Semana On

Terça-Feira 22.out.2019

Ano VIII - Nº 368

Campo Grande

Parques estaduais preservam nascentes d’água que contam história de Campo Grande

Rios, mares ou córregos fluem e influem no nascimentos de novas civilizações. Onde há aguá, existe a certeza da sobrevivência humana e, por isso, a levada carrega toda história de um povo

Postado em 27 de Agosto de 2019 - Redação Semana On

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Quando o mineiro José Antônio Pereira chegou em 1872 nas terras que hoje formam Campo Grande fixou a comitiva de Monte Alegre (MG) na confluência dos dois córregos que mais tarde se chamariam Prosa e Segredo. Assim como nas civilizações antigas, os cursos d’água foram responsáveis pelo desenvolvimento da Cidade Morena e hoje têm importância histórica para o município.

Toda essa história, para quem nasce aqui, é ensinada nas escolas. Mas o que a maioria das pessoas talvez não saiba é que dois parques estaduais guardam e preservam as nascentes dos córregos que marcaram a vida de Campo Grande: o Parque Estadual do Prosa e o Parque Estadual das Matas do Segredo.

Administrados pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), ambos os parques são unidades de conservação, ou seja, áreas naturais protegidas pelo Governo do Estado devido a importância de seus recursos ambientais.

Criado em 2002, o Parque Estadual do Prosa possui 135 hectares e tem como objetivo principal preservar amostras de ecossistemas do cerrado, espécies da flora e fauna e as nascentes do Córrego Prosa. Por ano são cerca de 2,5 mil visitas guiadas, de pessoas de todo Estado, do Brasil e eventualmente do exterior. O Parque se tornou um ponto turístico e representa um dos últimos remanescente de cerrado dentro do perímetro urbano.

Já o Parque Estadual das Matas do Segredo protege em seus 177,88 hectares as inúmeras nascentes que formam o Córrego Segredo. Rodeado por bairros populosos, o Parque recebe a pressão do crescimento do município. No entanto, essas característica estão sendo usadas a seu favor, pois são poucas as áreas verdes que ainda restam em Campo Grande.

No Parque, além da pesquisa científica, funciona o Projeto Florestinha, em parceria com a Polícia Militar Ambiental, que atende crianças em horário extraclasse para desenvolver a consciência ambiental e a cidadania. Com atividades diversas, os jovens aprendem a importância da conservação e ainda auxiliam a gestão do Parque nas campanhas de conscientização da população.


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