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Ano VI - Nº 307

Prefeitura

Coluna A Arte de ser Viajante

Alternativa a Bariloche

La Angostura atrai visitantes em busca de sossego

Postado em 12 de Julho de 2017 - Redação Semana On

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O principal eixo turístico do norte da Patagônia argentina é formado por Bariloche, Villa La Angostura e San Martín de los Andes.

Com pouco mais de 10 mil habitantes, La Angostura é a menor das três cidades e também a mais elitizada –o que implica, como sempre, vantagens e problemas.

São incomuns por lá as hordas de turistas que costumam tomar Bariloche. Por outro lado, hotéis, restaurantes e cafés têm, em geral, preços mais altos que os das cidades vizinhas.

Situada dentro do parque nacional Nahuel Huapi, o que acaba limitando a expansão imobiliária, a pequena cidade une tranquilidade e paisagens exuberantes, formadas por lagos onde é possível fazer passeios turísticos e montanhas cujos picos são cobertos de neve durante o inverno.

Esse cenário, aliás, já começa a mostrar as caras no trajeto de 75 km entre o aeroporto de Bariloche e o centro de La Angostura.

Pistas de Esqui

Uma das principais atrações da região é a estação de esqui de Cerro Bayo, que fica a apenas 9 km do centro da localidade.

São 14 km de pistas com diferentes níveis de dificuldade, que contemplam dos iniciantes aos esquiadores de larga experiência. No local, há seis restaurantes.

Cerro Bayo é reaberto em 24 de junho e funciona até o final de setembro.

Mas o turismo em La Angostura não se restringe ao inverno, quando a temperatura pode chegar a -12ºC.

Um bom exemplo é o passeio pelo bosque Los Arrayanes, mais agradável no verão e na primavera, quando são menores as chances de você ser castigado pelo frio.

As arrayanes (em português, murtas) são árvores que chamam a atenção pela coloração intensa, com troncos que têm tons de canela.

Na região, uma afirmação é corriqueira. "Dizem que Walt Disney se inspirou no bosque Los Arrayanes para criar o cenário do desenho 'Bambi'", afirmam os guias e os moradores.

Não é verdade. O produtor e animador norte-americano esteve na Argentina em 1941, mas não passou por La Angostura. Alguém lançou a versão como marketing, que se perpetua como lenda.

De qualquer modo, a vegetação da pequena floresta faz a visita valer a pena. Para chegar ao bosque, é preciso recorrer aos catamarãs, que ficam nas baías Mansa e Brava, ambas próximas do centro da cidade.

Em outro passeio concorrido na região, o meio de transporte muda.

A Rota dos Sete Lagos se estende por mais de 100 km ao longo da estrada que liga La Angostura a San Martín de Los Andes. O caminho pode ser percorrido de carro ou de bicicleta.

Um dos lagos presentes no caminho é o Nahuel Huapi, que dá nome ao parque. O local costuma reunir praticantes de pesca esportiva, que passam horas e horas em busca de trutas. Um pequeno rio liga o Nahuel ao lago Correntoso, cercado por montanhas. É esse o mais belo cenário da rota.

Vinhos

Com uma rua voltada ao comércio, o núcleo urbano de Villa La Angostura pode ser visitado a pé. Antes de se embrenhar pelas lojas, vale gastar alguns minutos na observação da arquitetura. Por lei, todos os estabelecimentos devem ser construídos com pedra e madeira.

Além dos restaurantes, o centro se destaca pelos vinhos. É o momento de conhecer rótulos produzidos em Neuquém, província onde fica La Angostura.

Há opções de vinícolas como a NQN, a Humberto Canale e a sugestiva Bodega del Fin del Mundo.

As boas casas têm preços comparáveis à alta gastronomia paulistana, ou seja, não são baratas. Mas vale a pena fazer ao menos uma visita a uma delas –acredite, será um dinheiro bem gasto.

Na cidade, nada se compara em sabor aos pratos que levam cordeiro e truta. Assado ao longo de no mínimo três horas, o cordeiro patagônico é considerado um clássico da tradição do churrasco argentino.

Os restaurantes Tinto Bistro e Pioneros estão entre as melhores opções de La Angostura. No primeiro, todo construído em madeira, uma dica para a entrada são os "rolls" de cordeiro, que custam 205 pesos (R$ 41).

Entre os pratos principais da casa, vai bem a tajine de cordeiro ao vinho branco e mel, com acompanhamento de cuscuz e queijo de cabra, cujo preço é 385 pesos –o equivalente a R$ 81.

Com decoração mais modesta e atendimento mais informal do que o do Tinto, o Pioneros serve assado de cordeiro pelo preço médio de 300 pesos (R$ 60).

A cinco quilômetros do núcleo urbano, fica o hotel Correntoso, que acaba de completar cem anos.

O Belluno, principal restaurante do local, só reabre em julho, na alta temporada da região patagônica, e tem grandes janelas voltadas para o lago Nahuel Huapi.

No cardápio, destacam-se a truta com creme de milho apimentado, que sai por 380 pesos (R$ 76), e o cordeiro na brasa servido com homus e erva-doce, ao custo de 360 pesos (R$ 73).

As bebidas contribuem para que o turista se adapte ao clima frio da Patagônia.

As melhores alternativas são as cervejas artesanais, como Epulafquen, e também os encorpados vinhos típicos da região.


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Equipe Semana On

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