Semana On

Domingo 25.ago.2019

Ano VII - Nº 360

Comportamento

Maioria da população é a favor de regular a promoção de alimentos nocivos

Bebidas alcoólicas e alimentos ricos em sal, açúcar e gordura teriam as mesmas restrições de divulgação que o tabaco.

Postado em 03 de Setembro de 2014 - Redação Semana On

A regulação da promoção de bebidas alcoólicas e alimentos nocivos à saúde pelo governo nos moldes do que foi feito com o tabaco está em discussão. A regulação da promoção de bebidas alcoólicas e alimentos nocivos à saúde pelo governo nos moldes do que foi feito com o tabaco está em discussão.

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A regulação da promoção de bebidas alcoólicas e alimentos nocivos à saúde pelo governo, aos moldes do que foi feito com o tabaco, tem o apoio de 85% dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha encomendada pela Aliança de Controle do Tabagismo e Saúde (ACT +).

Outros 6% disseram não concordar ou discordar da proposta de o governo regular a propaganda do álcool e de alimentos tidos como nocivos (ricos em sal, açúcar e gordura); e 9% disseram discordar de qualquer regulação neste sentido. Do total, 83% disseram concordar com a afirmação que a propaganda de cigarros, álcool e alimentos nocivos serve para ampliar o consumo e a venda desses produtos.

A pesquisa, divulgada ouviu 2.113 pessoas de 16 anos ou mais em 133 cidades brasileiras, entre 9 e 11 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Tabaco

Desde uma lei aprovada pelo Congresso em 2011, a propaganda do tabaco é proibida no país. A única possibilidade para o fabricante é a exibição dos maços de cigarro nos pontos de vendas (ou seja, cartazes, slogans e fotos foram banidos). A lei foi regulamentada pelo governo federal com atraso e passará a valer a partir de 3 de dezembro.

A pesquisa encomendada pela ACT identificou forte aprovação de medidas antitabagistas recentemente adotadas pelo Brasil. Por exemplo, 93% disseram ser favoráveis à proibição de fumar em ambientes fechados –como definido, também, pela lei federal de 2011.

E 72% se disseram favoráveis ao veto aos aditivos de sabor dos cigarros –banidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2012, mas que continuam liberados por força de decisão liminar da Justiça. Em 2011, uma outra pesquisa Datafolha avaliou este ponto, e identificou apoio de 75% à proibição dos aditivos.

Em relação à redução do consumo de alimentos considerados prejudiciais à saúde, o governo federal tem atuado via acordos voluntários com a indústria de alimentos, de forma a reduzir gradualmente o teor de sódio dos alimentos –acordos nesse sentido também foram feitos com relação à gordura nos alimentos.


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