Semana On

Domingo 22.jul.2018

Ano VI - Nº 312

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Coluna Ágora Digital

Eles adoram um aplauso falso

A política, no que ela tem de surreal, com o jornalista Victor Barone

Postado em 05 de Julho de 2018 - Victor Barone

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Um levantamento apresentado no último dia 3 identificou mais de um milhão de robôs seguindo os pré-candidatos à Presidência da República no Twitter. Em muitos casos, os robôs seguem mais de um presidenciável simultaneamente. Entre mais seguidos estão Alvaro Dias (Podemos), com 64,3% dos seus seguidores sendo potencialmente robôs; Geraldo Alckmin (PSDB), com 45,8%; e Fernando Collor (PTC), com 40,7%.

Em números absolutos, Marina (Rede) aparece na frente: 693.191 de seus 1.914.200 seguidores na rede social são potencialmente bots. Jair Bolsonaro (PSL) vem logo atrás:  401.855 de seus 1.187.687 seguidores no Twitter podem ser robôs.

Os dados são do relatório “Bots ou não? Um estudo preliminar sobre o perfil dos seguidores dos pré-candidatos à presidência da República no Twitter”, produzido pelo InternetLab, centro de pesquisa independente em direito e tecnologia.

Outro estudo, do Departamento de Análise de Políticas Públicas (DAPP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), divulgado em agosto do ano passado ,apontou que o uso de contas automatizadas se converteu em uma “potencial ferramenta para a manipulação de debates nas redes sociais, em especial em momentos de relevância política”. Segundo a análise, “ao interferir em debates em desenvolvimento nas redes sociais, robôs estão atingindo diretamente os processos políticos e democráticos através da influência da opinião pública”.

Assim, diante do mar de links, tuítes, retuítes e mensagens diversas via redes sociais em período eleitoral, o sinal de alerta precisa estar ligado o tempo todo.

Que diabo é um bot?

Os bots são um tipo específico de programa de computador que desenvolve atividades de forma autônoma, a partir de algoritmos. Nas redes sociais, podem ser usados em chats e para automatizar contas e perfis, incluindo os chamados perfis fakes. Isso faz com que os robôs ajam como usuários comuns, e aumentem a quantidade de seguidores de determinados perfis. Eles também são capazes de fomentar discussões e levar assuntos aos trending topics do Twitter, por exemplo, ajudando na disseminação de temas ou discussões que interessem a determinada candidatura – ou, ainda, na propagação das famigeradas fake news.

Barca furada?

Debate entre representantes dos pré-candidatos de centro-esquerda e esquerda à Presidência, no último dia 29, deixou claro que as ideias programáticas do PT, PSOL, PDT e PCdoB têm muitas semelhanças. A crítica ao governo Temer, também. No entanto, a sintonia pareceu parar por aí. O encontro promovido pelo movimento Quero Prévias e que reuniu Fernando Haddad (PT), Luis Fernandes (PCdoB), Nelson Marconi (PDT) e Natalia Szermeta (PSOL) mostrou que não há uma concordância sobre uma união entre eles em torno de um único candidato já no primeiro turno. Enquanto os representantes de Manuela D’Ávila e Ciro Gomes, em falas mais que afinadas, defendiam o candidato único nas eleições majoritárias - mesmo que essa candidatura não fosse a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)-, Haddad deixou claro do início ao fim que essa união não acontecerá se o ex-presidente não for o nome escolhido.

Disputa interna

A cerca de 90 dias do primeiro turno, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta, em vão, deter uma disputa entre petistas pelo direito de substituí-lo na corrida presidencial, diante do provável impedimento de sua candidatura. Por intermédio de bilhetes e mensagens, Lula busca manter o controle do partido. Mas, à espera de uma definição do ex-presidente, potenciais candidatos e apoiadores já deflagraram suas batalhas pelo papel de reserva de Lula. Hoje existem quatro nomes cogitados para incorporar o plano B: o ex-governador Jaques Wagner, o ex-prefeito Fernando Haddad, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro Celso Amorim.

