Semana On

Terça-Feira 22.set.2020

Ano IX - Nº 411

Coluna Conexões

EUA x Taliban

A Guerra do Ópio Afegã

Postado em 09 de Setembro de 2020 - Thales Valente e Bruno Lima Rocha

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Em 2001, no Afeganistão, o regime do Taliban (grupo político militar que governava 90% da região e originário da formação wahhabita de resistência à invasão soviética) caiu depois da intervenção militar estadunidense no país. O “ocidente” declarava sua segunda guerra contra o país em menos de quinze anos, sendo que dessa vez os “cruzados” não eram eslavos de credo “bizantino”, mas sim anglo-saxões liderando uma ofensiva sucessora do Rajastão Britânico. A partir daí começou a nova era securitária da chamada War on Drugs (Guerra às Drogas) na região. Houve um otimismo temporário na mídia ocidental e a propagação da ideia de que o Afeganistão estaria se encaminhando a uma consolidação de um Estado Nação Democrático e que o cultivo de ópio da região diminuiria progressivamente. (GOODHAND, 2005). Todavia, desde a queda do regime Taliban, verificamos exatamente o oposto. Afinal, a Aliança do Norte, coalizão anti-Taliban que chegara ao poder através da intervenção da OTAN e que antes havia sido derrotada pelos wahhabitas na guerra civil que sucedeu a expulsão da União Soviética (em 1988), era justamente comandada por “senhores da guerra e da papoula”. Por consequência, a instabilidade política no país e nas zonas limítrofes gerou um aumento exponencial do cultivo de ópio que, no momento em que concluímos esse texto (setembro de 2020), tornou a região como o centro desse cultivo mundial.

Para verificarmos os motivos principais do aumento drástico do cultivo da papoula, refino do ópio e o “fracasso” contemporâneo (etapa iniciada na segunda década do século XXI) da War on Drugs, primeiramente deve-se analisar o histórico da região e de como a cultura do ópio surgiu. Na sequência, é preciso observar como a “Guerra contra as Drogas” foi implantada no território concreto e ampliado e então chegar às observações finais. Portanto, começaremos por uma breve explicação da região em si.

Afeganistão: história e mercado do ópio.

Quando falamos da República Islâmica do Afeganistão, estamos nos referindo a um território contínuo que – sob o olhar duro da geopolítica asiática – serve como “tampão” entre Irã, China e Paquistão. É uma região com muitas etnias que historicamente é separada em pequenas lideranças tribais/familiares. Em sua história, o Afeganistão sempre esteve numa encruzilhada. De um lado, formações estatais como domínio de Estado territorial como uma federação de lealdades entre urbanizações e rotas, com uma complexa rede de alianças locais e regionais – do contraforte do Himalaia a rotas desérticas que ligam ao coração da Ásia Central e ao Sul da Ásia. Essa seria a mirada afegã. Outra, como já foi referida através da pretensa projeção imperial, teria servido como estado tampão de grandes impérios ou nações. Portanto, sempre conviveu com certa instabilidade, infligindo ou sendo atingida por conflitos internos e externos e fragmentada em poderes e influências (UNODC, 2003).

No século XIX, o Grande Jogo da Ásia chegou ao Afeganistão. Houve o conflito de influência entre Império Britânico (consolidado na formação do Rajastão, tendo como epicentro o Subcontinente Indiano) e o Império Russo (czarista e herdeiro bizantino, eslavo e ortodoxo). No “balanço de projeção de força e poder”, o pêndulo tendeu aos britânicos, até que durante a Guerra Fria o governo central em Kabul do Afeganistão começou a negociar com a União Soviética (URSS) e a modernizar o país.

A monarquia, abolida em 1973 através de um golpe de Estado com apoio soviético, abriu passo para outro putsch, este em 1978, derrubando o então líder do regime de transição, Mohamed Daoud. As medidas tomadas pelo regime pró-soviético instaurado deu base a uma guerra civil. Como um gesto solidário e afundando o Grande Jogo do século XIX reeditado na Guerra Fria do século XX, em 1979 a URSS invade o país e participa do esforço de guerra contra a população rural. Nove anos depois e com mais de seis milhões de pessoas levadas ao exílio no Paquistão, o desastre estava instaurado.

