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Quarta-Feira 19.dez.2018

Ano VII - Nº 332

Coluna do Marco Eusébio

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Elogio do juiz Odilon ao governo militar chama atenção

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 11 de Maio de 2018 - Marco Eusébio

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Um elogio ao governo militar feito pelo juiz aposentado Odilon de Oliveira, que é pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo PDT, um partido de esquerda, chamou a atenção durante entrevista ao vivo concedida por ele ao programa Capital Meio Dia da rádio FM Capital de Campo Grande. Instado pelo radialista Joel Silva a responder pergunta de um internauta que acusou integrantes das antigas guerrilhas de ingressarem na política e culminarem com a atual corrupção no País e questionou o juiz sobre o regime da época em que serviu ao Exército em 1969, Odilon respondeu: – "Segundo a minha conceituação, nós não tivemos ditadura. Nós tivemos um governo militar. E um governo militar que fez muito pelo Brasil". A resposta gerou elogios e questionamentos no vídeo postado pela rádio no Facebook. O secretário de Formação Política da JPSDB-MS Rafael Rodrigues escreveu: "Depois que eu vi um Juiz, no PDT, defendendo Ciro Gomes e a Ditadura Militar. Eu já não sei de mais nada..." Veja no vídeo abaixo a partir dos 57 minutos.

Giroto, Amorim e demais alvos da Lama Asfáltica se apresentam à Polícia Federal

Se entregaram à Polícia Federal em Campo Grande o ex-deputado federal e ex-secretário de Obras de MS Edson Giroto, o empresário João Amorim e mais seis pessoas alvos da Operação Lama Asfáltica: Flavio Schrocchio, Wilson Roberto Mariano, Rachel Giroto, Ana Paula Amorim, Mariane Mariano e Elza Cristina Araújo. Eles haviam sido soltos em março por determinação dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) Paulo Fontes e Maurício Kato, o que levou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorrer ao STF. As mulheres vão cumprir prisão domiciliar. Advogados dos envolvidos afirmaram que vão recorrer ao Supremo.

Fraudes no seguro-desemprego chegam a R$ 187,7 mil em Mato Grosso do Sul

O Ministério do Trabalho bloqueou R$ 187,7 mil em benefícios concedidos em Mato Grosso do Sul desde a entrada em operação do sistema de Detecção e Prevenção à Fraude no Seguro-Desemprego (Antifraude), em dezembro de 2016. "São benefícios para os trabalhadores em caso de desemprego, mas estavam sendo desviados por criminosos", afirmou o ministro do Trabalho, Helton Yomura. Até abril deste ano foram 33 casos em oito municípios do estado, a maioria em Três Lagoas: 10 fraudes bloqueadas, totalizando R$ 63,3 mil. Campo Grande teve oito casos que somaram R$ 36,2 mil. Todas as fraudes na modalidade Emprego Formal. Em todo o Brasil, o sistema já proporcionou uma economia de quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos até abril de 2018.

Campo Grande tem maior inflação do País

Depois da deflação de -0,35% em março, a menor taxa do Brasil, Campo Grande foi a capital que registrou em abril a maior inflação do País fechando o mês com 0,73% conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) medido pelo IBGE entre as 13 regiões metropolitanas pesquisadas, seguida por Porto Alegre e Brasília, ambas com 0,40%. O reajuste na tarifa da energia elétrica e preços de remédios e alimentação puxaram o índice na Capital de MS. No País, o índice chegou a 0,22% e foi para 2,76% no acumulado de doze meses.

Simone desafia líder do governo e indica Moka para relatar Orçamento da União

A nova líder do MDB no Senado, Simone Tebet, indicou o nome do senador Waldemir Moka (ambos do MDB-MS) para assumir a função de relator-geral do Orçamento da União de 2019, contrariando o Palácio do Planalto que defendia o nome do senador Romero Jucá (RR), líder do Governo no Senado e presidente do MDB. O nome de Moka para ocupar o posto já está nas mãos do presidente do Senado, Eunício Oliveira, que deve formalizar a indicação na terça-feira da semana que vem.

Para Simone, não adianta MDB forçar uma candidatura ao Planalto e reduzir bancada

Primeira mulher a virar líder do MDB no Senado, Simone Tebet (MS) avalia que os pré-candidatos da sigla à Presidência - Michel Temer e o ex-ministro Henrique Meirelles - só deveriam entrar na disputa se tiverem chance de chegar ao segundo turno. Ambos não passam dos 2% das intenções de voto, na mais recente pesquisa Datafolha, publicada em abril. Simone afirmou ao Estadão de S.Paulo que "não adianta forçar uma candidatura e arrastar consigo para baixo, puxar, diminuir a bancada no Congresso e candidatos a governador". Veja aqui os principais trechos da entrevista reproduzidos pelo JB.

