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Quarta-Feira 15.ago.2018

Ano VI - Nº 315

Governo

Coluna Ágora Digital

Pássaro novo no pedaço, Huck voa pelo centro

A política, no que ela tem de surreal, com o jornalista Victor Barone

Postado em 09 de Fevereiro de 2018 - Victor Barone

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Setores de centro no espectro político nacional estão arrepiados com a possibilidade de a candidatura de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) decolar na ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) no pleito. A escolha de um nome que possa fazer frente ao “mito” é difícil já que os nomes postos – com mais densidade eleitoral, como Marina Silva (Rede-AC), Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Ciro Gomes (PDT-CE) não podem ser considerados, de fato, algo novo, que suplante o voto de protesto que tem migrado para o ex-capitão. A saída encontrada, ao que parece, é o apresentador Luciano Huck. Ele tem sido cortejado a torto e a direita, inclusive pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), que nesta semana deu corda a candidatura do apresentador, para irritação de Alckmin e quetais.

A cara do PSDB

Segundo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), o apresentador Luciano Huck tem o estilo do tucanato. "Ele sempre foi muito próximo ao PSDB, o estilo dele é peessedebista. É um bom cara", afirmou FHC, para, em seguida, argumentar: "Não sei se seria político. Não sei se vale a pena para ele. Se ele for [candidato], é bom. Areja, põe em xeque os partidos, que precisam ser postos em xeque", disse o ex.

Números

A aproximação entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) e o apresentador Luciano Huck não é de graça. FHC está em posse de pesquisa qualitativa sobre a viabilidade eleitoral do “menino de ouro” da Globo. O estudo faz cruzamentos sobre o perfil do apresentador e os anseios do eleitorado. O resultado, segundo aliados de FHC, mostra que Huck tem “potencialmente muita chance” se entrar na disputa.

Cartada certa

No Planalto, gente muito próxima ao presidente Michel Temer (MDB-SP) considera a candidatura do apresentador global Luciano Huck garantida. A dúvida, segundo os mesmos, é se ele tem bico grosso o suficiente para entrar na pancadaria política.

Nós ou ela

A Rede Globo quer o fim do impasse sobre a candidatura de seu menino de ouro, o apresentador Luciano Huck. Avisou que se ele optar pela política, sua mulher, Angélica, também terá que sair do ar.

Tô contigo...

Para aplacar a ciumeira de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) em relação aos acenos que tem feito ao apresentador Luciano Huck, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) ligou para o companheiro de tucanato. Disse que seu candidato ao planalto é o governador de São Paulo. Tá...

Sabotador

A turma do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) não entra na conversa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) quando este entoa loas ao apresentador Luciano Huck não significam apoio a sua possível candidatura à presidência da República. Para o pessoal de Alckmin, FHC está boicotando a candidatura do companheiro de partido

Me dê motivo

A desconfiança do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) em relação ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) tem razão de ser. O tucanato já desconfiava que FHC tiraria da cartola uma opção de centro para fazer frente ao que sobrou na corrida presidencial. Estacionado nas pesquisas, Alckmin se sente ameaçado pelo apresentador Luciano Huck, novo queridinho de FHC e uma opção que pode representar o "novo" numa eleição que ficou aberta com provável ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hoje barrado pela Lei da Ficha Limpa por ser condenado em segunda instância por corrupção.

Depois do Carnaval

O apresentador Luciano Huck vai anunciar se aceita concorrer à Presidência depois do Carnaval. Hoje, ele tende a se candidatar pelo PPS, partido que lhe ofereceu legenda, mas já há aliados articulando o apoio de siglas como o DEM.

Amém

A presença de igrejas no controle de veículos de comunicação no Brasil já pode ser medida. Dos 50 veículos de maior audiência ou capacidade de influenciar o público, ao menos 9 são controlados por lideranças religiosas cristãs, católicas ou evangélicas, revela a pesquisa “Media Ownership Monitor Brasil”, desenvolvida em parceria pelas ONGs Repórteres sem Fronteiras e Intervozes. O estudo mostra quem controla a mídia no país a partir da avaliação de 11 redes de TV aberta e por assinatura, 17 jornais diários e revistas semanais, 10 portais e 12 redes de rádio. A igreja com maior controle sobre veículos de comunicação é a Universal do Reino de Deus (IURD). Outros dois grupos religiosos que aparecem entre os mais influentes ou de maior audiência são a Rede Gospel de televisão – controlada desde 1996 pela Igreja Apostólica Renascer em Cristo, do casal Estevam e Sônia Hernandes – e a Rede Novo Tempo de rádio, lançada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia em 1989.