Entre a força estatal e a rede de lealdades étnico-tribais, somada com a devastadora máquina de guerra soviética, a inteligência conjunta paquistanesa, saudita, estadunidense e com infra-estrutura de apoio de Israel montou a rede de contra operações. Para ser honesto intelectualmente,embora de costumes retrógrados, a resistência dos mais de 80 agrupamentos mudjahidin era legítima e pulverizada. Para além da fragmentação, a unidade da luta contra a URSS se deu ao redor de grupos islâmicos que se opuseram ao governo da capital, pois não o consideravam legítimo, uma vez que as medidas modernizadoras – em termos humanísticos, mais que apropriadas – não levavam em conta costumes ancestrais, o poder de imames e as complexas relações étnico-tribais. A força conjunta do dinheiro saudita, a pregação wahhabita nas madraças (escola, no caso, específicas para meninos e de orientação religiosa conservadora sunita) e as redes operadas pelo ISI (a influente inteligência paquistanesa) geraram o caldo de cultura político-militar para os rumos do país na década de ’90.

Em 1988 em Genebra, Gorbachev concorda com a retirada das tropas da região (efetuada em 1989). Os warlords (chefes tribais e de famílias com poderes bélicos e econômicos), então, já fortalecidos por armamentos patrocinados pelos EUA que tinha influência no Paquistão, começaram a competir pelas rotas de comércio e de terras aráveis, para só então em 1996 o Taliban assumir controle de 90% da região deixando o poder em 2002 (KATZMAN, 2010)

Importante destacar que, independente do regime em que o Afeganistão estava inserido, sempre houve instabilidade política e a estrutura étnico-tribal (com clãs e famílias entrelaçadas por arranjos de casamentos) possuíam seus próprios sistemas de leis e comércios (possuindo inclusive moedas diferentes). Em termos “modernos”, nunca houve um Estado devidamente consolidado de modo a exercer controle sobre o conjunto do território. Deste modo, o período Taliban (1996-2001, cuja estrutura vertebral era composta por ex-alunos das madraças) foi o mais próximo de um Estado contemporâneo desde o século XVIII a consolidar uma estabilidade política (abrangendo 90% do território) e mesmo assim como regime poucos anos ficaram no poder. Desta forma, a população do Afeganistão em sua maior parte da história foi majoritariamente rural (compondo os tecidos urbanos majoritariamente por êxodos forçados), as plantações serviam de subsistência para pequenas famílias e de mercado para médios e grandes agricultores. A luta por terras e posições de mercado foi algo que marcou a estrutura produtiva, a guerra econômica do ópio entre os warlords durou até o início da década de 90 (o caos de quase todos contra quase todos, a exemplo da Somália). Nesse tempo a indústria que surgiu era para facilitar zonas de influência, o Afghan Transit Trade Agreement (ATTA), um tratado que permitia que um produto fosse importado sem impostos e vendido no Paquistão, deu origem ao contrabando tanto de ópio quanto de artigos do Golfo Pérsico tendo o Afeganistão como rota de comércio. O Taliban – como ponta de lança do ISI, a inteligência paquistanesa – foi o agrupamento político-militar que mais tirou proveito da situação. Quando vence a guerra civil – em 1996 – consolida seu poder de influência em 90% do território, tendo em seu domínio quase todas as rotas de comércio, aeroportos, cidades e pontos de troca. (RUBIN, 2000)

O ópio tornou-se um grande atrativo em quase todos os territórios afegãos, pois sua facilidade de cultivo e grande demanda (principalmente externa) tornam uma forma mais fácil e garantida de renda para as famílias. Além disso, o ópio oferece mercado de trabalho, pois necessita de mão de obra para cultivo, uma abrangência grande de comerciantes, exige uma logística entre as regiões (simples, porém essencial), demanda segurança das plantações e peões de tráfico. Em uma região contínua – Afeganistão e Paquistão – que um déficit muito grande de industrialização, onde o comércio é basicamente de comodities, o ópio oferecia uma segurança econômica maior para as pessoas e redes familiares. (UNODC, 2003).

