Semana On

Quinta-Feira 26.nov.2020

Ano IX - Nº 420

Coluna Marco Eusébio Online

Dos candidatos que mais gastaram com redes sociais em MS só um foi eleito

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 18 de Novembro de 2020 - Marco Eusébio

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Dos oito candidatos de Campo Grande que mais gastaram em propagandas e impulsionamentos no Facebook, que é dono do Instagram, o único eleito no último domingo foi o que menos gastou dentre eles: o prefeito reeleito Marquinhos Trad (PSD), que investiu R$ 28,552 em impulsionamentos na rede. O levantameto foi divulgado pelo Correio do Estado, lembrando que Trad tem mais seguidores e, portanto, maior alcance nas redes sem precisar pagar.

O campeão de gastos, diz o jornal, foi o vereador Vinícius Siqueira (PSL) que disputou a prefeitura e aplicou R$ 189.354,00 da verba de campanha em impulsionamentos nas redes comandadas pelo Facebook de 4 de agosto a 14 de novembro. Na véspera da eleição ele divulgou que os votos no Procurador Harfouche (Avante), sub judice, seriam considerados nulos, tentando atrair esses eleitores. Siqueira terminou em quarto, com só 8,20% dos votos, e sairá da Câmara no fim do ano, quando termina seu mandato.

O segundo que mais gastou com redes sociais foi o ex-vereador Marcelo Bluma (PV): R$ 131 mil. O jornal cita ainda o candidato campeão de gastos com redes sociais em Dourados, Mauro Thronicke Rodrigues (PSL), primo da senadora Soraya Thronicke (PSL). Ele investiu R$ 33,1 mil em impulsionamentos e terminou em terceiro na disputa da cadeira de prefeito vencida por Alan Guedes (Progressistas), com o deputado Barbosinha (DEM) em segundo.

Veja a lista dos maiores gastos com redes sociais em MS:

1 - Vinicius Siqueira (PSL) R $ 189.354,00

2 - Marcelo Bluma (PV) R$ 131.081,00

3 - Paulo Matos (PSC) R$ 54.999,00

4 - Marcelo Miglioli (SD) R$ 37.000,00

5 - Mauro Thronicke (PSL Dourados) R$ 33.130,00

6 - Marcio Fernandes (MDB) R$ 32.886,00

7 - Ciro Fidelis (PSL) - candidato a vereador Campo Grande R$ 30.000,00

8 - Marquinhos Trad (PSD) - R$ 28.552

9 - Loester Trutis (que perdeu a candidatura no PSL para Siqueira) R$ 27.042

Prefeitos eleitos: PSDB mantém liderança, DEM avança e MDB encolhe em MS

 Embora o PSDB tenha sido o partido que elegeu mais prefeitos em Mato Grosso do Sul, passando de 36 eleitos há quatro anos para 37 no último domingo, o DEM foi a sigla que mais cresceu no estado conseguindo eleger 14 prefeitos, onze a mais do que seus três eleitos em 2016, embora não tenha conquistado seu principal alvo, Dourados, maior cidade do interior do estado onde seu candidato Barbosinha despontava como favorito, mas acabou derrotado por Alan Guedes (Progressistas).

O partido que mais encolheu no estado foi o MDB, que havia eleito 17 prefeitos em 2016 e neste ano só elegeu sete. O PSD saltou de um para quatro prefeitos neste ano, mas como reelegeu Marquinhos Trad no maior colégio eleitoral do estado, Campo Grande, vai administrar cidades que concentram 33,74% da população, densidade demográfica um pouco superior a das 37 cidades que serão comandadas a partir de 2021 pelo PSDB onde residem 33,16% dos sul-mato-grossenses. Conforme o levantamento divulgado pelo Correio do Estado, a eleição teve como novidade o PSOL, que elegeu seu primeiro prefeito no estado, João Alfredo, em Ribas do Rio Pardo.



