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Sábado 04.abr.2020

Ano VIII - Nº 387

Coluna

T.I. Olhos, ouvidos e voz do empreendimento

Sem T.I., sem vendas, negociação ou atendimento qualquer.

Postado em 18 de Julho de 2014 - Jorge Ostemberg

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“Alô, alô, Terezinha; alô, alô, Terezinha... Abelaaaardo Barbosa, está com tudo e não está prosa... Quem não se comunica se estrumbica...  Quem não se comunica se estrumbica!” (“Chacrinha”).

 

Derrida, como pináculo, e antes dele tantos outros, mesmo aquele filósofo que “não escreveu nada”, Sócrates, entenderam sempre que não há como ignorar que o processo de comunicação, tecnologia de informação, por excelência, trata-se do próprio conjunto para a fala e consequentemente, escrita, sendo tudo a T.I, Tecnologia de Informação, termo que na verdade vem a representar hoje todos os processos de informação reunidos através da informática.

Define o meio mais comum e rápido de conceituação da própria internet, Wikipédia, sobre T.I.: “o conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação que visam permitir a produção, armazenamento, transmissão, acesso, segurança e o uso das informações. Na verdade, as aplicações para TI são tantas - estão ligadas às mais diversas áreas - que há várias definições para a expressão e nenhuma delas consegue determiná-la por completo. É a área de informática que trata a informação, a organiza e classifica de forma a permitir a tomada de decisão em prol de algum objetivo. A Tecnologia da informação pode contribuir para alargar ou reduzir as liberdades privadas e públicas, ou tornar-se  instrumento de dominação”.

Se verificarmos fontes mais dedicadas e específicas, não encontraremos muita variação no que se refere à definição geral.

O importante, quanto ao empreendedor, é, durante sua pesquisa para empreender, chegar a consenso razoável sobre que ferramentas comunicativas lhe serão de fato úteis. Para isso, tem que antes pensar a realização comercial nos moldes modernos, em que as grandes redes têm evoluído; perceber como se organiza o tempo disponível e se soluciona objetiva e o mais brevemente o problema em pauta.

Geralmente, o empreendedor pensa mais no produto ou serviço, quando inicia o empreendimento; como produzir, como gerar, ou até nas gentilezas de atendimento, na importância de atender o cliente com polidez. Mas há um desgaste natural em todo processo comercial, e se as comunicações e seus processos não são sistematizados, é muito provável que cedo se comece a perder clientes ou até sofrer processos movidos pela irritação do não atendimento adequado e esperado.

Jeff Jarvis, o jornalista que colocou a Dell de joelhos, a fez repensar as várias necessidades de bem atender os clientes, que são o dono do dinheiro visado pelos empreendedores, nunca se cansa de lembrar que a carência de atendimento de qualidade é um dos grandes definidores do mercado; e hoje, atender com moderna eficiência é pensar e agir T.I.

A larga abrangência da T.I., como já se disse, dificulta sua conceituação; mas não há como excluir os muitos pontos que a compõe, como processamento de dados, engenharia de software, conjunto de hardware e software; e ainda os aspectos humanos, administrativos e organizacionais como preconiza Keen (IBM Systems Journal).

Autores como Alter (Addison-Wesley Publishing Co. Massachussetts) observam que é necessário separar tecnologia da informação e sistemas de informação, em que a primeira refere-se aos aspectos técnicos e o segundo ao fluxo de trabalho, pessoas e informações envolvidas. Para que não haja confusão de entendimentos, porém, é preciso notar que vários autores tratam do tema como um todo em T.I.

Para os empreendedores importa saber principalmente que pode se investir em busca de ser um profissional da área de T.I., ou quando se empreende em qualquer atividade empresarial, deve se entender que é preciso atender às necessidades comunicativas, através dos domínios compreendidos sobre essa referida sigla, pois, em razão de custos e eficiência, é claramente um erro não dotar o empreendimento de domínios de T.I.

Quanto a ser um profissional de T.I., pode-se empreender, ate mesmo por conta, em dominar tecnicamente alguns campos da área, seja em relação a serviços virtuais, ou de hardware; podendo-se empreender também em dominar tanto em uma como em outra área; ao mesmo tempo em que se condiciona a atender tecnicamente seus clientes, também equipar-se o suficiente para atendê-los quanto às necessidades de determinados equipamentos, desde que seja autorizado como revendedor.

O empreendimento profissional pode ser mais intenso e o indivíduo pode formar-se academicamente quanto às tecnologias de sistemas; embora, os vários indivíduos que empreendem na área aconselhem a não ficar dependente apenas de conhecimentos acadêmicos; é preciso, na linguagem de muitos: “pegar na massa”, durante o processo de formação acadêmica.

Existe a figura do analista de T.I.; e o que ele faz? Conforme a Infojobs, responsabiliza-se por projetar, planejar, instalar, configurar e administrar redes de computadores, dimensionando requisitos do sistema, especificando sua arquitetura, escolhendo ferramentas de desenvolvimento, especificando programas e codificando aplicativos. Ele monitora e avalia desempenho de redes, configura procedimentos de segurança de rede, trata de suporte aos usuários de rede, coordena projetos, e oferece, enfim, soluções para ambientes informatizados.

Extenso como comunicação

O assunto T.I. é tão extenso quanto o assunto “comunicação”, uma vez que o empreendedor, deverá certamente ter compreensão de campos técnicos e comportamentais, e não buscar isso, para um empreendedor pequeno ou médio, pode ser ruinoso.

Não atendendo conhecer em parte a necessidade técnica da T.I. pode deixar um empreendedor refém de picaretas do mercado, ou contratar equivocadamente; por isso aconselha-se todo empreendedor a pesquisar ou, melhor, realizar uma consultoria adequada, estabelecendo uma equação justa entre suas necessidades reais e investimentos disponíveis.

Por outro lado, dominar apenas os campos técnicos de T.I., ignorando os comportamentos comunicativos, pode inutilizar parcialmente a existência de ferramentas técnicas bastante úteis que não terão tanta serventia à construção e atendimento de carteiras.
Conclui-se com um conselho bastante comum na T.I., que pode se resumir em uma palavra somente: pesquisar. O melhor passo do empreendedor em

T.I. é certamente esse, INFORMAR-SE, em que ironicamente, afinal, a T.I. é comunicar-se coerente e eficientemente.

E como dizia o velho guerreiro, quem não se comunica, se estrumbica.


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