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Domingo 20.mai.2018

Ano VI - Nº 303

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Coluna True Colors

Conheça os melhores e os piores países europeus para uma pessoa LGBT viver

Segundo um levantamento, Malta é o país europeu com o maior número de leis que protegem pessoas LGBT, enquanto a Irlanda fica em último lugar

Postado em 10 de Maio de 2018 - Igay

Quem tem o sonho de viver em outro país normalmente pondera os custos de vida e as oportunidades de emprego que as opções oferecem antes de tomar uma decisão. Para pessoas LGBT, porém, há preocupações extra. Em comparação com décadas passadas, é mais fácil assumir uma orientação sexual diferente da hétero atualmente, mas, mesmo assim, a homofobia ainda é algo muito presente, principalmente em algumas sociedades.

Na hora de decidir algo tão significativo quanto uma mudança para outro país, pessoas LGBT acabam levando esse aspecto em consideração. Pensando nisso, o Expert Market, site britânico que compara preços de serviços diversos, realizou um levantamento que revela quais são os melhores e os piores países europeus para pessoas que não são hétero viverem e trabalharem; confira:

OS MELHORES

Malta

Este país localizado ao sul da Europa ocupa o topo da lista por uma série de fatores. De acordo com o levantamento, ele tem o segundo menor nível de desemprego do continente e o maior número de leis voltadas para a proteção dos LGBTs. Além desses aspectos, o país tem praias que o transformam em um paraíso.

Dinamarca

Atualmente, esse país nórdico está entre os dez primeiros da Europa no “Rainbow Index”, que avalia questões como a relação dos países com casamento e adoção de crianças por casais homoafetivos. Lá, casais homossexuais podem casar-se (tanto no civil quanto religiosamente), adotar filhos (com direito a licença-maternidade ou paternidade para o casal), raramente sofrem discriminação em qualquer ambiente e contam com serviços específicos para fazer denúncias caso precisem.

Croácia

A Croácia considera a discriminação por orientações sexuais um crime, e pessoas que não são heterossexuais podem se casar e ir para o exército. Apesar disso, ainda há um longo caminho pela frente quando o assunto é adoção ou transição de gênero. Quanto à maternidade ou paternidade, LGBTs podem se tornar guardiões legais dos filhos dos parceiros, mas a adoção ainda não é legalizada para casais homossexuais . Enquanto isso, a transição de gênero só é reconhecida caso a pessoa faça a cirurgia de redesignação.  

Áustria

Na Áustria, também é possível que casais homossexuais se casem e que pessoas se tornem guardiãs legais dos filhos dos parceiros de mesmo sexo (assim como na Croácia, a adoção não é legalizada). Lá, a discriminação das pessoas tanto pela identidade de gênero quanto pela orientação sexual é crime, todos podem se alistar no exército e a transição de gênero é reconhecida sem a necessidade de cirurgia de redesignação.

Espanha

Além de muitas cidades da Espanha sediarem paradas do orgulho LGBT de forma grandiosa (principalmente em Madrid, Barcelona, Valência e Sevilha), a discriminação é crime, e a maior parte das pessoas aceita a diversidade sem problemas. Lá, a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo já foi legalizado há anos, os casais podem adotar crianças e até registrar bebês que são fruto de inseminação artificial (ao contrário do que acontece na Itália, por exemplo).

OS PIORES

Os cinco países que formam a lista dos piores para abrigar pessoas LGBT pecam quando o assunto é a liberdade, os direitos e a proteção delas. De acordo com o levantamento, a Irlanda encabeça a lista porque, apesar de ter legalizado o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2015, tem uma legislação limitada e não criminaliza a descriminação contra identidades de gênero ou orientações sexuais, por exemplo. Seguindo a Irlanda, a lista segue com Lituânia, Itália, Bulgária e Letônia.


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