Proselitismo

A procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, entende que o controle de emissoras por grupos religiosos (leia a nota acima) vai na contramão da determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir, em 2002, rádios comunitárias de fazerem proselitismo religioso. “No entanto, temos um sistema de concessão que permite que tenhamos uma grande mídia dominada por emissoras de caráter religioso”, afirma Deborah ao ressaltar a disparidade no tratamento entre os grandes grupos e as rádios comunitárias, que são fiscalizadas e punidas com maior rigor. Subprocuradora-geral da República, ela observa que, no atual cenário, as religiões de matriz cristã se sobrepõem em prejuízo de outras crenças, como as de origem africana. Para Deborah, a concentração da mídia nas mãos de grupos de interesses prejudica a democracia.

Tá borbulhando

Coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos admite a disposição de concorrer à Presidência pelo PSOL. Segundo ele, "avançou-se bastante nos debates junto ao PSOL para que se possa consolidar uma candidatura". A decisão será anunciada em março. "Se esse entendimento confluir para uma candidatura, eu vou assumir", diz. Aos 35 anos - idade mínima para registro de candidatura presidencial -, ele rechaça a hipótese de aliança com o PT. "Não está colocado”." A eleição presidencial caminha para uma fragmentação inédita da esquerda, com candidatos de PT, PC do B, PDT e PSOL.

Centro, esquerda

Dirigentes de cinco partidos de centro-esquerda decidiram criar ainda em fevereiro uma frente contra as reformas e em defesa da permissão da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP). Entre os cerca de 20 participantes, estavam, além de petistas, o líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), o ex-governador João Capibaribe (PSB), o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) e a presidente do PC do B, Luciana Santos (PE). A data para lançamento da Frente em Defesa da Democracia e Soberania ainda não foi fixada. Ao discursar, o senador Roberto Requião (MDB-PR) afirmou que essa será uma frente “contra o veto judicial ao Lula”, além de resistência à reforma da Previdência e à privatização da Eletrobrás. A reunião foi na sede do PDT em Brasília.

Boulos e Lula

Provável candidato do PSOL a presidência da República – e ponta de lança do movimento em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), o Coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos esteve com o ex-presidente há alguns dias para avisar que sua candidatura está se consolidando (Leia a nota acima). Petistas consideram “natural e inevitável” a entrada de Boulos na disputa. Afirmam que seu empenho e lealdade na defesa de Lula impedem o partido de trabalhar para convencê-lo a não concorrer.

Mandou avisar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux afirmou que candidatos com ficha-suja estarão de fora da disputa eleitoral deste ano. Em discurso de posse como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele disse que a Justiça Eleitoral será "irredutível" na aplicação da Ficha Limpa e que haverá "estrita observância" a ela. Em nenhum momento o ministro citou o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), que deve recorrer à Justiça Eleitoral para ser candidato à sucessão presidencial. Mas, para bom entendedor...

Perseguido

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Sepúlveda Pertence afirmou ser "apenas mais um defensor" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP). "Sou apenas mais um dos defensores do ex-presidente", disse Sepúlveda. "Ele é um velho amigo", completou sobre sua relação com Lula. Na opinião do jurista o petista tem sido submetido a uma "perseguição". "A maior desde Getúlio Vargas", declarou.

Role

Condenado a 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) confirmou a realização de uma caravana pelos Estados do Sul a partir do fim do mês. A programação será iniciada no dia 27 de fevereiro, na cidade gaúcha de Santana do Livramento, que faz fronteira com o Uruguai, e se encerrará no dia 7 de março, na cidade de Curitiba. A agenda inclui uma visita ao túmulo do presidente Getúlio Vargas, em São Borja (RS). A programação divulgada inclui ainda os municípios de Francisco Beltrão e Quedas do Iguaçu, no dia 5 de março, e Laranjeiras do Sul e Pinhão, em 6 de março.

