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Sábado 31.out.2020

Ano IX - Nº 417

Coluna

15o Festival de Bonito

O melhor do festival aconteceu nas ruas e na praça.

Postado em 08 de Agosto de 2014 - Elis Regina Nogueira

Exposição da instalação “Um rio imaginário, com projeções de imagens do Rio Formoso em efeitos holográficos, concebidas pelos integrantes da Sagazcorp. Exposição da instalação “Um rio imaginário, com projeções de imagens do Rio Formoso em efeitos holográficos, concebidas pelos integrantes da Sagazcorp. Foto: Elis Regina
Exposição da instalação “Um rio imaginário, com projeções de imagens do Rio Formoso em efeitos holográficos, concebidas pelos integrantes da Sagazcorp. Instalação Instalação Uma pá de ideias. Projeção mapeada com animações abstratas e figurativas que chamam a atenção para questões ambientais. Por Rafael Mareco. Intervenção Urbana do Coletivo PIC (MS). Mariana Piz “Formas-me”, é uma intervenção que busca materializar os resíduos resultantes das relações humanas. O público torna-se construtor da obra quando se relaciona com ela. Mariana Piz “Formas-me”, é uma intervenção que busca materializar os resíduos resultantes das relações humanas. O público torna-se construtor da obra quando se relaciona com ela. Teatro na rua.

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O tema da 15a edição do Festival de Inverno de Bonito foi “Mergulhe na arte em todos os sentidos”, um convite para “deixar-se levar” pelas mais variadas expressões artísticas da música, dança, teatro, artes plásticas, cinema e artesanato.

Grandes tendas, com dois palcos para grandes shows de artistas nacionais como Alceu Valença, Jota Quest, Lulu Santos, Maria Rita, se configuram como o chamariz principal do festival.

Esse ano, não vi a menor graça na grande tenda, que ficou pequena com tanta gente. Nada contra grandes shows, mas  acho que a melhor experiência e o grande barato de um Festival  está bem longe de shows abarrotados, com filas imensas para comprar bebidas, para o banheiro, para tudo.

Acredito cada vez mais que a rua, a calçada e a praça sejam os melhores espaços de encontro entre o artista e o público. São  espaços mágicos de construção da cultura, ao vivo.

Acredito cada vez mais que a rua, a calçada e a praça sejam os melhores espaços de encontro entre o artista e o público. São  espaços mágicos de construção da cultura, ao vivo.

A arte na rua dialoga diretamente com o público. Pode-se ver de perto, mais de perto, às vezes tocar o artista, às vezes participar, compartilhar. Essa vivência, esse compartilhamento cria experiências poéticas e políticas que ultrapassam o mero entretenimento, provocando novos olhares, atitudes e consciências.

Lilian Amaral, artista visual e pesquisadora em arte urbana  escreveu em um de seus artigos:  “entendemos a arte como provocadora de encontros e esses encontros como constituintes de novas paisagens humanas”.

Nesse 15o Festival de Inverno de Bonito mergulhei na arte  que estava nas ruas e nas praças e me deixei levar por novas paisagens.

 


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