O presidente é a favor da censura. Quem defende a liberdade é contra a censura. Eu sou contra censura às artes em qualquer país. Repito: em qualquer país, qualquer regime. Mais: “filtro” é eufemismo; trata-se, é claro, de censura.

Qual você acredita que seja o “temor” do governo ao não querer permitir certas produções culturais que dialoguem com a esquerda, com a história ou com a temática de gênero? Isso representaria algum tipo de ameaça ao tipo de governo que querem exercer?

Mário Magalhães – O poder instaurado aposta na ignorância para submeter à sua vontade cidadãs e cidadãos. Por isso investe contra o conhecimento – na educação, na pesquisa. E teme a arte. Porque, como expressão da liberdade, a arte rejeita a opressão e o silêncio imposto. A arte estimula o pensamento e a reflexão.

Qual a importância para a população em saber a história de Marighella em tempos como o que vivemos agora?

Mário Magalhães – Quando eu lancei a biografia, em outubro de 2012, observei nos agradecimentos que Carlos Marighella era um personagem maldito. Ele continua a ser, não é à toa que o Wagner Moura enfrenta tantas dificuldades para estrear o filme inspirado/baseado no meu livro. Durante um bom tempo, a ditadura foi razoavelmente bem-sucedida em seu projeto de condenar Marighella ao esquecimento. Mais do que as ideias que ele esgrimia, o temor era o do exemplo de suas ações.

Minha impressão é que hoje Marighella provoca mais amor e ódio do que quando pegou em armas contra a ditadura. Isso tem a ver com o Brasil de agora. O presidente defende a tortura; Marighella foi torturado (21 dias consecutivos, em 1936). O vice-presidente considera o 13º salário uma aberração (“jabuticaba”); o constituinte Marighella pelejou sem sucesso pela introdução do 13º na Assembleia que formulou a Carta de 1946. Bolsonaro e Mourão cultivam o ídolo Carlos Alberto Brilhante Ustra, oficial torturador, enquanto Marighella dedicou a vida a lutar contra o nazifascismo. E por aí vai. A memória de Marighella perturba o poder autoritário.

Conhecer a história de Marighella, até hoje sonegada nos livros escolares, é um direito democrático. Ninguém precisa gostar do filme do Wagner, da biografia que eu escrevi, do personagem histórico Carlos Marighella. Mas não se pode impedir que se conheça a história do Brasil. Conhecer a própria história é um direito dos povos. Ninguém é obrigado a ir ao cinema. No entanto, não se pode impedir que quem quiser ir vá.

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PT quer convocar embaixador para explicar denúncia de censura a Chico Buarque

Deputados do PT vão pedir a convocação na Câmara do embaixador do Brasil no Uruguai para explicar denúncia de censura a um documentário sobre a vida do cantor e compositor Chico Buarque em um festival de cinema em Montevidéu. Paulo Teixeira (PT-SP) e Henrique Fontana (PT-RS) querem esclarecimentos do embaixador Antonio Simões sobre o episódio.

A organização do 8º Festival de Cinema do Brasil, previsto para outubro, diz que foi orientada pela Embaixada do Brasil no Uruguai a não exibir o documentário "Chico: Artista Brasileiro". De acordo com notícias publicadas pelo jornal uruguaio El Observador e pelo colunista Ancelmo Góis, do Globo, a JBM Filmes disse ao diretor da obra, Miguel Faria Junior, que foi informada sobre o “pedido” da diplomacia brasileira.

A JBM Filmes considerou o episódio como “censura” e decidiu manter o documentário na mostra no Cine Alfabeta. O cantor e compositor brasileiro é alvo de ataques nas redes sociais promovidos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro por causa de sua relação histórica com o PT e o ex-presidente Lula.

"A embaixada brasileira no Uruguai censurou na cara dura um documentário sobre Chico Buarque que seria exibido em Montevidéu. A última vez que Chico Buarque foi censurado o Brasil não ia bem", reagiu o deputado Paulo Teixeira, ao fazer referência sobre a ditadura militar.