MP e prefeitura descartam 'lockdow', mas Bonito voltará a ter toque de recolher

O fechamento do comércio e das atividades de turismo por um "lockdown" em Bonito foi descartado, mas o toque de recolher de meia-noite às 5h da manhã voltará vigorar até o dia 18 de dezembro, a partir de data a ser publicada na semana que vem pelo Município. O acordo foi firmado pela prefeitura com o Ministério Público Estadual durante audiência de conciliação mediada ontem pela juíza Adriana Lampert, com a presença do prefeito eleito Josmail Rodrigues, depois que a cidade voltou a receber milhares de turistas nos últimos feriados, que desrespeitaram regras contra a covid-19, e o MP acionou a Justiça. O acordo também prevê a suspensão da queima de fogos na Praça da Liberdade e ficará proibido o consumo de bebida alcoólica e de narguilé, caixas térmicas, coolers, isopores e similares em vias públicas.

Missões internacionais podem acabar levando Nelsinho ao Itamaraty

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) estaria mais próximo do Ministério das Relações Exteriores do que ele próprio imagina. Convidado frequente de Jair Bolsonaro para missões internacionais, como a viagem do presidente aos EUA em março e a recente a missão brasileira chefiada por Michel Temer no Líbano, o sul-mato-grossense foi citado por assessores no Planalto como opção mais diplomática para o Itamaraty que, caso mantenha o perfil ideológico do ministro Ernesto Araújo, vai encontrar sérias barreiras nas relações com os Estados Unidos na nova era do governo Joe Biden. A propósito, Nelsinho publicou hoje nas redes sociais que recebeu a visita do embaixador da Turquia no Brasil, Murat Yavuz Ates, e foi convidado, como presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, para conhecer o país e fazer a interlocução com o Congresso e o governo brasileiros a fim de ampliar as relações bilaterais entre os dois países. Veja abaixo.

Com covid-19, Delegada Sidneia Tobias e marido estão em isolamento doméstico

A advogada e delegada aposentada da Polícia Civil Sidnéia Tobias, que foi candidata à Prefeitura de Campo Grande neste ano pelo Podemos, testou positivo para covid-19 no fim de semana e está em isolamento doméstico com o marido Rildo Maranhão, também policial aposentado. A assessoria informou que Sidnéia sentia dores no corpo e sintomas de uma forte gripe no fim de semana e resolveu fazer o teste, que deu positivo. Em seguida, o marido e a filha Luana, de 25 anos, também fizeram o exame, mas só ele havia contraído o vírus. Em nota que nos foi enviada, Sidneia afirma: "Estamos melhorando com a graça de Deus e as medicações. Seguindo o protocolo como vitaminas C e D, zinco, evermequitina e cloroquina. Existem altos e baixos, mas tudo está caminhando dentro do esperado e bem. Decidi não esconder nada de ninguém, pois o vírus existe e todos nós temos que continuar a viver com a Graça de Deus. Já, já nas ruas e com novos planos e projetos para uma vida melhor para todos nós".

Deputado Fábio Trad está internado em Campo Grande com covid-19

O deputado federal Fábio Trad (PSD) está internado há oito dias no Hospital do Coração, em Campo Grande, após ser diagnosticado com covid-19 e, conforme a assessoria, até ontem estava no CTI, informa o Correio do Estado. Conforme o jornal, segundo o último boletim médico, o parlamentar está febril, mas seu quadro de saúde é estável e apresenta evolução. No Facebook, Trad escreveu que "na certeza de que tudo isso vai passar em breve, agradeço a todos que estão rezando e enviando energia positiva para mim!". Fábio é o segundo irmão do prefeito de Campo Grande, Marquinhos, a contrair o novo coronavírus. O senador Nelsinho Trad (PSD) contraiu o vírus no início da pandemia, após integrar a comitiva do presidente Jair Bolsonaro que visitou os EUA em março, e chegou a ficar internado em Brasília, mas se recuperou da doença.

