Semana On

Segunda-Feira 26.ago.2019

Ano VII - Nº 360

Coluna

Sou Carnaval de São Salvador

Uma pesquisa histórica do porquê de tanta loucura

Postado em 23 de Janeiro de 2019 - Danilo Custódio

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“Tenham em mim os toques do atabaque, a força da guitarra baiana e o swing no corpo. Sou festa, sou alegria.

Eu vivo, estou no seu sangue. Que loucura é essa? Existe explicação?” Assim, seduzidos pela maravilhosa voz de João Miguel, somos conduzidos por essa profunda imersão acerca do carnaval de Salvador. Nesse documentário, todo o conhecimento acerca dessa festa, que é uma das maiores manifestações populares do país, é cuidadosamente colocado a nossa disposição. O filme explica – com muito cuidado e clareza  – as origens, as evoluções ao longo dos anos e as influências das diferentes matrizes culturais nas fantasias e nas músicas.

Para além da superfície didática de informativo turístico, que elenca os principais blocos, artistas e circuitos carnavalescos, existem também os retratos do racismo, da luta de classes, da exploração da força de trabalho, da objetificação do corpo feminino e da construção de estereótipos sexualizados. Sou Carnaval de São Salvador estreia nessa semana no circuito comercial tupiniquim e fica aqui o convite para assisti-lo no cinema. Bora se programar pra ver? Então fique ligado na fanpage do filme e descubra onde assistir.

Dos quadrinhos ao Oscar

A trajetória da Marvel passeia pelo fundo do posso ao alto escalão de Hollywood. Em 2019, Pantera Negra chega na disputa com o pomposo título de “primeiro filme de herói da história a concorrer ao Oscar de Melhor Filme”.

A caminhada dos quadrinhos infanto-juvenis vendidos apenas nos Estados Unidos para as telas de cinema do mundo todo foi uma jornada épica. Atolada em dívidas na casa dos 600 milhões de dólares, a Marvel chegou a iniciar um processo de falência no final dos anos noventa. Então precisou abrir as pernas para os estúdios hollywoodianos, sendo forçada a abrir mão de suas principais franquias: o Homem-Aranha foi parar nas mãos da Sony e os X-Men junto com o Quarteto Fantástico foram repassados para a Fox, tudo pela bagatela de algumas dezenas de milhões de dólares. Essa decisão desesperada, no entanto, acabou se transformando na salvação da Marvel. X-Men, o filme, produzido pela Fox, embolsou 300 milhões de dólares em bilheteria e foi super elogiado pela crítica.

Dois anos depois, o Homem-Aranha do diretor Sam Raimi faturou impressionantes 850 milhões de dólares. Foi então que a Marvel decidiu ir pro tudo ou nada, financiando seu próprio estúdio com estrutura independente para lançar, em 2008, o Homem de Ferro. O resultado foi o faturamento de meio bilhão de dólares e duas indicações ao Oscar. Com bonequinhos do personagem vendendo mais que refrigerante, a Disney anunciou, no ano seguinte, a compra da Marvel por 4,3 bilhões de dólares.

Hoje, a Marvel tem 29 subsidiárias para cuidar de todas as suas propriedades intelectuais, de games à séries no Netflix. Juntas, elas formam um conglomerado multimídia avaliado em mais de 7 bilhões de dólares e acabam de receber 7 indicações ao Oscar, inclusive a de “Melhor Filme”.


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