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Sexta-Feira 15.nov.2019

Ano VIII - Nº 371

Viver bem

Mudanças climáticas pioram as alergias, afirma novo estudo

Aumento do nível do mar e das emissões de dióxido de carbono impactam diretamente no agravamento dos sintomas da alergia: entenda

Postado em 18 de Junho de 2019 - Galileu

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Uma nova análise mostra que o aquecimento global agrava os sintomas de alergia — principalmente durante a primavera. Isso porque, com a prolongação das estações quentes, há também um crescimento no período de reprodução das plantas: mais pólen, mais alergias.

Recentemente um grupo de especialistas estudou a extensão da temporada de pólen e a quantidade de pólen por planta em 17 locais em todo o hemisfério norte. De acordo com os dados coletados ao longo de 26 anos, 70% dos locais tiveram aumento na quantidade total de pólen circulante. Em 65% dos lugares, isso aconteceu devido a um "aumento contínuo dos extremos de temperatura", relataram os autores.

Outro fator que interfere na questão é a poluição do ar, já que o dióxido de carbono (CO2) afeta a reprodução vegetal. Quanto mais CO2 da atmosfera, mais "estimulantes" as plantas têm para se reproduzir, o que resulta diretamente no aumento da quantidade de pólen na atmosfera.

As plantas usam o dióxido de carbono para produzir alimentos através da fotossíntese, mas a substância extra no ar faz com que as ervas daninhas se espalhem mais rapidamente do que "plantas úteis" como o arroz e o trigo. "A ambrosia [gênero de plantas da família Asteraceae], especificamente, cresceu mais rápido, floresceu mais cedo e produziu significativamente mais pólen", afirmou Lewis Ziska, principal autor do estudo, em comunicado.

Além disso, o aumento no nível dos oceanos resulta na proliferação de mofo, fator que também interfere na vida das pessoas alérgicas. Isabella Annesi-Maesano, diretora de pesquisa do Instituto Francês de Saúde e Pesquisa Médica, disse ao Business Insider que alguns grupos específicos da população ficarão mais vulneráveis aos sintomas da alergia. "A idade é importante na mudança climática, com crianças e idosos sofrendo mais com os efeitos da mudança climática do que o resto da população".

Para Annesi-Maesano e outros especialistas, "parece provável" que as alergias continuem a piorar se as emissões de carbono continuarem aumentando.


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