Semana On

Segunda-Feira 25.mar.2019

Ano VII - Nº 343

Coluna

Líder do bloco do MDB defende Simone para prefeita de Campo Grande

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 06 de Fevereiro de 2019 - Marco Eusébio

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O líder do bloco do MDB que inclui DEM, PT, PDT e Patriota com nove deputados na Assembleia, Márcio Fernandes, que cogitava disputar a sucessão do prefeito Marquinhos Trad (PSD) no ano que vem, mudou de ideia. "Temos um nome muito forte para Campo Grande em 2020: Simone Tebet prefeita. Vou levantar essa bandeira", confirmou o deputado ao Blog nesta sexta-feira. Fernandes acredita que, depois de enfrentar e ajudar a derrotar Renan Calheiros (AL) nas eleições do Senado, Simone "é um nome muito mais forte" no atual cenário nacional e regional. Frisando que o MDB "não pode abrir mão da disputa" na Capital, o parlamentar emendou: "Se ela não quiser, eu aceito o desafio".

Simone 'sucessora natural' de Davi

Por Igor Gadelha, na revista Crusoé:

"Aliados do novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já propagam nos bastidores que Simone Tebet, do MDB, é a 'sucessora natural' do parlamentar do DEM no comando da Casa. Eles dizem que Alcolumbre não fez nenhum compromisso, mas tem uma grande gratidão pela emedebista, que desistiu de sua candidatura ao comando da Casa para apoiá-lo. Sem o gesto dela, dizem, ele não teria se viabilizado. A próxima eleição para a presidência do Senado será somente em 2021. Por estar em meio de mandato, Alcolumbre não poderá disputar reeleição. Até lá, contudo, muita água vai rolar."

MDB deve indicar Simone para presidir CCJ

Simone Tebet (MDB-MS) deve ser a nova presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a mais importante da Casa, diz Gerson Camarotti em blog no O Globo. O jornalista divulgou na noite anterior que consulta interna na bancada do MDB, indicou que ela tem a maioria dos votos do partido, conforme foi aqui publicado ontem. "Como a vaga, pela proporcionalidade, deve ser do MDB, tudo indica que o nome dela deve ser confirmado pela legenda nesta quarta. Havia um movimento interno para tentar colocar um nome ligado ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) na presidência da CCJ, mas houve reação dentro da própria bancada em razão dos últimos episódios envolvendo Renan", relata o Camarotti.

Simone sobre Renan: 'Eles podem ter saído derrotados, mas não estão mortos'

Indagada sobre a possibilidade de Renan Calheiros (MDB-AL) liderar a oposição no Senado e atrapalhar a reforma da Previdência e outras necessárias ao Brasil, após a derrota na disputa pela presidência da Casa, Simone Tebet (MDB-MS) disse ao ex-deputado Ben Hur Ferreira, comentarista da rádio FM Capital de Campo Grande, que eles "podem ter saído derrotados, mas não estão mortos". Afirmou, entretanto, não acreditar nessa tese. "As reformas vão passar ou não, independentemente de Renan Calheiros, de dois, três ou quatro que denigrem e mancham a história da política brasileira" declarou. A senadora repetiu, entretanto, que as reformas a serem enviadas ao Congresso pelo governo devem ser "profundas, mas não podem ser profanas" mantendo privilégios de alguns e atingindo só a maioria da população, que não têm regalias. Ouça o áudio.

Governador dá posse a Pedro Chaves e fábrica de Três Lagoas será prioridade

O ex-senador Pedro Chaves foi empossado pelo governador Reinaldo Azambuja, em ato na Governadoria, como secretário especial de Relações Institucionais e Assuntos Estratégicos do Estado no Distrito Federal. No dia 19, Chaves se reunirá com a bancada federal de MS para discutir metas. Uma das prioridades do novo secretário será tentar agilizar, em Brasília, a retomada da obra da fábrica de terliziantes da Petrobras, em Três Lagoas.

Ayache vai comandar a Cassems pela 3ª vez

O médico cardiologista Ricardo Ayache, presidente da Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems), se prepara para seu terceiro mandato. Ele encabeça a chapa única "Inovar Sempre Pra Fazer Mais" para a gestão do triênio 2019-2022 lançada ontem em evento na Fetems, que tem como primeiro vice-presidente Ademir Cerri e segundo vice Alexandre Júnior Costa.

As eleições acontecem no 1º de março e das 8 às 17h em unidades Cassems, onde poderão votar beneficiários munidos do cartão do plano de saúde e documento com foto. "Construímos ao longo da gestão diálogo franco e transparente com os servidores, aliado aos resultados da gestão, resultou numa chapa de consenso", disse Ayache ao Blog. Há oito anos no comando da Cassems, a chapa construiu 5 hospitais, 14 centros odontológicos, sete de diagnósticos, quatro de prevenção, quatro academias com parceiros e um centro de atenção psicossocial.

PF investiga suposta ameaça a Mandetta

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, teria recebido ameaças por telefone horas antes de visitar o Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio, conforme médicos do local. "A Polícia Federal está trabalhando nesse processo. As milícias estavam comandando os hospitais federais. Ele (Mandetta) tira de letra essas ameaças", disse o oftalmologista Júlio Leão, ao jornal Extra do Rio.

