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Domingo 22.set.2019

Ano VIII - Nº 364

Mundo

Bolsonaro oferece acordo nuclear aos EUA; Rússia e China anotam

Almirantes americano e brasileiro negociam fortalecer parceria e até construir reatores atômicos

Postado em 19 de Março de 2019 - Nelson de Sá – Folha de SP

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Com o enunciado “EUA vão aprimorar laços militares com Brasil”, a Reuters entrevistou o almirante Craig Faller, chefe do Comando Sul dos EUA, que tratou Jair Bolsonaro como “uma tremenda oportunidade para fortalecer nossa parceria com o Brasil.”

No dia seguinte, a agência entrevistou em Washington o almirante Bento Albuquerque, ministro das Minas e Energia, que afirmou preparar legislação para “abrir o caminho para investimento estrangeiro” na exploração de urânio. “Nós temos que resolver internamente a questão, que hoje é monopólio do estado”, disse, destacando que EUA e Brasil poderão, “juntos, construir reatores nucleares”.

A agência russa de notícias Tass despachou a revelação de Albuquerque pouco depois.

Em Pequim, a nova edição da Caijing, revista independente de finanças, muito lida na elite política e econômica chinesa, trouxe longa reportagem sobre a “virada” de Bolsonaro —que “está levando o Brasil na direção dos EUA e trouxe incerteza à relação” com a China, inclusive possível “restrição a investimento”.

Ouve de Zhou Zhiwei, diretor do Centro de Estudos Brasileiros na Academia Chinesa de Ciências Sociais, que o novo governo brasileiro “demonstrou claramente a vontade de fortalecer a relação estratégica com os EUA”, no lugar da cooperação com emergentes da última década.

Ele lembra porém que “no mundo real” o efeito pode não ser forte, porque “China e Brasil são altamente complementares”, na economia.


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