Outra vertente da cadeia de valor do ópio é a liquidez, manejando enormes quantias em espécie e fluxo corrente de remessas de divisas, tanto por sistemas de contas bancárias em paraísos fiscais, lavagem de dinheiro e operações de infraestrutura financeira onde o longo braço do ISI e das redes sauditas sempre aparecem. O caso do banco BCCI (Bank of Credit and Commerce International, 1972-1991) foi o melhor exemplo da projeção de poder da inteligência conjunta saudi-paquistanesa, captando recursos lícitos, ilícitos e suspeitos e irrigando a rede de apoio dos mujahidins de todas vertentes. Através do BCCI e das empresas de construção civil, o sheikh Osama bin Laden operou o financiamento e o fluxo financeiro da etapa formadora da Al Qaeda e do envio dos voluntários para a resistência sunita contra a invasão soviética. As mesmas redes sempre operaram o tráfico de ópio.

No seu período no poder e após, o Taliban lucrou muito com o cultivo do ópio no território. No curto período do governo, todavia, começou a industrializar a região central do país gerando um êxodo rural e tentando criar oportunidades de emprego para os jovens. Mas devido a fatores como corrupção, falta de mão de obra especializada e a pobreza a industrialização progredia muito lentamente. Houve uma tentativa de acerto das lealdades, as negociações se estenderam aos antigos warlords para que o ópio fosse gradualmente extinto e a região industrializada. (GOODHAND, 2005) Em 2001 o Taliban proibiu a plantação de ópio, o que gerou desgosto e certa revolta da população rural. Em entrevistas feitas com agricultores da região pelo Institute for War & Peace Reporting (IWPR) sobre a plantação de papoula eles disseram que defenderiam a plantação do ópio até que suas demandas fossem cumpridas, nas palavras de um agricultor:

“Eles devem prover empregos para nossos jovens. Nós cultivaremos papoula por mais 5 anos até que tenhamos certeza que nossos jovens tenham empregos permanentes e nós pudermos cobrir suas necessidades de outras formas” (IWPR, 2001)

Desta forma, a dependência do mercado do ópio para a população já estava praticamente concretizada.

 EUA e a “War on Drugs” Afegã:

Após os ataques de 11 de setembro de 2001 os EUA intensificaram a chamada “guerra ao terror” (GWOT na sigla em inglês) e voltaram seus olhos ao Grande Oriente Médio e Mundo Islâmico justificando intervenções militares em países onde julgavam necessário intervir (a saber: Afeganistão 2001; Iraque 2003 e Somália entre 2006 e 2008, através do Comando Africano dos EUA). O conceito de “segurança” a partir daí foi forçado a ser visto como um problema multidimensional, e questões como o tráfico de drogas entraram como prioridades, pois a atividade econômica ilegal ajuda a financiar facções consideras terroristas. (SWANSTROM, 2007) O Taliban, nessa época, já era visado como inimigo público dos EUA devido a sua ligação com a rede Al Qaeda, rede de terror islâmico wahhabita, por tanto considerada extremista. O governo de Kabul sob as ordens diretas do Taliban se recusou a extraditar Osama Bin Laden de seu território e negou a autorização das tropas estadunidenses para procurar ativistas da Al Qaeda em território afegão sem sua permissão. Isso gerou descontentamento dos EUA – ou a razão alegada que Washington precisava para promover o ataque – que invadiram o território afegão em sete de outubro de 2001 e retiraram o Taliban do poder central em nove de Dezembro de 2001. (KATZMAN, 2010)

A War on Drugs (guerra às drogas) no Afeganistão tomou os mesmos rumos que a estratégia da guerra às drogas dos EUA na década de 70; ou seja, o objetivo era diminuir a oferta de narcóticos por meio de repressões intensas ao plantio, cultivo e fabricações de narcóticos. (MCCOY, 2000-2001). Todavia, o comércio do ópio é elástico e devido a sua facilidade de plantação e cultivo ele pode ser facilmente realocado. A estratégia de combate às drogas dos EUA possuía diversas falhas e a possibilidade de gerar exatamente o oposto, provocando o aumento do preço da venda que estimularia ainda mais a produção. (SWANSTROM, 2007).

