Semana On

Segunda-Feira 14.out.2019

Ano VIII - Nº 367

Coluna

Cine Holliúdy 2 - A Chibata Sideral

Uma franquia brasileira nada hollywoodiana

Postado em 20 de Março de 2019 - Danilo Custódio

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Pacatuba, interior do Ceará, 1980. A popularização da TV obriga Francisgleydisson a fechar seu adorado Cine Holliúdy e ir morar na casa da sogra, ao lado da esposa Maria das Graças e do filho Francin. Após passar por uma experiência alienígena, na qual um amigo foi abduzido, ele tem a ideia de rodar um longa-metragem de ficção científica onde Lampião enfrenta os seres extraterrestres. Para tanto, consegue o apoio do prefeito Olegário e de sua esposa Justina, candidata às próximas eleições.

Assim se resume a continuação da saga mais arretada do cinema brasileiro, que estreia nessa semana no circuito comercial tupiniquim. Com um elenco mais que maravilhoso, Harder Gomes dá continuação ao clássico Cine Holliúdy, que vai inclusive virar série da Globo a partir do ano que vem de acordo com Falcão, em entrevista para o Estação Nerd. E a promessa é que a saga ganhe outros filmes: “Planos eu tenho muitos, tenho pro três, quatro, tenho ideias até o trinta e sete (risos), mas tudo depende do público. O filme é pra eles e quem sabe não temos uma continuação em breve.” afirmou o diretor.

Cinema indígena no Ceará

Dia 2 de agosto desse ano será inaugurado no Ceará um curso técnico de cinema destinado exclusivamente aos povos indígenas da etnia Jenipapo-Kanindé. A “Escola de Cinema Indígena Jenipapo-Kanindé” foi idealizada pela Associação de Mulheres Indígenas Jenipapo-Kanindé e será sediada na Escola Indígena da aldeia Lagoa Encantada, em Aquiraz. Ao longo do curso, que é estruturado por módulos com duração total de três anos, com aulas quinzenais gratuitas sempre aos fins de semana, os alunos serão incentivados a produzir conteúdos audiovisuais específicos de sua própria cultura, através do seu próprio olhar. Trata-se de uma iniciativa muito importante que tem o apoio da Secretaria da Cultura do Ceará.

Enquanto isso, em Campo Grande

O Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS-MS) exibirá, na próxima segunda (25), o filme “Pela Janela”, da diretora Caroline Leone. Trata-se de uma iniciativa do Cineclube Guarani, formado por um coletivo de ativistas de movimentos sociais campo-grandenses que tem como objetivo descentralizar o acesso à arte e à informação, para alcançar os mais diversos públicos do município: comunidades quilombolas, aldeias urbanas, moradores de bairros periféricos, etc. A sessão acontecerá às 19hs na sede do MIS-MS, localizado no 3º andar do Memorial da Cultura e da Cidadania, situado na Av. Fernando Corrêa da Costa, 559 – Centro de Campo Grande/MS. Mais informações pelo telefone (67) 3316-9178.

O direito de morrer

A cineasta americana Barbara Hammer, pioneira do cinema experimental lésbico e referência mundial do cinema Queer, morreu no último sábado (16), aos 79 anos. Diagnosticada com câncer de ovário em 2006, nos últimos anos ela acabou se tornando ativista pelo direito de morrer. Entre suas obras mais marcantes estão: Dyketatics (1973), Menses (1974), Multiple Orgasm (1976), Pond and Waterfall (1982), Snow Job (1986), History of the World According to a Lesbian (1988), Nitrate Kisses (1992), que recentemente entrou na lista da IndieWire dos 100 melhores filmes dirigidos por mulheres de todos os tempos, além dos mais recentes Generations (2010) e Maya Deren’s Sink (2011).


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