Fórum quer nome técnico para comandar Cultura em MS no lugar de Mara Caseiro

Contra a indicação política para comandar a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul no lugar de Mara Caseiro, empossada como deputada na Assembleia em substituição a Onevan de Matos (ambos do PSDB), que faleceu na semana passada, representantes do Fórum de Cultura de Mato Grosso do Sul (Fesc) pediram hoje ao deputado Pedro Kemp (PT), presidente da Comissão da Educação e Cultura da Alems, para que ele encaminhe nesta semana ao governador Reinaldo Azambuja e ao secretário Eduardo Riedel (Governo) um documento em que o grupo defende um nome técnico, ligado ao setor. "O que se diz é que um ex-candidato que não foi eleito vereador na Capital vai assumir a Fundação, mas precisamos de um nome que seja ligado e tenha conhecimento do setor", disse ao Blog um integrante do Fesc.

Tucanos falam em Riedel para governador, mas o jogo está só começando em MS

Concluídas as eleições municipais, alguns partidos já começam a se articular para a disputa eleitoral de 2022 em Mato Grosso do Sul. Em coletiva do PSDB à imprensa, o governador Reinaldo Azambuja confirmou que seu secretário de Governo, Eduardo Riedel, é o cotado da sigla para sua sucessão. Porém, embora o presidente regional do partido, Sérgio de Paula, tenha reforçado que os tucanos não vão "esconder o jogo" anunciando Riedel, o cenário projeta um grande número de lideranças cotadas para disputar o governo daqui há dois anos entre os próprios aliados do PSDB.

O principal deles é o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), que reeleito em primeiro turno aumentou seu cacife para disputar a cadeira de governador. Vale frisar que, se isso ocorrer, ele deixará o cargo com a vice Adriane Lopes (Patriota), que poderá disputar a prefeitura dois anos depois no comando da Capital. Inclusive, uma possível chapa com Marquinhos governador e Azambuja senador já é cogitada há quatro anos, desde que os dois começaram a parceria na cidade. Caso Marquinhos resolva não sair candidato, o que é muito difícil de ocorrer, o PSD tem outro forte nome para a eventual disputa estadual, o do seu irmão Nelsinho, senador, presidente da sigla e ex-prefeito da Capital que já disputou o governo.

Outro grande aliado dos tucanos com nomes para disputar a Governadoria é o DEM. Embora não tenha conquistado a Prefeitura de Dourados, a sigla segue crescendo em MS e aumentou no domingo de três para 14 o número de prefeitos eleitos, em comparação a 2016. Os democratas contam com o vice-governador Murilo Zauith que, caso Azambuja deixe o cargo para disputar o Senado em 2022, poderá ser candidato no comando governo. Embora nenhum deles fale, por enquanto, em candidatura, os democratas contam com mais dois nomes, que ganharam projeção nacional: a ministra Tereza Cristina (Agricultura) e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

Até 22 outras lideranças podem surgir, seja entre aliados ou adversários do atual governo. Isso depende, inclusive, do cenário nacional. Observadores atentos sabem que, por enquanto, o jogo está só começando e que apresentar as cartas antecipadamente pode ser uma cortina para desviar a atenção de jogadas futuras. Afinal, tudo depende do tempo e das circunstâncias. Há quatro anos, Marquinhos virou prefeito derrotando a tucana Rose Modesto no segundo turno, e logo em seguida teve Azambuja como seu principal parceiro na Capital, que escalou Carlos Alberto de Assis para cuidar dos projetos na cidade. Isso sinalizava uma futura chapa Marquinhos com Assis vice neste ano. A ideia era que o prefeito se relegesse e Assis assumisse a cidade quando Trad fosse disputar a cadeira de governador em 2022, com Azambuja para o Senado. Entretanto, Rose e o vereador João Rocha atropelaram o processo, exigindo publicamente a vice. Embora ninguém vá confirmar abertamente no ninho tucano por motivos óbvios, isso teria impedido a articulação dos pássaros mais emplumados, levando Marquinhos a manter a vice Adriane, sem perder o apoio do PSDB de Azambuja para sua reeleição.


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Marco Eusébio

Marco Eusébio

Jornalista, blogueiro e analista político.


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