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Sexta-Feira 15.nov.2019

Ano VIII - Nº 371

Poder

Capes não financiará novas pesquisas em 2019: quase 12 mil bolsas foram cortadas no ano

Uma das principais entidades públicas de fomento à ciência do Brasil, Capes sofrerá corte de metade de seu orçamento de acordo com o planejamento enviado pelo governo federal para 2020

Postado em 06 de Setembro de 2019 - Galileu

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Se produzir ciência no Brasil nunca foi uma missão fácil, a atual conjuntura deixa ainda mais dramática a situação de milhares de pesquisadores que desenvolvem seus trabalhos nas diferentes instituições do país: no último dia 2, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o corte de 5.613 bolsas de mestrado e doutorado concedidas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), uma das principais entidades públicas de fomento à pesquisa brasileira. 

Desde o início de 2019, quase 12 mil bolsas foram retiradas do orçamento da Capes, que é ligada ao MEC. Com isso, nenhum novo pesquisador será financiado pela entidade neste ano — em comunicado, o governo federal afirmou que os pagamentos não serão suspensos para os projetos de mestrado e doutorado em andamento.

Responsável pelo planejamento de concessão de bolsas de estudo e o apoio às políticas de pós-graduação no Brasil, a Capes também é responsável por fazer uma avaliação periódica dos cursos de pós-graduação stricto sensu — nome dado os programas de mestrado e doutorado direcionados para aquelas pessoas que já possuem um diploma de graduação e realizam pesquisa acadêmica sobre um assunto específico.

Durante o primeiro ano de nova gestão do governo federal, R$ 819 milhões que seriam destinados à Capes foram congelados (o equivalente a 19% do orçamento anual). Para 2020, o dinheiro destinado à entidade será reduzido pela metade: R$ 2,2 bilhões para ano que vem contra os atuais R$ 4,25 bilhões. 

Não é apenas a Capes que enfrenta graves problemas orçamentários: pesquisadores afirmam que as 80 mil bolsas de pesquisa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) correm risco de serem suspensas para os próximos meses.

Com o menor orçamento desde 2010, o órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Comunicações e Inovações (MCTIC) afirma que só tem recursos para pagar os seus bolsistas até o quinto dia útil de setembro.  Atualmente, o CNPq financia pesquisadores que desenvolvem projetos de pesquisa em diferentes campos do conhecimento, como Ciências Exatas e da Terra (18,9% dos bolsistas), Biológicas (17,29%), Engenharias (15,5% e Ciências Sociais Aplicadas (5,3%).


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