Surrealista

Dono de tiradas surrealistas em defesa de gente muito pouco digna de defesa, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS), avaliou ser uma "situação surreal" que um condenado em segunda instância judicial tente ser candidato à sucessão presidencial. Em uma referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), ele ressaltou que a Lei da Ficha Limpa é "clara" e que tentam criar "interpretações baseadas em criatividade".

Fala o que quer, e tem gente que ouve

Anônimo pelos corredores da Câmara há três anos atrás o hoje ministro (Secretaria de Governo) Carlos Marun (MDB-MS) cresceu exponencialmente graças ao seu talento de tarefeiro do que há de menos republicano na República. Um dos líderes do impeachment da ex-presidente Dilma Roussef (PT-RS), membro da tropa de choque de Eduardo Cunha (MDB-RJ) e do presidente Michel Temer (MDB-SP) ele é hoje uma das figuras fortes do Governo. Depois de ter se destacado na defesa de causas polêmicas, Marun diz ter apenas um arrependimento em toda sua vida pública: ter devolvido à Câmara dinheiro público usado por ele para visitar o ex-presidente da Câmara na cadeia em Curitiba. A revelação foi feita em café da manhã promovido nesta semana pela Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig) e registrada pelo site Congresso em Foco. Confira.

Contra-ataque

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) criticou o juiz Sergio Moro por receber auxílio-moradia. O petista reproduziu em sua página oficial no Twitter alguns trechos de sua entrevista, na qual criticou o Ministério Público e aconselhou os brasileiros que não receberam reajuste salarial a requererem o benefício. "Agora aprendi uma nova: o povo brasileiro que não tem aumento de salário, por favor, façam como juiz Moro e requeiram auxílio-moradia. Ou façam como os procuradores, porque isso que está na imprensa", afirmou. O juiz Sergio Moro recebe auxílio-moradia mesmo tendo imóvel próprio em Curitiba. "Como pode uma pessoa que recebe 30 mil requerer auxílio-moradia porque não teve aumento de salário, enquanto o povo está sem despejado, enquanto as pessoas que ganham um salário mínimo não têm mais Minha Casa, Minha Vida?", declarou o ex-presidente.

Liberal e progressista...

Depois de ter deixado a Presidência da República em 1992 em meio a um processo de impeachment, o senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL) confirmou sua intenção de disputar novamente o Palácio do Planalto nas eleições deste ano. Collor definiu sua pré-candidatura como "liberal e progressista" e disse ainda que seria "covardia" de sua parte "renunciar a verdade e desviar de mais um desafio que o destino me impõe".

Vale dos leprosos

Em depoimento em que disse ter se reencontrado com o Padre Antônio Vieira e que foi lançado por amigos ao “vale dos leprosos”, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) negou ter atuado para impedir a delação premiada do corretor Lúcio Bolonha Funaro ao manter inúmeros contatos com a mulher dele após a prisão pela Lava Jato.  Em interrogatório na Justiça Federal em Brasília, o emedebista alegou que o propósito das ligações e mensagens enviadas era prestar “solidariedade” a Raquel Pita, que cuidava de uma filha recém-nascida e teve o marido encarcerado. “Eram ligações absolutamente humanitárias”, classificou.

Fanfarão em cana

O deputado João Rodrigues (PSD-SC), condenado pela Justiça Federal a cinco anos e três meses, em regime semiaberto, por dispensa irregular de licitação, quando ocupou o cargo de prefeito de Pinhalzinho (SC) foi preso por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Em seu segundo mandato na Câmara, Rodrigues é mais conhecido pelas confusões em que se meteu do que por sua produção legislativa. Flagrado assistindo a um vídeo pornô no plenário em 2015, ele já se envolveu em diversas polêmicas com outros parlamentares. Em seus discursos, chamou colegas de “vagabundos”, “pilantras” e “escória”. Ameaçou dar “porrada” e “cacete” em deputados que divergiam dele. Também mandou congressistas calarem a boca. Confira algumas das principais “participações” de João Rodrigues na Câmara.

Pornô no plenário

Em maio de 2015, o deputado foi flagrado em plenário pela reportagem do SBT Brasília assistindo, pelo smartphone, a um vídeo de sexo explícito na sessão sobre a reforma política da Câmara.

Briga com Jean Wyllys

Em outubro de 2015, João Rodrigues se envolveu em um bate-boca com o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ). Os dois voltariam a se enfrentar em 2017. No primeiro confronto, Rodrigues subiu à tribuna para criticar parlamentares que se opunham à revogação do Estatuto do Desarmamento, como Jean.