Mais gente

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na área eleitoral fez um levantamento dos candidatos que concorreram com o registro indeferido pela Justiça Eleitoral. De 145 eleitos em 2016, 70% conseguiram reverter a decisão depois do pleito, foram diplomados e tomaram posse. “Se tirar o Lula antes da disputa, a Justiça Eleitoral vai retirar dele a chance que deu a outros 145 candidatos em 2016. Terminada a eleição, vários indeferimentos se mostraram equivocados”, diz o advogado Luiz Fernando Pereira, que dá consultoria ao ex-presidente e ao PT. “Eles tomaram posse como prefeitos e hoje governam”, afirma Pereira, que visitou Lula na terça (3) junto com os advogados Cristiano Zanin e Eugênio Aragão. 

Atibaia

O processo em que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é investigado por reformas no sítio de Atibaia realizadas por empreiteiras pode ser finalizado pelo juiz Sergio Moro em outubro, na reta final das eleições presidenciais. Pelo calendário, duas testemunhas de defesa do petista ainda devem depor: Dilma Rousseff (PT-MG) e o cantor Gilberto Gil. Lula vai ser ouvido no dia 11 de setembro, data já agendada e divulgada por Moro. Depois disso, o juiz abre prazo para as alegações finais de acusação e defesa. Se não houver diligências adicionais, ele dá a sentença em outubro –o primeiro turno do pleito será no dia 7 e o segundo, no dia 28. Os depoimentos mais bombásticos do processo foram marcados para o fim de agosto e o começo de setembro. Emílio e Marcelo Odebrecht vão depor no dia 29 de agosto. Leo Pinheiro, no dia 3 de setembro. O advogado Roberto Teixeira e o dono do sítio, Fernando Bittar, no dia 5.

Odebrecht

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregará ao juiz Sergio Moro nos próximos dias o resultado de uma perícia realizada no MyWebDay, um dos sistemas de contabilidade paralela da Odebrecht. O documento dirá que não há referência ao petista nos arquivos nem informações que o vinculem a atos ilícitos relacionados à Petrobras. O material será juntado pelos advogados de Lula no processo que apura a realização de reformas no sítio de Atibaia (leia a nota acima). A Lava Jato suspeita que melhorias na propriedade foram bancadas com recursos da Odebrecht.

Pulando fora

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence disse a colegas que, por ele, já estaria fora da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo relatos, só permanecerá na banca se for conquistado pelo que chamou de “charme e simpatia” do petista.

O careca não!

A escolha do ministro Alexandre de Moraes como novo relator do pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Supremo Tribunal Federal (STF) desagradou à defesa de Lula. Os advogados tentam impugnar a escolha. Em petição endereçada a Moraes, os defensores pedem que ele se abstenha de atuar no caso. Alegam que o novo relator tem de ser sorteado entre os membros da Segunda Turma do Supremo. É nesse colegiado, sustenta a defesa, que a reclamação de Lula tem de ser apreciada.

Fome

Após as seguidas derrotas no Supremo Tribunal Federal (STF) e diante de sinais de que a presidente da corte, Cármen Lúcia, não pautará ações que pedem a revisão da prisão após segunda instância até setembro, 11 militantes de movimentos sociais ligados ao PT começarão uma greve de fome em apelo à libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O protesto será deflagrado no fim deste mês e tem o respaldo da direção do partido. Os manifestantes prometem acampar em Brasília até que a situação do petista seja reavaliada.

