Semana On

Sexta-Feira 06.dez.2019

Ano VIII - Nº 374

Auau Miau

Falar com o seu pet não é loucura, é um sinal de inteligência social

Reconhecer a inteligência de outro ser humano envolve os mesmos processos psicológicos que reconhecer uma inteligência não-humana, como em animais, afirma cientista

Postado em 11 de Junho de 2019 - Redação Semana On

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

Geralmente todos que possuem um animal de estimação, conversa e interagi com eles no dia a dia, afinal são eles, os gatos ou cachorros, os nossos companheiros em casa, aqueles que demostramos amor e carinho, cuidamos um do outro e eles fazem parte da nossa vida. E como foi comprovado, amamos nossos pets como se fossem nossos filhos.

E para as pessoas que não tem um bichinho, acham bobo ou estranho nós falarmos com os nossos, as vezes, até com uma voz diferente do normal, julgando ser algo sem utilidade na comunicação.

O cientista, Nicholas Epley, que leciona na Universidade de Chicago, não concorda com isso.

Para o professor, é completamente normal fazer esse tipo de comunicação. Segundo ele, investir numa conversa com o pet pode indicar um nível mais alto de cognição social entre os bichinhos e seus donos.

Especialista sobre o fenômeno do antropomorfismo – ou seja, a tendência de atribuirmos pensamentos, sentimentos ou características humanas a um ser não-humano, como um animal ou um objeto inanimado, ele é autor do livro “Mindwise: Como entendemos o que os outros pensam, acreditam, sentem e querem”.

“Eu acho que essa visão é um tanto equivocada e infeliz. Reconhecer a inteligência de outro ser humano envolve os mesmos processos psicológicos que reconhecer uma inteligência não-humana, como em animais. É um reflexo da expansividade e grande capacidade cerebral que possuímos, e não um sinal de estupidez”, afirma.


Voltar


Comente sobre essa publicação...