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Segunda-Feira 18.nov.2019

Ano VIII - Nº 372

Viver bem

Interagir com mais pessoas faz bem para saúde, diz estudo

Pesquisa feita nos Estados Unidos mostra que pessoas sociáveis são mais ativas e têm melhor bem-estar emocional

Postado em 26 de Fevereiro de 2019 - Galileu

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Se quiser viver por mais tempo, faça novas amizades. Parece bordão de autoajuda, mas, na verdade, esse é o conselho dos cientistas da Universidade de Austin (Estados Unidos). Em um estudo recém-publicado no periódico Journals of Gerontology Series B: Psychological Sciences and Social Sciences, os pesquisadores descobriram que idosos que interagiam mais com familiares, amigos e conhecidos tinham melhores índices de saúde e bem-estar emocional.

Para chegar a essa conclusão, cerca de 300 pessoas com mais de 65 anos foram entrevistadas. Além disso, por uma semana, elas foram monitoradas por dispositivos eletrônicos que mediam os níveis de atividade física. Os resultados mostraram que aqueles que conversavam mais com amigos e conhecidos também se exercitavam mais, eram bem-humorados e tinham menos sentimentos negativos.

A explicação é simples: para interagir com outras pessoas fora do círculo familiar, os idosos precisam sair de casa ou, pelo menos, caminhar até a porta para recepcioná-las. "É difícil convencer as pessoas a irem à academia ou a se dedicarem a treinar regularmente. Mas elas podem estar dispostas a entrar em contato com amigos, a participar de um evento organizado em grupo ou a conversar com o barista que as atende em seu clube favorito”, explica Karen Fingerman, uma das autoras do estudo.

Como os adultos tendem a ficar mais sedentários à medida que envelhecem, essas pequenas interações podem ajudar a aumentar a atividade física e melhorar índices de saúde. “Esta nova pesquisa se baseia em dados novos que captam tanto a quantidade quanto a qualidade do contato com todos os tipos de pessoas que os idosos encontram ao longo do dia – e os resultados mostram que esses encontros rotineiros têm importantes benefícios psicológicos e também para os níveis de atividade. Essa nova informação sugere a importância de políticas e programas que apoiem ​​e promovam a participação social rotineira e informal”, finaliza Debra Umberson, coautora do estudo.


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