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Domingo 22.set.2019

Ano VIII - Nº 364

Legislativo

Por igualdade de direitos, vereadores falam sobre o Dia Internacional da Mulher

Para os vereadores, mais do que lutar por igualdade de direitos, as mulheres devem ter ciência da importância do espaço que ocupam na sociedade

Postado em 08 de Março de 2019 - Redação Semana On

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O Dia Internacional da Mulher, comemorado anualmente no dia 8 de março, foi tema de debate durante a Palavra Livre na quinta-feira (7), na Câmara Municipal de Campo Grande. Para os vereadores, mais do que lutar por igualdade de direitos, as mulheres devem ter ciência da importância do espaço que ocupam na sociedade.

“Durante muito tempo, mulheres se mobilizaram para terem os mesmos direitos dos homens, de poderem trabalhar, de serem remuneradas de forma igualitária, poderem se vestir da forma que quiserem, de serem mulheres, serem livres, sem regras impostas. Tivemos conquistas, mas precisamos muito mais”, analisou a vereadora Dharleng Campos, que trouxe o tema à tribuna.

O Dia Internacional da Mulher foi oficializado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1975 para comemorar os feitos econômicos, políticos e sociais alcançados pela mulher e fazer uma reflexão dos avanços que ainda são necessários. Ainda conforme a vereadora, algumas mulheres são vítimas dos próprios sentimentos.

“As mulheres que sofreram agressões, foram violentadas, foram vítimas do próprio sentimento. Por amar, entregar, dedicar, se tornam vítimas do próprio sentimento”, considerou. “Hoje, continuamos exigindo justiça para muitas mulheres que ainda não conseguem ter seu lugar, sua vida de luta respeitada. Hoje, as mulheres ainda enfrentam situações complicadíssimas. Muitas geram renda sozinhas em suas casas. Ainda existe muita desigualdade entre homem e mulher, não resta dúvida, mas as mulheres são guerreiras, corajosas e de luta”, frisou.

O vereador Valdir Gomes, em aparte, pediu que as mulheres “se amem mais”. “Dia da Mulher é todo dia. Basta saber que viemos do ventre de uma mulher. Precisamos que as mulheres amem menos seus parceiros para terem um empoderamento maior. As mulheres amam demais e deixam os parceiros fazerem delas o que acontece hoje. Que as mulheres se amem mais. Vemos mulheres sendo mortas, espancadas, pelo amor que dedicam aos seus parceiros. Elas não podem deixar se iludir por um parceiro. Que o amor próprio seja maior que o amor que dedicam aos parceiros”, pregou.

Em sua fala, o vereador Delegado Wellington lembrou a jornada múltipla enfrentada pelas mulheres. “A jornada da mulher é diferente do homem. Acorda de manhã, é babá do marido, lava roupa, passa roupa, tem que trabalhar. A mulher é extremamente dinâmica. Agradeço a Deus a existência de todas as mulheres e oxalá pudesse diminuir essa violência”, frisou.

Para a vereadora Enfermeira Cida Amaral, outra representante feminina no parlamento municipal, as mulheres devem ter mais voz na política. “Mulheres, vamos refletir. Por que não temos uma representante na Assembleia? Por que precisou morrer tantas mulheres para termos esse dia? Vamos comemorar o que? Precisamos buscar meios. Somos 54% do eleitorado, precisamos de mais políticas que nos igualem aos homens. A gente vê muita violência. Quando um homem bate em mulher, ele é filho de uma mulher que também sofre. Esse infeliz pode ter uma filha que pode sofrer lá na frente. Convido as mulheres para que tenhamos mais sororidade uma com as outras. Temos que ter união, ser parceiras”, defendeu.

Opinião similar tem o vereador Pastor Jeremias Flores. “Essa data trouxe dores e traz até hoje, já que mulheres foram mortas por quererem conquistar um espaço que hoje lhes é garantido. Lamentamos que, politicamente, alguns segmentos não dão valor a esta peça importantíssima para a sociedade, que é a mulher. As mulheres precisam, realmente, participar da política”, afirmou.

Já o vereador Dr. Wilson Sami lembrou da força que a mulher tem e, em muitos casos, não sabe disso. “Minhas pacientes são 100% mulheres. Não poderia deixar de homenageá-las. Vamos aproveitar esse momento para enaltecê-las. Nós, como médicos, ouvimos a intimidade dessas mulheres, e muitas sofrem e padecem no dia a dia. E só pensamos no poder que elas têm e não sabem disso. Parabéns pela mãe, esposa e mulher que vocês são. Hoje em dia, vemos que muitas mulheres são pai e mãe”, disse.

O vereador Dr. Loester, com mais de quatro décadas de medicina, lembrou também que muitas vezes as vontades das mulheres não são respeitadas. “Me dedico dia e noite em benefício da mulher por conta da minha profissão. Conheço o sofrimento que uma mulher passa durante a vida, pois ela passa a contar seus problemas no consultório. Infelizmente, seus direitos ainda não são atendidos. O sofrimento que elas têm dentro de um hospital para serem atendidas como deveriam ser. Muitos empecilhos são colocados para que sua vontade não seja realizada. Temos que lutar muito para que os direitos da mulher sejam realmente respeitados”, cobrou.

Segundo o vereador Dr. Cury, a mulher exerce o papel principal de mantenedora da família. “Tenho 43 anos de pediatria e adolescência. Olhamos todos os aspectos que envolve a mulher em sua plenitude. Nunca atendi uma criança que não estivesse com a mãe. É óbvio que há exceções, mas a verdade é que a grande personalidade disso é a mulher, é ela quem está presente. Ela exala amor, proteção, carinho, que é insubstituível. O papel da mulher como mantenedora de uma família, como o grande elo que faz com que os valores éticos, morais, afetivos e amorosos estejam presentes na família. Esse é o grande papel, também, da mulher”, apontou.


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