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Terça-Feira 12.nov.2019

Ano VIII - Nº 371

Coluna

Arábia Saudita será de no máximo R$ 45 milhões, diz BRF

Segundo a companhia, o ritmo anterior de exportações ao país deverá ser retomado em até 3 meses

Postado em 23 de Janeiro de 2019 - G1

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A BRF afirmou que o impacto das restrições de importação de carne de frango, decididas pela Arábia Saudita na véspera, será limitado e que deverá retomar o ritmo anterior de exportações para o país em no máximo 3 meses.

Segundo a companhia, as restrições sauditas envolvem apenas uma fábrica da empresa, em Lajeado (RS), e estimou que a perda de receita líquida será de no máximo R$ 45 milhões no período de 3 meses.

Importação barrada

A Arábia Saudita é o maior comprador de carne de frango brasileira e decidiu barrar a importação de 5 dos 30 frigoríficos do Brasil que exportavam para o país.

De acordo com o Itamaraty, a decisão aconteceu após uma inspeção técnica feita em outubro passado pela autoridade sanitária saudita (SFDA Saudi Food and Drug Authority).

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os motivos foram "técnicos", sem especificar quais são eles.

O Ministério da Agricultura informou que os 25 frigoríficos que permanecem autorizados a exportar para a Arábia responderam por 63% das vendas de frango do Brasil para aquele país em 2018, o que corresponde a 437 mil toneladas.

Em 2018, o Brasil enviou para a Arábia Saudita 486,4 mil toneladas de carne de frango, o equivalente a 12,1% do total embarcado no ano. A China foi o segundo maior mercado e, na última segunda, acertou com exportadoras um acordo para encerrar uma disputa por conta do preço.

Impacto

A BRF afirmou que após a decisão da Arábia Saudita passou a ter 8 fábricas habilitadas a exportar no grupo de 25 do país e que as unidades da companhia são suficientes para atender a demanda saudita. As ações da empresa caíram em 5%.

"O impacto efetivo dessa medida para a BRF se restringe às exportações da planta de Lajeado, que vinha operando com um volume de aproximadamente 6,5 mil toneladas/mês de exportação para a Arábia Saudita", afirmou a BRF.

"A companhia já iniciou os ajustes necessários em sua cadeia produtiva e estima que, em no máximo 3 meses, retomará o mesmo patamar de embarques para a Arábia Saudita", acrescentou.

A perda estimada de receita no período é equivalente a 0,1% do faturamento líquido da companhia nos 12 meses encerrados em setembro.

Frango halal

A carne comprada pela Arábia Saudita segue os princípios do Islã tanto no abate, quanto na produção e é chamada de halal. Para produzir esse tipo de carne, empresas brasileiras tiveram que adaptar suas fábricas e efetivo.

Os animais devem ser mortos com o peito direcionado para a Meca e os sangradores têm que ser muçulmanos praticantes, por exemplo. O Brasil é o maior exportador de frango halal do mundo.


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