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Quinta-Feira 12.dez.2019

Ano VIII - Nº 374

Comportamento

Meninas são mais vulneráveis ao bullying que os meninos, diz estudo

Garotas adolescentes também são mais propensas a considerar, planejar ou tentar suicídio

Postado em 21 de Maio de 2019 - Galileu

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As meninas sofrem bullying mais frequentemente que os meninos e são mais propensas a considerar, planejar ou tentar suicídio, de acordo com uma pesquisa liderada por um acadêmico de enfermagem da Universidade de Rutgers, nos Estados Unidos. A pesquisadora NancyPontes e sua equipe analisaram associações significativas entre os temas, e não ligações diretas sobre os assuntos (como é geralmente feito).

Usando dois métodos de análise estatística, os pesquisadores mostraram a probabilidade de uma ligação entre os sintomas de bullying e depressão e o risco de suicídio, e então compararam os resultados das duas metodologias. Através do método de interações multiplicativas, mais comumente usado, as descobertas foram compatíveis com estudos anteriores — que não mostraram grandes diferenças entre os gêneros.

No entanto, ao usar a metodologia recomendada de interações aditivas do International Journal of Epidemiology, Pontes e seu time descobriram que os efeitos do bullying são significativamente maiores em mulheres do que em homens em todas as medidas de sofrimento psicológico ou pensamentos e ações suicidas.

“Até onde sabemos, nosso trabalho é o primeiro em enfermagem a comparar essas duas metodologias e a desafiar o status quo da análise em nosso campo”, disse a cientista em comunicado. Pontes espera que os resultados obtidos ajudem a chamar a atenção para como os pesquisadores conduzem análises de dados e como é crucial considerar cuidadosamente qual a metodolodia mais adequeada nesses testes.

A especialista também afirma que o bullying entre meninos é frequentemente físico, enquanto com meninas é mais comumente psicológico — como excluir alguém de atividades e círculos sociais, ou espalhar rumores, por exemplo. Por isso, Pontes ressalta a importância da assistência e atenção das escolas e profissionais de saúde em ambas as situações.


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