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Segunda-Feira 14.out.2019

Ano VIII - Nº 367

Auau Miau

Tosar o pelo do cachorro ajuda a aliviar o calor, mas só para algumas raças

Saiba quando e como tosar o seu amigão

Postado em 29 de Janeiro de 2019 - Lívia Marra – Bom pra Cachorro

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Tosar o cachorro é uma forma para aliviar o calor, mas pode não ser uma boa ideia para todas as raças. Pelo é proteção e funciona como uma espécie de isolante térmico para alguns animais.

Especialistas não recomendam tosas muito curtas, especialmente quando o cachorro fica exposto ao sol. Para Andrea Soares Simões, consultora técnica do Centro de Estética da Petz, o ideal é manter ao menos uma espessura de 1 a 2 centímetros, dependendo da raça.

Segundo ela, o pet pode estranhar se ficar sem todo o pelo de uma só vez e sofrer mudanças de comportamento. “Alguns se sentem envergonhados e se escondem. Vale ressaltar que, em casos assim, devemos atuar sempre atenciosamente, dizendo que estão lindos.”

Além disso, muitos animais são alérgicos à tosa na máquina, afirma a veterinária Juliana Didiano, da SPet, clínica parceira da Cobasi. De acordo com ela, a tosa na tesoura é uma alternativa para chegar ao comprimento desejado e evitar que a lâmina toque muito a pele.

Quando tosar?

Diferentemente dos humanos, os cães não transpiram por todo o corpo, mas perdem calor pela respiração. Como reflexo dos dias quentes, podem ficar mais quietos, ofegantes e intolerantes ao exercício. Se o tutor perceber que o pelo é fator de incômodo, deve recorrer à tosa.

O corte também deve ser feito quando a pelagem atrapalhar os movimentos, a visão e a higiene. Ou quando há nós.

A frequência da tosa depende da raça e do tipo de pelo.

Segundo Andrea, cães com pelagem como poodle e bichon devem fazer a manutenção de 45 a 60 dias, dependendo do crescimento do fio. Já cachorros de pelagem lisa variam de 60 a 90 dias, de acordo com a altura que o tutor preferir. 

Dupla capa e proteção 

A tosa deve ser evitada em cães com pelagem dupla, como chow chow, akita e spitz.

O pelo, para eles, funciona como proteção, e o corte pode desencadear uma alopecia pós-tosa. Ou seja, pode não nascer de novo. “Existem maneiras de fazer a manutenção do pelo de forma específica para cada raça. O tutor deve sempre procurar referências para o tratamento estético correto para seu pet”, afirma a consultora técnica da Petz.

Mas é importante que seja feita a escovação e a manutenção do subpelo.

O chow chow Koda e a samoieda Angel sabem bem como isso funciona. Os irmãos peludinhos têm dois anos, moram na cidade de São Paulo, e ficam menos ativos nos dias mais quentes. “Costumam dormir o dia todo num lugar fresquinho”, diz a tutora, Beatriz Gonçalo Novais, 21.

De acordo com ela, apesar de muito peludos, eles sentem calor “como qualquer outro cão”. Para amenizar, Beatriz diz que mantém à disposição água sempre fresca, deixa ventiladores, diminui a atividade física e faz sorvetinhos. “Pego brinquedos de rechear, bato algumas frutas no liquidificador e congelo de um dia para o outro. Aqui é sucesso!”

Para manter a saúde dos pelos, a tutora aumenta a escovação. “Faço o possível para escovar um pouco todos os dias.”

Temperatura corporal

No verão, o tutor deve ficar atento aos  horários de passeios e exposição ao sol, para evitar ferimentos nas patinhas do cão e a hipertermia —aumento da temperatura corporal.

Em casa, oferecer água com pedras de gelo, estender uma toalha úmida ou tapete gelado ajudam no bem-estar do animal, afirma a veterinária Juliana Didiano. Não há restrição, e isso ajuda, principalmente, raças que têm mais dificuldade na troca de calor, como os braquicefálicos –pug, buldogue.

Cuidados com os pelos

Usar produtos adequados no banho e  hidratações que protegem pelo e pele, além de escovar diariamente os pelos para evitar nós são dicas da consultora da Petz para manter a saúde da pelagem.

A água do banho deve ser morna, também nos dias quentes. E o cachorro deve ficar bem sequinho, para evitar problemas de pele.

No verão é comum aparecimento de dermatites e a ocorrência de pulgas e carrapatos, segundo a veterinária da SPet. Por isso, o animal deve estar protegido —o veterinário deve indicar a melhor forma.


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