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Sexta-Feira 30.out.2020

Ano IX - Nº 416

Coluna

A campanha eleitoral e o tributo

Não existe receita sem a devida arrecadação.

Postado em 31 de Julho de 2014 - Josceli Pereira

Não existe receita sem a devida arrecadação. Não existe receita sem a devida arrecadação.

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Dias atrás, ao fazer a leitura de alguns jornais de nosso Estado, descobri em um semanário um resumo dos principais planos de governo dos candidatos que estão concorrendo para a eleição de outubro deste ano. Durante a leitura comecei a fazer uma rápida observação de como seria o planejamento de cada um dos candidatos e passei a notar a relação de receitas e despesas necessárias para compor um quadro que pudesse dar segurança na execução das suas propostas.

Em nenhum momento os candidatos se preocupam com a origem dos recursos que necessitarão para promover os custos com suas propostas sociais. Todos sabem que neste momento a prioridade é alavancar simpatizantes para angariar votos e lograr êxito na eleição. Depois se pensará como arrumar recursos e quem ficará com o peso da conta.

Faço essa observação com relação aos conceitos técnicos dentro da norma legal. Não existe forma de o governo criar uma despesa sem que tenha uma arrecadação de tributos correspondentes ou um endividamento por meio de empréstimos, que passarão a compor também pelas suas parcelas de amortização, o custo geral das contas públicas.

Em nenhum momento os candidatos se preocupam com a origem dos recursos que necessitarão para promover os custos com suas propostas sociais.

Os marqueteiros, baseados em pesquisas de opinião, já descobriram que uma parcela significativa dos eleitores não se preocupa em questionar de onde sairão os recursos para o custeio das promessas de campanha dos seus candidatos. Têm uma falsa imagem de uma fábrica de dinheiro de uso exclusivo do governante, que basta rodar uma manivela e os recursos aparecerão. Eis os mistérios das campanhas! Prometa e depois a população esquece.

Frente a isto está a arma mais poderosa dos governantes. O poder de tributar. De alguns anos para cá os governos estão cada vez mais criando custos e aumentando tributos. Usam a tecnologia para melhorar a arrecadação e estender a base de contribuintes de forma a conseguir recursos para cumprir os gastos efetivados.

A grande ciranda tributária. Para cada gasto criado uma receita deve ser correspondida!

Com a palavra: O bolso do contribuinte...

Obs.: Não encontrei nas propostas dos candidatos nenhuma referência à preocupação no combate aos desmandos com o dinheiro público, corrupção, superfaturamentos de obras, redução dos cargos comissionados...


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