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Ano VII - Nº 332

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Veí­culos

Yamaha MT-07 2019: primeiras impressões

Com visual renovado e suspensões mais firmes, moto evolui e fica mais cara. Motor agrada no desempenho, mas excesso de calor incomoda

Postado em 27 de Novembro de 2018   - G1

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A Yamaha MT-07 2019 acaba de chegar às lojas brasileiras, com ABS de série, e preço de R$ 33.790. Com as primeiras mudanças importantes desde o lançamento em 2015, a moto evoluiu, mas também teve aumento no preço.

Quando foi apresentada no mercado brasileiro, há 3 anos, o modelo era vendido por R$ 28.490, em sua versão com ABS, e R$ R$ 26.990, na opção sem o sistema de segurança que deixou de existir. Na versão 2018, a MT-07 ABS já estava mais cara e era vendida por R$ 32.290

Mas será que essa evolução vale a pena pelo preço mais alto que a MT adquiriu com o passar do tempo?

Veja fatos sobre a nova MT-07:

- Visual renovado, inspirado na MT-09

- Farol dianteiro mais largo e robusto

- Motor segue com 74,8 cavalos

- Novos defletores de ar no tanque de combustível

- Banco mais largo

- Suspensões com novas calibragem, mais rígidas

- Amortecedor traseiro passa a contar com ajuste de retorno

- Novo painel

Por sua faixa de preço e cilindrada, a MT-07 pode ser uma concorrente tanto de modelos mais similares também com motores de 2 cilindros, como Kawasaki Z 650 ABS ou Suzuki SV650 ABS, ou até mesmo a Honda CB 650F, modelo com motor de 4 cilindros.

Mas a concorrência entre MT-07 e CB 650F deve durar pouco, porque o modelo da Honda vai ser substituído pela CB 650R, que acaba de ser apresentada no exterior, modelo mais potente e que deve também ficar em uma faixa de preço superior.

Debaixo de chuva

Era um dia muito chuvoso, quando a renovada MT-07 foi avaliada. Isso serviu para relembrar como a moto é uma "naked de verdade". A palavra em inglês se refere a motos de concepção esportiva, mas que não tem carenagens completas como uma R1, por exemplo.

Daí chamá-las de "nuas", em tradução para o português. Sem a proteção aerodinâmica, a MT-07 é uma moto para quem quer curtir literalmente a expressão de "cara para o vento", ou no caso, de cara para a chuva mesmo.

No primeiro trecho da viagem, apenas de rodovia, serviu para constatar que a moto tem fôlego para manter uma velocidade constante de 120 km/h.

Seu motor de 2 cilindros e 689 cc de cilindrada chega à potência máxima de 74,8 cavalos a 9.000 e torque de 6,9 kgfm a 6.500 rpm. É a mais potente ao comparar apenas com as concorrentes que também possuem motores 2 cilindros.

Mesmo em condições de pista úmida, a MT-07 manteve tranquilamente a estabilidade. Com seu novo assento mais largo, o conforto para longas viagens aumentou.

Devoradora de curvas

Depois do monótono e ensopado percurso de retas, foi a vez de encarar um trecho sinuoso com subidas e descidas. A MT-07 se sente em casa nesse território. Por sorte, a chuva diminuiu e o início da serra ainda estava com o asfalto úmido, mas começando a secar.

O ABS de série se mostrou bem necessário para este tipo de pavimento, que misturava umidade e até um pouco de lama em alguns trechos. Ele funciona de maneira não muito intrusiva para evitar a derrapagem das rodas.

Mais adiante, o piso secou de vez e foi possível fazer as curvas com mais confiança e velocidade. Com nova calibragem mais rígida nas suspensões, a MT-07 ficou ainda mais estável em curvas, com menos oscilações do chassi.

A ampla faixa de disponibilidade do torque da moto diminui a necessidade de trocar de marchas a todo momento. Mesmo sem ter mudanças, o bicilíndrico continua como uma das principais atrações da MT-07.

Utilizando a tecnologia chamada de "crossplane" pela montadora, também presente na superesportiva R1 e até mesmo na MotoGP, a entrega da força ocorre como em uma escada, subindo aos poucos. Seu funcionamento está bem combinado com o suave câmbio de 6 marchas.

Motor esquenta

No retorno da viagem, a parte final foi de bastante trânsito na cidade. Isso foi muito bom para notar que a MT-07 é realmente uma moto leve e ágil. Tirando o forte motor, poderia até achar estar em um modelo menor nas vias urbanas.

Se por um lado ela se sai muito bem para este tipo de deslocamento, ficar parado no trânsito acentua o fato de que o motor esquenta bastante e chega a incomodar nesta situação.

Outro ponto negativo, que neste caso valem para a maioria das nakeds, é a falta de alças para garupa. Nesse caso, é uma escolha de projeto para ter um visual mais esportivos, mas deixa desconfortável quem vai de passageiro.

Conclusão

A atualização foi bem-vinda para a MT-07. Apesar de não trazer nada de revolucionário para o modelo 2019, a moto ganhou retoques para se manter bem por mais alguns anos, antes da chegada de uma nova geração. Ela entrega mais que as concorrentes de 2 cilindros, mas também é uma opção mais cara.


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