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Terça-Feira 12.nov.2019

Ano VIII - Nº 371

Mundo

Após massacre, população devolve 10 mil armas na Nova Zelândia

Em março, supremacista branco assassinou 51 pessoas em mesquitas da cidade neozelandesa de Christchurch

Postado em 14 de Agosto de 2019 - Redação Semana On

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Mais de 10 mil armas de fogo foram devolvidas às autoridades da Nova Zelândia em menos de um mês como resultado de um programa governamental de recompra de armas como maneira de prevenir futuras tragédias. O projeto foi anunciado em julho, três meses após um supremacista branco realizar ataques em mesquitas na cidade de Christchurch. O massacre resultou em 51 mortes e foi uma mas maiores tragédias do país nos tempos modernos.

Foi por isso que o governo da primeira-ministra Jacinda Ardern proibiu a venda de armas semi-automáticas de estilo militar e reservou 150 milhões de dólares neozelandeses (o equivalente a R$ 383 milhões) para recomprar armas de fogo dos membros da sociedade civil. "Eu não conseguia entender como armas que poderiam causar tal destruição e morte em grande escala poderiam ser obtidas legalmente neste país", disse Ardern na época.

Segundo as autoridades, 10.242 armas de fogo foram entregues à polícia por conta do projeto. Além disso, outros 1.269 armamentos foram entregues sob anistia, ou seja, sem que o portador do objeto precisasse explicar para as autoridades como o conseguiu —, mesmo que não tenha porte de armas ou documentos de registro do item.

Como reportou o The Guardian, a maioria dos donos de armas da Nova Zelândia diz possuir os itens para praticar esportes, atividades de recreação e caçar. Estima-se que o número total de artefatos no país esteja entre 1,2 milhão e 1,5 milhão.


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