A comunidade internacional, com o auxílio da ONU tomou esforços para estabelecer um governo transitório na região. (KATZMAN, 2010) Todavia, a guerra civil no Afeganistão não terminou após a queda do Taliban, mas se acentuou, pois os warlords começaram novamente a tentar tomar o controle das rotas de comércio e de terras aráveis no interior do país. A conferência de Bonn (realizada em momento posterior da derrota do Taliban em 2001) chamou apenas alguns pequenos representantes das facções, deixando em minoria aqueles que não possuíam negociações e afinidades prévias com o ocidente. Esse gesto reforçou ainda mais a rivalidade das facções. Haji Abdul Qadir, um dos poucos membros dos Pashtuns (grupo étnico do Afeganistão) da Aliança do Norte do Afeganistão, se retirou no meio da Conferência de Bonn justamente pela falta de representatividade. (CHANDRA, 2006)

É simplesmente impossível qualquer arranjo de governo ou sequer de convivência pacífica nos dois países, Afeganistão e Paquistão, sem contar com a maioria da liderança Pashtun nestas negociações. As redes do ISI, operando com ex-alunos internos das mais de 2000 madraças – pequenas e grandes – instauradas nas regiões militarizadas da divisa entre ambos os países, foram gestoras do “chauvinismo pashtun”, retroalimentado pela doutrina wahhabita e a intensa atividade política da inteligência paquistanesa dentro de seu país, no conflito da Cachemira assim como nos enlaces da população islamizada dentro do Hindustão (Índia). Apenas essa constatação, senso comum em quem estuda a política doméstica e o cenário regional Indo-paquistanês e afegão, já revela o desastre que foi a absurda tentativa de montagem de um governo “pró-ocidental” após a invasão estadunidense de outubro de 2001.

Consequências da intervenção:

A falta de representatividade nas decisões do Estado gerou uma descentralização ainda maior, pois diversos grupos étnicos não aceitavam o modo de governança que estava sendo implementado em Kabul e não reconheciam o governo como soberano. Os EUA, então começaram a apoiar Karzai (um Pashtun que tinha rivalidade com o Taliban) que foi eleito para liderar a Afghan Transitional Authority (ATA) na tentativa de apaziguar e aumentar a representatividade. Todavia sua agenda foi fortemente restringida devido à resistência de facções rivais e pashtuns que possuíam ligações com o Taliban. O simples fato de ter um Pashtun eleito não era suficiente para sanar a falta de representatividade no poder. (CHANDRA, 2006) O aumento das rivalidades e a instabilidade político-econômica causou um aumento drástico das plantações de papoula, pois a tradição do ópio era visto como a melhor garantia de renda na maior parte das regiões. (GOODHAND, 2005)

O conflito armado no Afeganistão permanece até o momento quem que concluímos esse texto (setembro de 2020), o primeiro da série sobre a Guerra do Ópio no Século XXI. Em Março de 2020 The International Criminal Court (ICC) autorizou uma investigação de crimes de guerra feitos no Afeganistão, onde as facções, juntamente com o exército estadunidense serão julgadas igualmente. O julgamento a ser realizado sem nenhum representante dos EUA na corte gerou desgosto dos EUA levando o presidente Donald Trump a restringir viagens dos funcionários da ICC. (JAZEERA, 2020). Como a presença militar dos Estados Unidos depende de redes de alianças e relações típicas de atividades de inteligência com a presença endêmica da economia política do narcotráfico, aliados locais da Superpotência traficam ou tributam o tráfico nos contrafortes do Himalaia como os paramilitares colombianos faziam o mesmo no Vale do Rio Magdalena sob os auspícios da CIA e com a hipocrisia de sempre da DEA. Muda o produto – de cocaína para ópio, de folha de coca para papoula – mas é o mesmo padrão operacional hipócrita da Superpotência.