Cana braba

O empresário Eike Batista foi condenado a 30 anos de reclusão na ação penal em que é acusado de ter pago propina ao ex-governador Sérgio Cabral (MDB). É a sua primeira condenação. O juiz Marcelo Bretas também impôs ao emedebista uma pena de 22 anos e 8 meses de prisão. É a sexta condenação contra o ex-governador, que acumula agora 122 anos e 8 meses de prisão. A sentença é decorrente da Operação Eficiência, na qual Eike foi acusado de ter pago U$S 16,5 milhões em 2010 (cerca de R$ 30 milhões à época) a Cabral. O pagamento ocorreu no exterior por meio dos doleiros Renato e Marcelo Chebar, que operavam para o ex-governador. Bretas também condenou outras quatro pessoas, entre elas a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e Flávio Godinho, ex-braço direito de Eike no grupo EBX.

Sem coleira

A decisão do juiz Sergio Moro de impor tornozeleira eletrônica ao ex-ministro José Dirceu (PT) irritou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Magistrados da Segunda Turma da corte se sentiram confrontados pelo juiz da Lava Jato. Um deles disse que o curitibano extrapolou. Dias Toffoli cassou a ordem de Moro no último dia 2.

Moro resmungão

O juiz Sergio Moro lamentou que a imposição de medidas cautelares contra o ex-ministro José Dirceu tenha sido interpretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como "claro descumprimento" do habeas corpus concedido pela corte no dia 26 de junho (leia a nota acima). ​"Não se imaginava (...) que a própria maioria da Colenda 2ª Turma do STF que havia entendido antes (...) apropriadas as medidas cautelares (...), teria passado a entender que elas, após a confirmação na apelação da condenação a cerca de vinte e seis anos de reclusão, teriam se tornado desnecessárias. Entretanto, este Juízo estava aparentemente equivocado", escreveu Moro.

Mais um resmungão

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, também criticou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), por ter livrado o ex-ministro José Dirceu do uso de tornozeleiras eletrônicas, conforme havia determinado o juiz Sérgio Moro (leia as duas notas acima). “Naturalmente, cautelares voltavam a valer. Agora, Toffoli cancela cautelares de seu ex-chefe”, ironizou Dallagnol no Twitter. Antes de assumir a vaga no Supremo, Toffoli foi advogado do PT e sub-chefe da Casa Civil durante a passagem de Dirceu pela pasta.

Resmungona

Integrante do time de procuradores que são ativos nas redes sociais, Monique Cheker, do MPF de Petrópolis (RJ), insinuou em um post em suas redes sociais que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ganham dinheiro “por fora” com as decisões que proferem.

Puxão de orelha

A procuradora Monique Cheker, do MPF de Petrópolis (RJ), responderá a reclamação disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por insinuar que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)  são corruptos (leia a nota acima). Ela resolveu desdizer o já dito e disse em seu Twitter que não fez “menção a ministros do STF” quando escreveu que “os caras são vitalícios” e ainda “ganham por fora dos companheiros que beneficiam”. Falta convencer os próprios magistrados: a medida foi estimulada pelos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, que pediram providências ao órgão.

Enrolada até...

A procuradora Monique Cheker, do MPF de Petrópolis (RJ), disse, em sua defesa à corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que não se dirigiu aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) quando insinuou corrupção em decisões judiciais (leia as notas acima): isso “é ler além da postagem que foi feita achar que o tuíter [sic] foi direcionado a atingir ministros do STF quando isso não é escrito em lugar algum e quando eles próprios não são detentores exclusivos de vitaliciedade ou julgamento pelo STF ou pelo Congresso”, afirmou.

Cheker também acusou a jornalista Mônica Bergamo de ter feito “alteração maliciosa” em seu texto, ao acrescentar a palavra “magistrados” em sua postagem.

Na página da procuradora na rede social, porém, é possível constatar que nos dias que antecederam a postagem ela repassou e escreveu diversas mensagens críticas a ministros do Supremo. 

No dia 26 de junho, por exemplo, afirmou que “essa Segunda Turma do STF, com exceção do ministro Fachin, é bem a cara daquele Brasil que queremos mudar”. Ela finalizou o texto com a hashtag #CorrupçãoNão. 

Em seguida, escreveu que “hoje, infelizmente, a vitaliciedade para ministros do STF virou base para o cometimento dos maiores arbítrios, sem sombra de responsabilidade”.