“Faz parte” diz Rinaldo sobre Zauith negar conversa para ser vice de Azambuja

Depois de afirmar que Murilo Zauith (PSB) é cotado a ser vice na chapa de reeleição do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) neste ano, o líder do PSDB na Assembleia, deputado Rinaldo Modesto, disse à rádio CBN de Campo Grande que o fato de o ex-prefeito de Dourados ter negado à imprensa qualquer conversa nesse sentido com os tucanos "fazer parte desse momento que antecede o período eleitoral". Indagado pelo radialista Otávio Neto se "não pegaria mal" Zauith vice de Azambuja depois de ter sido vice-governador na gestão de André Puccinelli (MDB), Modesto soltou o refrão de que "a política é muito dinâmica" e emendou: "Ali foi num outro projeto, num outro momento". Para Rinaldo, Murilo "manifestou esse desejo" de se aproximar do governo quando migrou para o partido que tem deputados da região Sul na base aliada, citando Zé Teixeira e Barbosinha, e disse que "a população saberá distinguir bem esse momento do momento passado". Sobre a debandada de deputados do MDB na base do governo, o tucano respondeu que "é normal" já que André será candidato. Veja em vídeo o trecho da entrevista sobre Murilo.

Elizeu afirma que PSB avalia chapas para definir entre Azambuja, André ou Odilon

O deputado federal Elizeu Dionízio afirmou que seu partido avalia a composição das chapas para definir o apoio a um dos principais pré-candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul: o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o ex-governador André Puccinelli (MDB) ou o juiz federal Odilon de Oliveira (PDT). Em mensagem de áudio enviada a coluna, o presidente regional do PSB afirmou que era "um entusiasta do Joaquim e agora fiquei órfão de presidente da República" e, em relação a MS, disse que avalia o melhor espaço para seu partido: "Aí no estado eu mantenho a mesma posição. Eu tô esperando ver as definições de quem é candidato para que a gente possa enxergar nas majoritárias o melhor espaço para as proporcionais. Hoje nós temos uma chapinha com seis pré-candidatos a deputado estadual, eu venho para a reeleição, e gente não declinou apoio a ninguém, nem ao André, nem ao Reinaldo, nem ao juiz Odilon, justamente porque eu quero entender essas chapas. A gente tá ouvindo muita coisa, mas não tem nada concreto. Eu conversei com o governador Reinaldo, ele me falou de alguns nomes de partidos, que depois em uma outra conversa que eu tive com o André, o mesmo me falou dos mesmos nomes e mesmos partidos. Então eu não sei, no final, quem fica com quem. Depois que definir isso, que a gente vai ver qual o caminho que vamos tomar".

Com André para o governo, deputados do MDB deixam a base aliada de Azambuja

Visando reafirmar sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso do Sul com o ex-governador André Puccinelli, a bancada do MDB na Assembleia anunciou hoje que deixa a base aliada do governador e pré-candidato à reeleição Reinaldo Azambuja (PSDB) e passa a ser "independente" na Casa. "Agora temos um projeto político definido e um pré-candidato ao governo", disse Eduardo Rocha, líder da bancada. O deputado Paulo Siufi explicou que muitas lideranças vinham questionando a candidatura própria do MDB e, para dirimir dúvidas, a bancada decidiu marcar sua posição política. "O partido não pode ser incoerente, não pode caminhar com dois candidatos ao mesmo tempo", afirmou.

Pré-candidato do PT ao Governo de MS discursa no 'Bom dia Lula' em Curitiba

Pré-candidato do PT ao Governo de Mato Grosso do Sul, o ex-prefeito de Mundo Novo, Humberto Amaducci, se uniu à caravana de MS que foi a Curitiba reforçar o acampamento de apoio ao ex-presidente que hoje completa um mês de prisão e discursou no ato "Bom dia Lula". Falando em resistência, Amaducci afirmou que "prenderam o homem que trouxe a paz, a dignidade, o respeito ao povo brasileiro" e defendeu a liberdade de Lula: "Nós precisamos que esse homem venha pras ruas junto com a gente". Veja o vídeo.

 


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Marco Eusébio

Marco Eusébio

Jornalista, blogueiro e analista político.


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