O Itamaraty nega que tenha censurado a obra e alega que fez apenas sugestões à organização do festival. “Esta manhã, recebi com surpresa uma mensagem do exibidor dizendo que ligaram da embaixada para ‘pedir’ que NÃO seja exibido o filme de Chico neste festival. Se é lógico devido à situação política no Brasil, no Uruguai é muito grave que se censure a exibição de um filme, sendo que neste caso a JMB Filmes do Uruguai é distribuidora e esse ato afeta nossos interesses”, informou a produtora.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que a entidade organizadora da mostra pediu o apoio da embaixada brasileira e que forneceu uma lista de filmes que gostaria de exibir. Nessa lista, segundo ele, não constava o documentário sobre Chico Buarque.

De acordo com o Itamaraty, o governo brasileiro entrou apenas como apoiador do festival. "A seleção dos filmes é de responsabilidade dos produtores do evento. Na divisão de tarefas, foi solicitado à embaixada que contribuísse com coquetel de abertura e divulgação do evento no Uruguai."

A diretora da produtora Inffinito, Adriana Dutra, disse ao UOL que houve um mal-entendido no episódio e que o filme será exibido no festival. "A Embaixada do Brasil no Uruguai não é patrocinadora e sim apoiadora do evento e, assim como outros apoiadores, exibidores e distribuidores locais, opina na seleção dos filmes, mas o crivo final fica a cargo da curadoria", explicou.

Outros casos apontados como censura ocorreram recentemente no Brasil. Na semana passada o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, determinou a apreensão de todos os exemplares da novela gráfica Vingadores:  a Cruzada das Crianças, que trazia a imagem de dois personagens masculinos se beijando, na Bienal Internacional do Livro. A decisão foi revertida pela Justiça.

No primeiro semestre, o presidente Jair Bolsonaro vetou uma proposta do Banco do Brasil que focava na diversidade. Ele alegou que a decisão era em "respeito à população". Bolsonaro também criticou o uso de dinheiro público na produção do filme Bruna Surfistinha e defendeu a indicação de um evangélico fervoroso para o comando da Ancine.

Justiça determina reabertura de exposição de charges censurada pela Câmara de Porto Alegre

As charges críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) e ao seu governo, censuradas pela Câmara dos Vereadores de Porto Alegre no início do mês, devem ser exibidas novamente ao público, decidiu liminarmente a Justiça.

A liminar determina que as charges sejam "realocadas prontamente" no mesmo espaço e durante os mesmos doze dias previstos anteriormente. A decisão proferida é do juiz Cristiano Vilhalba Flores, da 3ª Vara da Fazenda Pública.

A mostra durou menos de 24h aberta. Chamada de “O Riso é Risco: Independência em Risco – Desenhos de Humor”, a exposição foi vista no local apenas entre os dias 2 e 3, quando foi recolhida por ordem da presidente da Câmara, a vereadora Mônica Leal (PP). A mostra deveria ficar em cartaz até 13 de setembro, mas foi censurada.

"No caso específico das charges, embora sempre tendo cunho humorístico, questões políticas ou ideológicas são de sua essência e jamais poderão ser reguladas por um padrão legal ou ético, pois, naturalmente, sua interpretação será sempre feita de forma parcial, política, ou ideológica, logo, subjetiva", escreveu o juiz. 

Ainda segundo ele, "qualquer ato fiscalizatório e inibitório estaria vinculado ao poder político ou ideológico dominante no momento de sua publicização e a alto grau de subjetivismo. E, caso admitida esta forma de censura, a liberdade de expressão e artística sempre poderia ser afrontada. Portanto, não há como ser delegado a alguém ou a um órgão do Estado ditar o que é sacro ou o que é profano." 

A mostra com 36 desenhos de 19 artistas, entre eles nomes como Santiago e Edgar Vasques, foi organizada pelo Grafistas Associados do Rio Grande do Sul (Grafar) com apoio do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), que solicitou formalmente o uso do espaço, uma das atribuições garantidas aos parlamentares.

“Foi uma censura. É como censurar uma coluna de opinião de um jornal. Charge é opinião e crítica. Agora os painéis que sustentam os desenhos estão em um canto, acorrentados, o que é muito simbólico”, disse Leandro Hals, presidente da Grafar, entidade criada há quatro décadas, durante a ditadura militar.

"A liberdade de expressão é garantia que decorre da dignidade humana, conquista dos direitos civis já preconizada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, quando em seu art. XIX estabeleceu que todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão", escreveu o magistrado na liminar.

"Não bastasse isso, reza o art.5, inciso IX, da Constituição Federal Brasileira, que é livre a expressão de atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença", acrescentou o juiz.


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