Rédeas

Advogados devem recorrer a órgãos de controle contra o procurador do Tribunal de Contas da União (TCU) Júlio Marcelo de Oliveira por críticas que ele tem feito ao Supremo Tribunal Federal (STF). No Twitter ele afirmou que os ministros do STF Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello “parecem sofrer quando um corrupto é preso”.

Na forca

Frequentador assíduo das redes sociais, o procurador Deltan Dallagnol, chefe Lava Jato em Curitiba, está sob ameaça de ser punido por conta de um tweet de quatro linhas. O corregedor nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel Moreira, abriu contra Deltan um processo administrativo disciplinar. Acusa-o de “ofender” e “incitar o ódio” contra o Congresso Nacional. A origem da encrenca é a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Na época, o governo cogitou adotar um procedimento inusitado: o “mandado coletivo de busca e apreensão”. Serviria para realizar batidas policiais em grandes áreas das favelas do Rio, sem a especificação de um endereço.

Um colega de Deltan, o procurador da República Wellington Cabral Saraiva, escreveu no Twitter: “Se essa autorização for dada, será bom usá-la também em buscas coletivas nas Avs. Paulista e Luís Carlos Berrini, em SP, na Av. Vieira Souto, no Rio, e no Lago Sul, em Brasília. Afinal, a lei é para todos”.

Em 20 de fevereiro, Deltan replicou a mensagem do colega na sua conta no Twitter. E adicionou um comentário corrosivo: “Se cabem buscas e apreensões gerais nas favelas do Rio, cabem também nos gabinetes do Congresso. Aliás, as evidências existentes colocam suspeitas muito maiores sobre o Congresso, proporcionalmente, do que sobre moradores das favelas, estes inocentes na sua grande maioria.”

Eles querem meter a boca

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vai recorrer ao plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra a recomendação da corregedoria do órgão que limitou a manifestação de membros do MPF nas redes sociais. A nota em que associações de juízes criticaram a atitude de procuradores que atacam magistrados na internet foi alvejada na ANPR.

Um por todos, todos por um

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm manifestado à cúpula da Procuradoria Geral da República (PGR) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) profunda irritação com os comentários de procuradores sobre juízes da corte em redes sociais. O corregedor do CNMP vem sendo constantemente provocado, assim como conselheiros do órgão. Um integrante da corte afirmou que o MPF conseguirá “unir todo o Supremo contra ele” com esse tipo de atitude. Ministros veem uma escalada no tom dos petardos de procuradores.

Amigos

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), diz que o problema da corte não é pressão externa, como declaram alguns magistrados. “É juiz que faz favor e acha que o poder existe, não para fazer o bem e a justiça, mas para proteger os amigos e perseguir os inimigos”, afirma.

Três Supremos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou nesta semana, em Portugal, que existem três Supremos e que “a divergência intestina”, entre as duas turmas e o pleno do STF, traz descrédito à corte. “Nós temos três Supremos. Infelizmente. O vocábulo Supremo dá a ideia de órgão único, mas, pela necessidade de dinamizar os trabalhos, o Supremo está dividido. E a divergência intestina é péssima. Entre a primeira e a segunda turma. Entre a segunda e o pleno. É o que causa maior descredito”, afirmou o ministro, em referência ao tensionamento do debate no STF sobre a constitucionalidade da prisão em segunda instância, um dos pilares da Lava Jato.

Meu STF

O pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que pretende, se eleito, aumentar o número de ministros do tribunal. Sua ideia é ampliar de 11 para 21 o número de integrantes, para que possa nomear a maioria dos magistrados durante o seu mandato. Pela regra atual, o próximo presidente poderá indicar ao menos dois ministros ao STF para substituir Celso de Mello e Marco Aurélio de Mello, que alcançarão 75 anos até 2022 e terão de se aposentar compulsoriamente. Além dessas indicações, Bolsonaro quer escolher outros dez magistrados, segundo ele, com perfil semelhante ao do juiz Sergio Moro. “É uma maneira de você colocar dez isentos lá dentro porque, da forma como eles têm decido as questões nacionais, nós realmente não podemos sequer sonhar em mudar o destino do Brasil”, disse Bolsonaro, esquecendo de mencionar que a medida poderá criar um tribunal de exceção com cara e focinho do próprio presidente.