“Cala a boca”

Na véspera da autorização da abertura de processo de impeachment da então presidente Dilma Roussef (PT-RS), em abril de 2016, João Rodrigues chamou deputados do PT e do Psol de “cara de pau” em seu discurso a favor da cassação da petista. Sem meias palavras, mandou, aos gritos, os colegas calarem a boca.

“Na tua cara que vou dar”

Em de outubro de 2017, João Rodrigues e o deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA) quase se agrediram fisicamente no plenário. O catarinense fez um discurso em defesa da “moral e dos bons costumes” ao criticar a polêmica performance de um homem nu no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo. O caso gerou discussões por causa da presença de crianças na exposição.

Boa prisão

Integrante da CPI da JBS, criada para investigar o grupo após a delação premiada que comprometeu o presidente Michel Temer (MDB), João Rodrigues foi um dos parlamentares mais duros com o empresário Wesley Batista. Irritado com a recusa do delator de responder às perguntas dos parlamentares, ele ironizou a prisão do empresário. Os dois não devem se cruzar na cadeia porque Wesley está preso em São Paulo.

Tudo gente boa...

Com a prisão do deputado João Rodrigues (PSD-SC), subiu para três o número de integrantes da bancada presidiária do Congresso. O novo preso junta-se aos detentos Paulo Maluf e Celso Jacob. Os três têm algo em comum além do status carcerário. Embora julgados e condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), eles continuam sendo deputados federais. Avalia-se que na Câmara que a cassação não é automática. Precisa passar por uma votação no plenário.

Bora mudar de alvo...?

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS), associou o aumento da onda de violência no país à atenção dada pelo Ministério Público e pela Polícia Federal ao combate à corrupção. Para Marun, a PF tem falhado na fiscalização das fronteiras, o que, na opinião dele, facilita o ingresso de armas e drogas destinadas a facções criminosas. “A segurança pública é uma questão que tem se tornado mais grave até porque o país, nos últimos anos, fez opção pelo combate à corrupção no lugar de combater bandido. Essa é a realidade”, disse Marun em encontro promovido pela Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig).

Refém

O deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), decano da Câmara Federal, rebateu as declarações do presidente Michel Temer (MDB-SP) e de integrantes do governo sobre a insistência na nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) ao Ministério do Trabalho. Para o parlamentar, Temer é “refém da própria história” e está “acuado”. “É um presidente refém dos próprios atos, refém da própria história, atemorizado, acuado. Eu acho que ele está com medo do passado e do presente dele”, avisou.

Pra ser reeleito tem que ser eleito

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) disse que a disputa eleitoral de 2018 não favorecerá o presidente Michel Temer (MDB-SP) porque ele não chegou ao cargo pela eleição. Para ser reeleito precisa ser eleito. Temer não foi eleito, disse. A reeleição é muito favorável a quem a disputa. Você pode perder, mas é muito difícil.”

Gilmar magoado

A Polícia Federal decidiu abrir um inquérito para apurar ofensas em grupo de WhatsApp ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de investigação foi feito pelo próprio ministro. O inquérito vai investigar o homem que lidera um grupo no WhatsApp que incentiva a agressão a Gilmar Mendes O grupo, batizado de Tomataço, oferece R$ 300 para quem acertar um tomate na cabeça do ministro.

Renan distribuindo

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) divulgou um vídeo com críticas à reforma da Previdência e ao presidente Michel Temer. "Queria sugerir os marqueteiros do governo que mantivessem a campanha, que é boa, mas trocassem os personagens. Ao invés de dois Joões colocassem dois Micheis. O Michel privado, cidadão e o Michel presidente. O Michel cidadão, que se aposentou aos 55 anos de idade, ganhando inicialmente R$ 48 mil de aposentadoria e hoje ganha R$ 68 mil e acha que fez por merecer. Inclusive, deixou de atualizar suas informações para fazê-lo depois de votar a reforma no congresso. E o Michel presidente, que é sabido, quer a reforma e que os outros contribuam até os 75 anos. Esse é o problema dessa reforma das aposentadorias. O Michel presidente fala coisas, mas não faz as coisas que fala."


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Colunista

Victor Barone

Victor Barone

Jornalista, professor, mestre em Comunicação pela UFMS.


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