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Quarta-Feira 19.set.2018

Ano VI - Nº 320

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Coluna Marco Eusébio Online

Azambuja dispara contra a JBS: esse grupo roubou o Brasil

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 12 de Setembro de 2018 - Marco Eusébio

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"Esse grupo roubou o Brasil, desviaram recursos aí em muitos estados brasileiros" disparou o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) em entrevista à TV Morena (afiliada Globo), questionado se a Operação Vostok deflagrada ontem pela Polícia Federal, que investiga pagamentos de propinas de empresas para receber incentivos fiscais em Mato Grosso do Sul, compromete sua candidatura à reeleição.

O governador afirmou que cortou benefícios do grupo JBS e da holding J&F. "Eles saíram de R$ 41 milhões ano que pagaram em 2014 e no último ano, em 2017, pagaram R$ 199 milhões de tributos" e "ameaçaram" fechar plantas e frigoríficos".

Indagado se os cortes só ocorreram após as delações de Joesley Batista, da JBS, Reinaldo disse que "foram cortados antes das delações". Repetiu o que disse em nota, que "queria falar no processo" há um ano e meio, não foi ouvido, e agora "uma operação midiática" foi deflagrada no período eleitoral. "Dois dias antes, adversários nossos estavam postando nas redes sociais que 'algo sério iria acontecer em Mato Grosso do Sul'", afirmou.

Veja o vídeo.

Os catorze mandados de prisão temporária da Operação Vostok da Polícia Federal, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), incluíram políticos como o deputado e primeiro-secretário da Assembleia Zé Teixeira, o conselheiro do TCE-MS, ex-deputado e ex-secretário de Fazenda Márcio Monteiro, o ex-prefeito de Dois Irmãos do Buriti e ex-deputado Osvane Ramos, o ex-prefeito de Porto Murtinho e ex-presidente da Fundação de Turismo de MS Nelson Cintra, o assessor da Casa Civil para Aquidauana Zelito Ribeiro, além do advogado Rodrigo Souza e Silva, filho do governador Azambuja, e empresários, a maioria do setor rural.

A operação investiga suposto pagamento de propinas a agentes do Governo de MS, disfarçados com a emissão de notas fiscais frias, em troca de isenções fiscais de frigoríficos no estado.

Candidata, advogado e vereador pedem à Assembleia impeachment de Azambuja

Dois pedidos de impeachment do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) foram protocolados na Assembleia Legislativa, em Campo Grande, um dia depois da Operação Vostok, baseada em delação da JBS sobre supostos pagamentos de propina em troca de isenções fiscais do governo de Mato Grosso do Sul. Um dos pedidos foi feito pelos advogados Danny Fabrício Cabral e Soraya Thronicke, ela candidata ao Senado pelo PSL, sigla de Jair Bolsonaro. O outro pedido foi feito pelo vereador Vinícius siqueira (DEM), partido aliado de Azambuja. Conforme fonte da Câmara, Vinícius solicita desarquivamento de um pedido feito por ele neste sentido na época da CPI da JBS, que acabou arquivada na Casa.

Waldir Neves diz que TCE-MS confia na retidão e no caráter de Márcio Monteiro

Um dia depois da prisão do ex-deputado, ex-secretário de Fazenda e conselheiro da Corte Fiscal, Márcio Monteiro, na Operação Vostok da Polícia Federal, o presidente do Tribunal de Contas (TCE-MS), Waldir Neves Barbosa, divulgou nota afirmando que a prisão "se deu por motivos relacionados à vida particular do Conselheiro, na condição de produtor rural, e não guarda qualquer vinculação com sua atuação funcional no exercício do cargo que ocupa junto a esta Corte de Contas", frisa que "deve ser assegurado ao investigado o direito constitucional ao contraditório e à ampla defesa", e assinala: "O TCE/MS confia na retidão e no caráter do seu membro e, ao mesmo tempo, deposita integral confiança na justiça para que os fatos sejam devidamente esclarecidos". Leia aqui a íntegra.

Amoêdo usa ações da PF contra Richa e Azambuja para atacar Alckmin, PSDB e PT

O candidato à Presidência João Amoêdo (Novo) usou as operações da Polícia Federal contra o ex-governador do Paraná, Beto Richa, e o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, para atacar o presidenciável Geraldo Alckmin que preside o PSDB. Em vídeo no Twitter, Amoêdo diz que as ações contra os tucanos estariam "deixando claro como o PT e o PSDB são da mesma política". Ele cita as coligações de Alckmin com Roberto Jefferson, Valdemar da Costa Neto, Kassab "sem ideologia" ou "preocupação com a ética" visando só "ter mais tempo de televisão e ter palanque". Veja o vídeo.

Meirelles fala com empresários de MS

O presidenciável do MDB visita Campo Grande na segunda-feira. Henrique Meirelles vai se reunir às 9h30 na sede da Federação das Indústrias de MS com dirigentes da Fiems, Famasul, Fecomércio, Faems, Amems e FCDL e demais empresários da indústria, comércio e agropecuária para apresentar propostas ao setor produtivo e ouvir sugestões. Antes, às 9h, o candidato recebe a imprensa no local.

Chaves declara apoio a Azambuja e Wilton Acosta promete expulsar senador do PRB

Depois de ficar sem espaço para disputar o Senado na chapa do PSDB, ensaiar se candidatar pela chapa do PDT e desistir da reeleição, o senador Pedro Chaves anunciou no Facebook seu apoio à reeleição do governador Reinaldo Azambuja ao postar fotos de sua participação em ato político do PSDB em Campo Grande, na noite anterior, que contou com a vice de Geraldo Alckmin, senadora Ana Amélia (PP-RS).

A publicação foi compartilhada pelo presidente estadual do PRB, Wilton Acosta, que disparou uma série de ofensas contra Pedro Chaves na rede social e prometeu expulsar o senador do partido. Acosta lembrou que seu partido era aliado do governador, mas, "por causa" de Chaves, acabou apoiando o juiz Odilon de Oliveira (PDT) ao governo e lançando o vereador Gilmar da Cruz ao Senado, após o senador desistir da disputa.

"É de conhecimento de todos que a nossa aliança original era com o PSDB, e por causa dele, somente dele, tivemos que nos reposicionar. Mas ele, buscando apenas os seus interesses pessoais, seus negócios, desistiu da candidatura", escreveu Acosta. "Por essa razão, será EXPULSO do PRB. Não merece a nossa sigla" emendou.

 TJ suspende decisão que poderia barrar candidatura de Zeca do PT ao Senado

Uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça (TJMS) suspendeu os efeitos do julgamento que condenou o ex-governador Zeca do PT à perda dos direitos políticos. Sem a condenação, a Justiça Eleitoral deve deferir automaticamente a candidatura do deputado federal ao Senado. "O Zeca havia sido absolvido em primeira instância. No TJ essa decisão foi confirmada por 2 a 1. Depois, chamados mais 2 desembargadores, alterou-se para 3 a 2 contra ele. Ocorre que um desses dois, o desembargador Nélio Stábile, não poderia ter votado, porque já apreciara o processo quando era juiz. Agora, impetramos um mandado de segurança e obtivemos a liminar para anular a condenação e manter a absolvição por 2 a 1", disse ao Blog o advogado Newley Amarilla, que fez a defesa de Zeca.


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Marco Eusébio

Marco Eusébio

Jornalista, blogueiro e analista político.


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