O hospital passou uma varredura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para garantir a segurança de Mandetta em visita que ocorreria ontem, mas acabou cancelada. O ministro, acompanhado do secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, se reuniu com o Comitê de Governança da Ação Integrada de apoio aos hospitais federais, ontem no Rio, onde foram discutidas propostas para melhorar o atendimento e gestão dos seis hospitais federais na capital fluminense.

Bebianno confirma ameaça a ele e Mandetta: 'Quero ver quem vai ter peito'

"Eu quero ver quem vai ter peito de peitar a Presidência da República e o trabalho que tá sendo feito. Se tiver de haver confronto, sangue na camisa, como disseram lá, ameaçando as pessoas que haviam lá, 'olha, toma cuidado pra não sair daqui com sangue na camisa, porque é uma região muito perigosa' (...) Eu pago pra ver, pessoalmente, como pessoa física e como representante da Presidência da República (...). Essa conversinha fiada de cafajeste do Rio de Janeiro não vai prosperar conosco, nós não nos intimidamos".

As afirmações foram feitas pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, ao diretor interino do Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio, Paulo Roberto Cotrim de Souza, em vídeo divulgado na GloboNews, confirmando ameaças à equipe do governo federal que visitou hospital em que, além dele, estava o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

"Não podemos afirmar, ainda, em definitivo, se há ou não o envolvimento direto de milícias na gestão do hospital de Bonsucesso. O que podemos assegurar é que há muita coisa estranha por lá. Não nos intimidaremos por pressões ou ameaças, veladas ou explícitas", acrescentou Bebianno. Veja aqui o vídeo na GloboNews

Deputados de MS repudiam ministro por dizer que brasileiro é ladrão e 'canibal'

Deputados estaduais de Mato Grosso do Sul aprovaram moção de repúdio ao ministro da Educação, Ricardo Velez Rodriguez, por ter declarado que "brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba assento salva-vidas do avião. Ele acha que sai de casa e pode carregar tudo".

Proposta pelo deputado Pedro Kemp (PT), a primeira moção da nova legislatura foi aprovada por oito votos a sete, com voto de desempate do presidente da Assembleia, Paulo Corrêa (PSDB).

"Como que uma pessoa pública, ainda da pasta da Educação, se dispõe a falar isso de mim, de você, de todos os brasileiros?!", disse Kemp. "Não estou contra uma pessoa ou um partido, estou contra uma fala, um ato. Não podemos aceitar essa ofensa", ressaltou o petista.

O Coronel e a 'bola de cristal' petista

Em seu discurso de estreia na Assembleia, o deputado Capitão Contar (PSL) defendia o governo Bolsonaro quando João Henrique Catan (PR), em aparte, aproveitou para alfinetar Lula, dizendo que o ex-presidente teria "feito comício" se tivesse ido ao velório do irmão Vavá. O deputado Pedro Kemp (PT) não gostou, e questionou Catan:

– "Você tem bola de cristal?"

Depois, Kemp ocupou a tribuna e disparou críticas a Jair Bolsonaro, como tem feito desde o ano passado.

Coronel David (PSL), que durante a fala de Contar havia dito que agora Bolsonaro agora terá defesa quando for criticado na Casa, disse que "parecia que o Kemp tem bola de cristal, pois havia previsto que Lula seria eleito de novo presidente"...

De volta à sua mesa, Kemp pediu a uma assessora para buscar no gabinete uma bola cristalina, mostrou a David e disse que a venderia por R$ 5 mil, "com desconto". O Coronel riu, mas dispensou a "oferta" pela tal bola petista que, segundo ele, andou opaca na eleição.

Por fim, o deputado e pecuarista Zé Teixeira (DEM) arrancou risadas na plateia ao afirmar que não tinha os R$ 5 mil para aproveitar a pechincha.

Os novos corregedores da Assembleia

O deputado Renato Câmara (MDB) é o novo corregedor da Assembleia e o Coronel David (PSL) é o corregedor substituto. Indicados pela Mesa Diretora, eles foram nomeados pelo presidente da Casa, Paulo Corrêa (PSDB). Conforme o regime interno, a Corregedoria é responsável por "promover a manutenção do decoro, da ordem e da disciplina" na Assembleia e "fazer sindicância sobre denúncia de ilícitos" envolvendo parlamentares, no âmbito do Legislativo.

Cury de volta à Câmara

Eduardo Cury está de volta à Câmara, agora como titular. O médico que ficou conhecido por comandar o Serviço Médico de Urgência (Samu) de Campo Grande e era suplente, assumiu ontem a cadeira de vereador deixada pelo radialista Lucas de Lima (ambos do SD), o Lucas do Amor Sem Fim, que foi eleito deputado e agora ocupa assento na Assembleia.

Juiz libera Bernal para exercer advocacia

O juiz Renato Toniasso, da 1ª Vara Federal de Campo Grande, devolveu ao ex-prefeito Alcides Bernal o direito de exercer a advocacia, suspenso em dezembro por decisão do Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul. Para o magistrado, não houve provas suficientes de que Bernal apropriou-se de indenização de 60 salários mínimos (R$ 159,3 mil) paga pela Vega Engenharia à sua ex-cliente, a catadora de material recicável Diná Dirce de Souza, que ficou sem poder trabalhar depois de atropelada em 1999 por um caminhão da empresa. O presidente da OAB-MS, Mansour Karmouche, disse que a entidade vai recorrer, "e demonstrar que não houve equívocos".


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