Malocado

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) buscou refúgio em um banheiro para escapar de uma mulher que tentou cercá-lo e chegou a se jogar no chão na sala de embarque do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, enquanto o xingava de "lixo". "A senhora se aproximou, pelo que tudo indica, bastante embriagada, se encostando. Eu saí de perto, é lógico. Ela chegou a cair no chão sozinha", disse o deputado. Depois, em vídeo postado no Youtube por seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, com o título "Bêbada/drogada faz vexame em frente a Bolsonaro no aeroporto", o presidenciável deu sua versão sobre o episódio.

Vai prá Cuba! Vamos?

Segundo o jornalista Ricardo Amorim, do programa Manhattan Connection, apenas três coisas funcionam em Cuba: “Segurança, educação e saúde”. O comentário viralizou nas redes. Um internauta foi taxativo: “Tudo que todo e qualquer país sonha em ter: saúde e educação de qualidade e de graça. Isso com 30 anos de bloqueio do império e aliados”, escreveu. Veja abaixo o tuíte e alguns dos inúmeros comentários:

Manhattan Conection

Por falar em Manhattan Connection, Diogo Mainardi, um de seus apresentadores e também responsável pelo site O Antagonista, foi citado pelo ex-vice presidente da Odebrecht Henrique Valladares em delação premiada envolvendo o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Segundo o executivo, Mainardi foi visto jantando com o tucano no restaurante Gero, no Rio de Janeiro, junto também com o empresário Alexandre Accioly. Segundo a revista Fórum, no encontro teriam sido negociadas propinas da empreiteira. O jornalista não gostou das acusações da revista e divulgou um vídeo com xingamentos à Fórum e ao editor-chefe da publicação, Renato Rovai, que é chamado por ele de “safado”, “bandido” e “criminoso”. “Eu vou quebrar essa joça. Eu vou quebrar você”, ameaçou o responsável pelo site O Antagonista.

Sem vergonha

O presidente do MDB, Romero Jucá (RR), disse que Henrique Meirelles, pré-candidato do partido ao Planalto, não pode ter vergonha de Michel Temer, e que a pauta da eleição não será o julgamento do presidente, mas sim as ações de seu governo.

Reforma

Pré-candidato à Presidência da República, o ex-governador Ciro Gomes (PDT) foi vaiado por empresários ao dizer que vai rediscutir a reforma trabalhista. A industriais de todo o país reunidos em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ciro disse não ter poder para revogar a reforma, mas que seu compromisso é retomar a discussão. Ele chamou a mudança na legislação feita pelo Congresso de selvageria e disse estar do lado dos trabalhadores. "Meu compromisso com as centrais sindicais é botar esta bola de volta para o meio de campo." Neste momento, foi vaiado. "Pois é, vai ser assim mesmo. Se quiserem presidente fraco, escolham um desses aí que vêm com conversa fiada para vocês", reagiu Ciro à plateia.

Tenho lado

Cid Gomes, irmão e principal conselheiro do presidenciável Ciro Gomes (PDT), defendeu a atuação do pedetista no evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) no qual o pré-candidato foi vaiado ao criticar a reforma trabalhista (leia a nota acima). Cid disse que a vaia foi localizada, que partiu do fundo do auditório. “Ele fez um apelo para que entendam o papel social. Empresa não deveria se preocupar com folha de pagamento, mas com o câmbio. A gente não quer parceria com empresário escravocrata. Esse tipo pode ficar com o Bolsonaro”, concluiu.

