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Segunda-Feira 18.nov.2019

Ano VIII - Nº 372

Mato Grosso do Sul

Corpo de Bombeiros Militar dá dicas para enfrentar onda de calor e tempo seco

Depois de calor recorde, estiagem pode bater média histórica dos últimos dez anos em MS

Postado em 18 de Setembro de 2019 - Redação Semana On

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Com a meteorologia indicando a continuidade do calor e do tempo seco para os próximos dias, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) emitiu alerta de utilidade pública com orientações para a população sul-mato-grossense.

A principal delas diz respeito a hidratação do corpo. O aviso explica que no tempo quente o corpo acaba perdendo líquido e sais minerais através da transpiração, por isso é importante repor o que foi perdido ingerindo bastante líquido, em especial água e sucos naturais.

A segunda dica é sobre a exposição ao sol. A instituição orienta que a população evite sol entre as 10h e 16h, e que independente do horário, utilize protetor solar e proteja a cabeça com bonés, chapéus ou guarda-chuvas. A visão também deve ser protegida com uso de óculos de sol.

O uso de umidificador de ambientes também ajuda a aliviar o desconforto causado pelo tempo seco. Caso não possua o aparelho, é possível utilizar uma bacia com água no ambiente, ou até mesmo uma toalha molhada.

A instituição também alerta para os incêndios, provocados pelas condições climáticas. O aviso pede aos fumantes, que evitem jogar bitucas de cigarro acesas próximas a locais com mato ou vegetação, madeira, papel ou qualquer tipo de material que possa iniciar foco de incêndio.

Outro cuidado essencial é com veículos expostos ao sol, que segundo o CBMMS, funciona como uma estufa. O alerta pede que se redobre atenção com crianças dentro do carro. “Não deixe crianças esperando enquanto você resolve um problema”, diz o aviso que finaliza orientando para os cuidados ao entrar no veículo que ficou fechado por bastante tempo. “Abra as portas e janelas para que o calor saia”.

O comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, Cel Joílson do Amaral, alerta para que a população tenha cuidado ao repassar fake news que podem provocar alarme desnecessário. “Recomendamos que a população sempre verifique se a informação partiu dos canais oficiais de comunicação antes de repassar”, alerta.

Recorde

Quando o assunto é tempo e temperatura, o mês de setembro tem tido condições climáticas nada favoráveis. Uma análise dos dados históricos do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), que acaba de atualizar o recorde de mais alta temperatura, indica também a possibilidade de este ser o mês mais seco dos últimos dez anos.

Os números são preocupantes, pois alguns municípios de Mato Grosso do Sul não veem chuva desde o mês de junho, como é o caso de Sete Quedas que está há 83 dias sem chuva. Porto Murtinho e Costa Rica também passam por um longo período de estiagem, contabilizando 64 e 43 dias respectivamente.

De acordo com a coordenadora do Cemtec, Franciane Rodrigues, numa análise dos últimos dez anos, o setembro de 2017 foi o que menos choveu, com 496 mm acumulados no monitoramento das 28 estações meteorológicas do Estado. “2019 tem tudo para bater esse recorde, pois até agora foram apenas 199 mm computados na primeira quinzena do mês”, explica.

As temperaturas elevadas associadas a ausência de chuva, resultam em umidade do ar em níveis críticos. Em algumas regiões do Estado se assemelham ao clima de deserto. Nos últimos dias o índice de umidade chegou aos 10% em Amambai, Coxim e Sonora. A boa notícia é que a média histórica se mantém lá em 2010, com 6% registrado em São Gabriel do Oeste, conforme o banco de dados do Cemtec.

Só uma boa chuva pode amenizar o desconforto da atual situação climática do Estado. Mas pelo menos até dia 24 de setembro, não há previsão de chuva significativa, afirma a especialista do Cemtec. “Dados preliminares do modelo internacional de previsão numérica de tempo, apontam condição de chuva para o Estado entre os dias 25 e 27 de setembro”. 

Recordes de calor

O município de Coxim registrou a maior temperatura do país com 42,9°C no dia 15 de setembro, batendo o próprio recorde de calor. A máxima histórica do Estado havia sido registrada na terra do “pé de cedro” em 2010 com 42°C. A Capital também teve a maior temperatura dos últimos 9 anos com registro de 39,8°C também no domingo (15.09). Antes, o maior índice era de 39°C, catalogado em setembro de 2010.

Estado terá aeronave e 34 bombeiros do DF para combate aos incêndios florestais

O Governo do Estado garantiu reforço operacional para combater os incêndios florestais, que se alastram pelo Pantanal e Cerrado – são 373 focos de calor nesta terça-feira –, com o apoio do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, que enviará uma aeronave e 34 militares para atuarem nas regiões críticas. A vinda da equipe brasiliense nesta quinta-feira (19.9) foi confirmada pela Sala de Situação Integrada, coordenada pela Defesa Civil do Estado.

Também foram garantidos os recursos financeiros para a operação aérea, que deve começar na sexta-feira (20.9), com a liberação imediata autorizada pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, vinculada ao Ministério de Desenvolvimento Regional. A aeronave do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal é um Air Tractor, modelo AT-802F fabricado nos Estados Unidos, com autonomia de 4 h e capacidade para transportar até 3,1 mil litros de água.

Estratégias de ação

O chefe do Centro de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros do Estado, tenente-coronel Waldemir Moreira, informou que será feito um sobrevoo, na manhã desta quarta-feira (18.9), às regiões de maior concentração dos focos, com a presença do comandante-geral da corporação, coronel Joílson Alves do Amaral, para definição das estratégias de combate. O posto de comando da operação, que deve durar inicialmente dez dias, será em Aquidauana.

Conforme ficou estabelecido na reunião desta terça-feira da Sala de Situação Integrada, as operações aérea e terrestre serão desenvolvidas nos municípios de Corumbá, Aquidauana, Miranda, Bodoquena, Porto Murtinho e Bonito. As áreas críticas são o Pantanal e o entorno do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, onde o fogo avança em direção à reserva. Há focos também próximos ao Parque Estadual do Rio Negro, entre Aquidauana e Corumbá.

“Vamos sobrevoar estas áreas e montar uma estratégia de combate aéreo, que será definida após a chegada da equipe de Brasília”, informou o tenente-coronel Moreira. Parte da operação começou a ser montada na reunião da Sala de Situação Integrada, com a discussão sobre as pistas de pouso para servir de apoio e o transporte de água e querosene para a aeronave. O chefe do posto de comando em Aquidauana será o tenente-coronel Hueslei Paulo Silva.


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