Semana On

Domingo 08.dez.2019

Ano VIII - Nº 374

Coluna

André admite disputar prefeitura de Campo Grande

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 27 de Fevereiro de 2019 - Marco Eusébio

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

André Puccinelli (MDB) chamou a atenção ao visitar nesta semana a Câmara dos Vereadores de Campo Grande, onde foi assediado com abraços e fotos. O ex-governador esteve em pelo menos dois gabinetes: os dos vereadores emedebistas Loester Nunes e Wilson Sami, que, como André, são médicos. Indagado se cogita voltar a ser candidato, André respondeu ao site Midiamax: "Não existe pretensão, vontade minha. Mas se por acaso, por algum motivo, o partido pressionar e eu viesse a ser candidato eu não seria a vereador ou a deputado estadual. Poderia ser aos outros quatro cargos: governador, senador, federal ou prefeito. Poderia ser. Não quero, não pretendo".

TJ manda UCDB pagar R$ 80 mil a André

A Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) terá de pagar R$ 80 mil ao ex-governador André Puccinelli (MDB), por tê-lo citado em uma questão do Desafio UCDB de 2012, prova para bolsas na instituição. A decisão é da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJMS). A questão pedia que os estudantes apontassem período histórico do "voto de cabresto" e citava entre as opções trecho de notícia da revista Veja referente a reunião do então governador na sede do então PMDB com servidores filiados para discutir apoio à candidatura de Edson Giroto para a Prefeitura de Campo Grande, nas eleições vencidas por Alcides Bernal (PP) em 2012. Ainda cabe recurso à UCDB. (Com CampoGrandeNews)

Kemp repercute nota da ACP que compara carta do MEC à episódios 'nazistas'

A polêmica em torno da carta enviada pelo MEC às escolas continua rendendo munição para a oposição do governo federal, inclusive em Mato Grosso do Sul. O deputado estadual Pedro Kemp (PT) ocupou a tribuna da Assembleia para repercutir nota de repúdio do Sindicato Campo-Grandense dos Professores da Educação Pública Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP, na sigla da antiga associação) que compara à cenas "fascistas e nazistas do século passado" a carta do ministro determinando que alunos fossem filmados cantando o Hino Nacional e ao final repetissem sua mensagem com a frase "Brasil acima de tudo. Deus acima de todos", slogan de campanha do presidente Jair Bolsonaro (Leia aqui a nota da ACP).

OAB busca apoio de senadores para projetos ligados à advocacia no Congresso

Integrantes da diretoria do Conselho Federal da OAB se reuniram com os senadores Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Nelsinho Trad (PSD-MS), que integram a CCJ do Senado, para tratar de temas de interesse da advocacia, como a como PEC que cria filtro para recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A reunião contou com participação do vice-presidente nacional da OAB, Luiz Viana, do secretário-geral adjunto Ary Raghiant Neto, e do diretor-tesoureiro José Augusto de Noronha. "O parlamento brasileiro tem o respeito da advocacia, sobretudo porque é lá onde são discutidos temas nacionais, de modo democrático. A visita da diretoria nacional da OAB aos senadores Nelson Trad Filho e Rodrigo Pacheco visou pedir apoio aos projetos de interesse direto e indireto da classe dos advogados em trâmite na Casa", disse o secretário-adjunto Ary Raghiant.

Comissão de deputadas vai acompanhar casos de violência contra mulheres em MS

A Câmara dos Deputados aprovou a criação de uma comissão externa formada por oito deputadas, dentre elas Rose Modesto (PSDB-MS), para acompanhar casos de violência doméstica contra a mulher e de feminicídio em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e no Distrito Federal, estados com maiores índices de registros de violência contra a mulher. A comissão aprovada ontem pelo plenário foi solicitada pela deputada Flávia Arruda (PR-DF), que afirmou: "Pretendemos que nossos trabalhos impeçam que casos absurdos caiam no esquecimento e encorajem as mulheres para darem um grito de basta". No vídeo abaixo, gravado na sessão, a deputada Rose Modesto falou dos comissão.

Para Simone a reforma da Previdência será aprovada, mas deve sofrer alterações

Simone Tebet (MDB-MS) acredita que a reforma da Previdência apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso tem boas chances de ser aprovada por ter o mérito de atingir classes privilegiadas, pois "teve a coragem de mexer com todos, não só com o andar de baixo" e atinge também "funcionários privilegiados: entram aí os agentes políticos, que somos nós; entram aí os servidores públicos". A presidente da CCJ do Senado frisou, entretanto, que "embora necessária", a proposta "não necessariamente vai ser aprovada da forma que chegou".

Indagada pela CBN nacional sobre quais pontos podem ser alterados, a senadora citou a previsão de que idosos sem meios de se sustentar recebam R$ 400 a partir dos 60 anos e só aos 70 anos passem a receber um salário mínimo; e falou da sua preocupação com a diferença de apenas três anos para homens e mulheres se aposentarem: "Qual o impacto financeiro disso? Porque as mulheres, embora vivam mais, têm mais dificuldade de entrar no mercado de trabalho e tem o emprego interrompido mais vezes".

Simone acrescentou que todas essas questões "serão amplamente debatidas" e opinou que a reforma dos militares, embora não tenha sido entregue ao mesmo tempo ao Congresso, poderá tramitar em conjunto e as duas podem ser aprovadas ao mesmo tempo. Ouça abaixo.


Voltar


Comente sobre essa publicação...