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Ano VII - Nº 343

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Amarildo Cruz lamenta veto ao PL que suspendia a exploração do gás de xisto em MS

A técnica utilizada na extração do gás de xisto, conhecida como fraturamento hidráulico ou fracking, é de preocupação de ambientalistas do mundo todo, segundo o deputado

Postado em 20 de Dezembro de 2018 - Redação Semana On

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O deputado estadual Amarildo Cruz (PT) lamentou o veto ao projeto de lei de sua autoria, que suspendia por dez anos a exploração do gás de xisto em Mato Grosso do Sul. Sob relatos de impactos desastrosos, como a contaminação do lençol freático, do solo e do ar, além de problemas gravíssimos de saúde em moradores e animais em regiões onde a atividade é permitida, o parlamentar usou a tribuna da Casa de Leis na tentativa de sensibilizar os pares sobre a importância da aprovação do projeto.

"Nossa proposta previa a suspensão da extração desse gás aqui no Estado para que fossem realizados Estudos de Impacto Ambiental (EIA), apresentação do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da bacia hidrográfica da região a ser explorada e o cumprimento de requisitos junto à ANP, além de discussões com órgãos competentes e com a população. É lamentável que PL de cunho ambiental, que visa a preservação não só do meio ambiente, mas, principalmente da vida do ser humano seja vetado. Nós estamos falando de impactos gravíssimos”, comentou o deputado, lembrando que nos estados de São Paulo e Paraná a atividade já está proibida.

Amarildo Cruz apresentou o PL em fevereiro deste ano, depois que 26 municípios do Estado que compõem o bloco da Bacia do Paraná foram ofertados em leilão pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Durante a 14ª e 15ª rodada, os municípios de Santa Rita do Pardo e Brasilândia tiveram suas áreas arrematadas pela Petrobrás. A estimativa é de que ao todo, 54 cidades de Mato Grosso do Sul tenham potencial para a exploração da atividade.

A técnica utilizada na extração do gás de xisto, conhecida como fraturamento hidráulico ou fracking, é de preocupação de ambientalistas do mundo todo, segundo o deputado, pois ultrapassa as fontes subterrâneas de água, onde um cano de aço, revestido por cimento injetado, leva água e produtos químicos e sua pressão causa fraturas que liberam o gás, altamente poluente.

Municípios de Mato Grosso do Sul já ofertados em leilão da ANP

Água Clara, Anaurilândia, Angélica, Bataguassu, Batayporã, Brasilândia, Campo Grande, Deodápolis, Ivinhema, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Santa Rita do Pardo, Taquarussu, Três Lagoas, Alcinópolis, Bandeirantes, Camapuã, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Inocência, Rochedo e São Gabriel do Oeste.


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