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Quinta-Feira 25.abr.2019

Ano VII - Nº 347

Governo

Legislativo

Emenda orçamentária vai facilitar instalação de estação de monitoramento do ar na Capital

O vereador Eduardo Romero viabilizou o recurso por meio de emenda ao orçamento municipal.

Postado em 24 de Janeiro de 2019 - Redação Semana On

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Está prevista a instalação em Campo Grande de uma estação de monitoramento da qualidade do ar. A ideia é defendida há anos por pesquisadores, autoridades do setor ambiental e de saúde, mas por conta do valor total do empreendimento e falta de parcerias o projeto ainda não saiu do papel, mas está prestes.

Há no orçamento do município deste ano um aporte de R$ 300 mil para facilitar parcerias com instituições públicas ou privadas para a implantação da primeira estação de monitoramento da qualidade do ar na Capital. Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul já estão com estudo avançado neste sentido.

De acordo com o professor doutor em geofísica espacial da UFMS, Widinei Fernandes A estação é composta por vários analisadores que medem a concentração de diferentes poluentes. A parceria garantirá a qualidade dos dados e possibilitará que o funcionamento seja contínuo. “Dessa forma a população terá informações sobre a qualidade do ar em tempo real”, explica.

Sabendo do trabalho e interesse da UFMS em colocar em operação estações de monitoramento da qualidade do ar na cidade, o vereador Eduardo Romero (Rede) viabilizou o recurso por meio de emenda ao orçamento municipal. O parlamentar destaca que no Brasil são apenas 252 unidades desta natureza em operação. Além disso, o Plano Plurianual (PPA) prevê a instalação de sete unidades até 2021.    

Para se ter uma ideia de como o Brasil está em nível mundial neste tipo de análise, conforme o Instituto Saúde e Sustentabilidade ‘ nos Estados Unidos são cinco mil, na Europa, 7,5 mil. Mas o maior problema, é que o País utiliza há 25 anos os mesmos indicadores de qualidade do ar, com  padrões de qualidade inferiores que os atuais padrões exigidos pela Organização Mundial da Saúde.’

“No Rio de Janeiro, uma pesquisa mostra que 14 pessoas morrem por dia em decorrência da poluição do ar. Campo Grande é uma cidade que temos orgulho em dizer que é arborizada, por isso precisamos cuidar melhor do meio em que vivemos, principalmente incentivando a pesquisa que pode trazer diagnósticos importantes para mecanismos de prevenções”, defende o parlamentar.

Segundo os pesquisadores, menos de 2% dos municípios brasileiros contam com estações que medem a qualidade do ar. Ainda conforme estudos, Sete milhões de pessoas no mundo ainda morrem, anualmente, por causa da poluição do ar. O dado é de um novo relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde, que mostra que nove em cada dez pessoas respiram ar contendo altos níveis de poluente.


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