Semana On

Sábado 16.nov.2019

Ano VIII - Nº 372

Campo Grande

Em Campo Grande, diferença entre Bolsonaro e Haddad cairia para 10% caso a eleição fosse hoje

Levantamento feito pela Semana On mostrou que o presidente tem 55% dos votos, contra 45% de Haddad

Postado em 13 de Setembro de 2019 - Victor Barone

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A popularidade do presidente Jair Blolsonaro (PSL) parece estar se esfarelando, até mesmo nos rincões onde obteve maciça votação nas eleições de 2018, como é o caso de Campo Grande (MS). No segundo turno das últimas eleições presidenciais, a capital do Mato Grosso do Sul ofertou generosos 71,27% dos votos ao “capitão”. Após oito meses de governo, boa parte destes votos parecem ter trocado de alvo.

Uma enquete promovida pela revista digital Semana On em sua fanpage no Facebook, e focada exclusivamente em Campo Grande, obteve a participação de 760  leitores. Realizada entre os últimos dias 6 e 12, o levantamento mostrou que Bolsonaro ainda obtém vantagem na preferência dos campo-grandenses, com 55% dos votos, contra 45% de Fernando Haddad (PT), caso a eleição fosse hoje. No segundo turno, o candidato petista havia recebido apenas 28,73% dos votos da Cidade Morena.

Os 42,54 pontos percentuais que separaram os dois candidatos ano passado transformaram-se em meros 10 pontos agora. O resultado repete as conclusões da última pesquisa nacional Datafolha, segundo a qual Haddad seria eleito com 42% dos votos, contra 36% de Bolsonaro, caso a eleição fosse hoje.  Em 28 de outubro do ano passado, no segundo turno da disputa, Bolsonaro foi eleito presidente com 55,13% dos votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos). Haddad obteve 44,87%. 

O Datafolha aponta que a reprovação do presidente subiu de 33% para 38% em relação ao levantamento anterior do instituto, feito no início de julho, e diversos indicadores apontam uma deterioração de sua imagem. Foram ouvidas 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 municípios. A aprovação de Bolsonaro também caiu, dentro do limite da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos, de 33% em julho para 29% agora. A avaliação do governo como regular ficou estável, passando de 31% para 30%.


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