Besta fera

Primeiro militar a ser reconhecido pela Justiça como torturador durante a ditadura, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015) tem sido homenageado em camisetas vendidas em lojas virtuais que apoiam Jair Bolsonaro (PSL). Morto em outubro de 2015, o coronel aparece na estampa das camisetas como um ícone pop. Sua imagem, estilizada em forma de cartum, é ladeada pelas palavras “Ustra Vive”.

O nome do coronel passou a ser associado a Bolsonaro desde que o deputado federal justificou seu voto pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 17 de abril de 2016, em nome “da memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”, que seria “o pavor de Dilma”. A fala provocou protestos e aplausos em plenário, com repercussão imediata nas redes sociais, contra e a favor da homenagem ao torturador.

A ideia é provocar esquerdistas”, disse o empresário José Leão, da loja “Direita Store”, que produz as camisas.

Crime

Para o advogado Antonio Rodrigo Machado, presidente da Comissão de Legislação Anticorrupção da seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF), o empresário José Leão, da loja “Direita Store, que comercializa camisas em homenagem ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra deveriam se preocupar com possíveis representações criminais (leia a nota acima). Para ele, a homenagem a Ustra pode ser considerada como publicidade ou apologia a crime de ódio – no caso, a tortura. “A liberdade de expressão permite que todos possam emitir opiniões. Uma das poucas limitações é quando é usada para a prática de ideias de crimes de ódio. E Ustra é reconhecido oficialmente como um dos que organizaram atos de tortura”, diz o advogado.

Feliciano da depressão

O deputado Pastor Marco Feliciano (Podemos) se envolveu em nova polêmica. Desta vez, por causa de uma enquete no Facebook em que pergunta se depressão é causada por uma “doença natural” ou por "demônios". Internautas abriram outras enquetes para saber se o pastor seria um "idiota" ou uma "besta".

Na loteca

Preso na Operação Registro Espúrio, o superintendente do Ministério do Trabalho no Rio de Janeiro, Adriano José Lima Bernardo, disse em áudio obtido pela Polícia Federal que um processo de registro sindical em curso na pasta o faria “ganhar na loteria”. Aliado da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), Lima foi um dos alvos de mandados de prisão temporária na quinta-feira (5), durante ação que resultou também no afastamento do ministro do Trabalho, Helton Yomura.

Marun erolado

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), um dos principais articuladores políticos do governo Michel Temer, é suspeito de envolvimento com a suposta organização criminosa que, segundo a polícia e o Ministério Público, fraudava registros sindicais no Ministério do Trabalho. A Polícia Federal pediu autorização para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços de Marun e de sua chefe de gabinete, Vivianne de Melo, mas a Procuradoria-Geral da República entendeu que, por ora, não havia provas de que o emedebista integrava a organização criminosa.

Muito enxovalhado

O ministro Carlos Marun (MDB) se disse vítima de uma "conspiração asquerosa" por ser suspeito de envolvimento com organização criminosa que atuou para fraudar registros sindicais no Ministério do Trabalho (leia a nota acima). Irritado, o ministro convocou entrevista e negou que as suspeitas contra ele tenham fundamento. Ele se diz alvo de retaliação por ter feito críticas a órgãos de investigação.

Joaquinizando

O apresentador Luiz Datena (DEM) diz que pode desistir de ser candidato ao Senado se alguém “torrar sua paciência” no meio do caminho. "Ainda sou pré-candidato. Mas posso dar uma bica na bola e acabou", disse. Há resistência na família. "A mulher [Matilde] não dorme, chora o dia inteiro pedindo que eu desista. O filho [Joel] diz o tempo todo: 'Ô pai, para com isso.' Outro filho, Vicente, também não quer. É difícil. É um jogo contra dentro de casa", afirma. "Posso 'joaquinizar'", segue ele, referindo-se ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que desistiu de se lançar à presidência pelo PSB.


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Victor Barone

Victor Barone

Jornalista, professor, mestre em Comunicação pela UFMS.


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