O conflito na região ampliada (Afeganistão-Paquistão-Cachemira) foi se intensificando e a característica de “Estado tampão” especializou os warlords em guerra por controle de rotas e territórios. A violência se acentua gradativamente e as pessoas sem terra ou poder político/econômico ficam a mercê do sistema implantado pela facção que domina suas localizações. Isto somado às relações étnico-tribais religiosas, mais o novo arranjo das áreas de segurança paquistanesas, de domínio dos clãs majoritários e operando conforme os primos afegãos de preferência. Desta forma, a cultura da papoula se solidificou cada vez mais tornando seus derivados (ópio e heroína) inclusive como forma de crédito e moeda de troca.  (PAIN, 2008) Desta forma, a intervenção militar estadunidense e a chamada “War on Drugs” Afegã apenas intensificaram o tráfico e os conflitos na região, tornando a cultura do ópio e seu enraizamento na sociedade cada vez mais difícil de ser contido.

Thales Valente é graduando em relações internacionais (bellocvalenteri@gmail.com)

Rafael Costa é desenhista e cartunista (E-mail- Rafael.martinsdacosta@yahoo.com.br. Instagram- @chargesecartuns)

Bruno Beaklini (Bruno Lima Rocha Beaklini) é militante socialista libertário de origem árabe-brasileira e editor dos canais do Estratégia & Análise, a análise política para a esquerda mais à esquerda.

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Referências

CHANDRA, V. Warlords, Drugs and the ‘War on Terror’ in Afghanistan: The Paradoxes. Strategic Analysis, v. 30, n. 1, p. 64-92, Jan-Mar 2006.

CORTI, D.; SWAIN, A. War on Drugs and War on Terror: Case of Afghanistan. Peace & Conflict Review, v. 3, n. 2, p. 41 – 53, 2009.

GOODHAND, J. Frontiers and Wars: The Opium Economy in Afghanistan. Journal of Agrarian Change, v. 5, n. 2, p. 191-216, april 2005.

IWPR. The Killing Fields of Afghanistan. IWPR, 2001. Disponivel em: <https://iwpr.net/global-voices/killing-fields-afghanistan&gt;. Acesso em: 29 agosto 2020.

JAZEERA, A. ICC authorises investigation into alleged Afghanistan war crimes. Al Jazeera, 2020. Disponivel em: <https://www.aljazeera.com/news/2020/03/icc-authorises-investigation-alleged-afghanistan-war-crimes-200305101406253.html&gt;. Acesso em: 30 agosto 2020.

KATZMAN, K. Afghanistan: Post-Taliban Governance, Security, and U.S. Policy. Congressional Reaserch Service. Washington DC. 2010.

MCCOY, A. W. From Free Trade to Prohibition: a Critical History of the Modern Asian Opium Trade. Fordham Urban Law Journal, v. 28, p. 307-350, 2000-2001.

PAIN, A. Opium Poppy and Informal credit. Afghanistan Research and Evaluation Unit IssuePaper Series, Kabul, outubro 2008.

RUBIN, B. The Political Economy of War and Peace in Afghanistan. World Development, v. 28, p. 1789-1803, out. 2000.

SWANSTROM, N. The Narcotics Trade: A Threat to Security? National and Transnational Implications. Global Crimes, v. 8, n. 1, p. 1-25, 2007.

UNDCP. Global Illicit Drug Trends. UNDCP, p. 30, 2001.

UNODC. THE OPIUM ECONOMY IN AFGHANISTAN: An International Problem. UNODC , 2003.

UNODC. Afghanistan opium survey 2018: Challenges to sustainable development, peace and security. UNODC Reaserch, Julho 2019.


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Bruno Lima Rocha

Bruno Lima Rocha

Bruno Rocha é jornalista, mestre e doutor em ciência política pela UFRGS. Está vinculado aos setores mais combativos do movimento popular gaúcho e do cone sul.


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