Semana On

Segunda-Feira 26.ago.2019

Ano VII - Nº 360

Coluna

Minha fama de mau

A cinebiografia nas produções brasileiras

Postado em 13 de Fevereiro de 2019 - Danilo Custódio

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Com roteiro assinado por Lui Farias, L.G. Bayão e Letícia Mey, estreia nas telonas tupiniquins desse Brazilzão o longa Minha Fama de Mau. Dirigido por Lui Farias, trata-se da cinebiografia de Erasmo Carlos, num recorte de sua juventude, quando o astro do rock brasileiro flertava apaixonado por aquele Rock’n Roll norte americano, até o fim da Jovem Guarda. Nesse filme, vale destacar a interpretação de Chay Suede, que imprime um “tremendão” de respeito. Se olharmos com atenção para as produções nacionais dos últimos anos, é possível observar que o público do nosso cinema demonstra muito mais interesse pelas cinebiografias. Muitos filmes que representaram um fragmento da vida de pessoas famosas foram lançados e tiveram certo sucesso de bilheteria, com destaque para o Bingo, O Rei das Manhãs. Em Minha Fama de Mau, além de sermos introduzidos a certos recursos de linguagens não muito convencionais nesse tipo de filme – como a quebra da quarta parede por exemplo – o que mais impressiona é o roteiro. Bora conferir?

A política no Cinema

“O privado é político” foi o lema oficial da 69ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, que encerrou no último dia 13. A Berlinale é considerada, dentre os eventos de cinema que acontecem no mundo, como o mais politizado, uma vez que prioriza na sua programação produções que discutem a política internacional. O cinema nacional marcou presença lá com 11 longas e 1 curta. São filmes que abordaram temas detestáveis por muitos governos, principalmente o nosso, como direitos humanos, meio ambiente e temáticas LGBTs. Enquanto isso, o diretor-presidente da Petrobras anunciava no Brasil, seguindo pedido do presidente Jair Bolsonaro, a suspensão do financiamento de cinema e teatro pela empresa, que é a maior incentivadora da cultura no país. Vale lembrar que a Berlinale faz parte do chamado “trio de ouro” do cinema europeu, ao lado dos festivais de Veneza e Cannes. Por lá, nossos filmes politizados são premiados e recebem destaque internacional. Mas por aqui, a moda agora é taxá-los de “marxismo cultural”. Que beleza hein...

Cinema sul mato-grossense

O Sesc Cultura de Campo Grande realizará a mostra “Filmes Daqui”, com recorte temático de produções locais e exibições seguidas de bate-papo com os realizadores. A primeira sessão está marcada para o dia 23/02 às 20 horas, com o lançamento do filme “Beth e Betinha”, de Marinete Pinheiro, que conta a história da primeira dupla musical feminina do Estado, que segue em atividade há mais de 50 anos. Fique ligado, informe-se no portal do Sesc e venha prestigiar. O Sesc Cultura está localizado na Avenida Afonso Pena, 2270. Maiores informações podem ser adquiridas pelo telefone (67)3311-4300.


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